sábado, 14 de setembro de 2013

"Não percas o otimismo. O trabalho é uma benção. Age construindo. Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo. Se erraste, recomeça a empreitada da ação na qual te comprometeste. Não creias em vitórias do bem, sem árduos problemas a resolver. Convence-te de que a dor é sempre renovação para o bem. Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação. Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis. Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de supera-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará. Em nossa condição evolutiva, ainda não sabemos medir a resistência, uns dos outros. Em razão disso, guardemos a nossa dor ou a emenda que é positivamente nossa e exportemos alegria e esperança onde estivermos." (Emmanuel)




O otimismo é força criadora



Recentemente, lemos algumas frases que nos chamaram atenção. Tratava-se de idéias de um escritor afirmando que, quanto mais pessimistas haja, melhor, já que esses é que mudarão o mundo, uma vez que, para os otimistas, o mundo está ótimo.

De duas, uma: ou o escritor não sabe o significado dos termos pessimismo e otimismo, ou está tentando sofismar.

Pessimismo, segundo os dicionários, é opinião ou sistema dos que acham tudo péssimo ou de tudo esperam o pior.

Otimismo é o sistema de julgar tudo o melhor possível; tendência para achar tudo bem.

Ora, em nenhum momento se pode deduzir que o otimista seja um ser passivo, inerte, que nada move para melhorar a situação. O otimista é aquele que percebe que as coisas não estão bem, mas sabe que poderão melhorar e faz a sua parte.

Já o pessimista, que de tudo espera o pior, não vê à sua frente senão abismos e trevas. Tudo para ele está péssimo e não há nada que se possa fazer para melhorar.

Há um desenho animado que retrata muito bem esse tipo. Trata-se de uma hiena, Hardy, da dupla Lippy e Hardy. Ela sempre aparece dizendo: Oh vida! Oh dia! Oh azar!

Quando Lippy, o seu companheiro leão a convida para fazer alguma coisa, Hardy, imediatamente expressa sua posição de derrota dizendo: Isso não vai dar certo!

O otimista, por sua vez, se percebe que o mar está revolto, que o barco pode naufragar, sempre encontra motivos para continuar lutando e, geralmente, logra êxito.

Dessa forma, é fácil deduzir que, se alguém pode modificar o mundo para melhor, deve primeiro acreditar que o mundo pode ser melhorado, e esse alguém só pode ser um otimista, jamais um pessimista, que considera o mundo péssimo, caminhando para pior.

Assim sendo, não nos deixemos levar por sofismas que, sem uma análise mais detida, podem parecer verdadeiros.

O otimismo gera entusiasmo, e o entusiasmo é gerador de confiança em si mesmo.

Enquanto o pessimista vê, na semente enterrada no solo, apenas a podridão, o otimista percebe a vida prestes a eclodir.

Enquanto o pessimista senta e observa as sombras que o circundam, o otimista abre as janelas da esperança e vislumbra adiante a claridade que logo mais o envolverá.

Enquanto o pessimista entra, em cada crepúsculo, no mesmo cemitério para lastimar a morte, o otimista escala, em cada amanhecer, a cerca de um jardim para aspirar o perfume de novas flores.

*   *   *

Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.





Redação do Momento Espírita com base no livro As forças morais, de José Ingenieros e no verbete Otimismo, do livro Repositório de sabedoria, v. II,  pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal..
Em 06.07.2009.







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