segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos. Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço. No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva. Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranquila. Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária... Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado. Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia. Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser." (Emmanuel)






Precipitação

 

A precipitação é responsável por muitos males que afligem o homem.

Um comportamento ansioso leva a estados de perturbação, gerador de sofrimentos perfeitamente evitáveis.

Sob o jugo da ansiedade, com freqüência tomam-se atitudes incorretas.

A edificação interior, com a conquista da paz, exige um controle atento sobre as próprias ações e reações.

O exercício da calma, por isso mesmo, é indispensável para um viver harmônico em face das perplexidades da vida moderna.

A calma ensina a esperar pelos resultados de qualquer realização, os quais não podem mesmo ser antecipados.

O ritmo do tempo é inalterável.

Os acontecimentos sucedem naturalmente dentro de espaços que não podem ser modificados.

Agindo de forma precipitada, o homem ouve e vê mediante óptica deformada, que mais o perturba.

Com o raciocínio turbado pela pressa, muitas vezes precipita-se em despenhadeiros de infortúnio.

Se há tempo de semear, por certo também chegará a hora da colheita.

É inútil pretender apressar o ciclo da natureza, para o momento da colheita chegar mais rápido.

No campo moral, o mecanismo é equivalente.

Cada ocorrência na vida tem o seu momento próprio.

Deus nada espera de você além das suas possibilidades.

Assim, também não é lícito a você aguardar de seus semelhantes comportamentos e respostas que eles ainda não lhe podem dar.

Não se frustre por isso, mas compreenda que tudo se encontra sob o prudente comando da divindade.

Reúna as suas forças morais na disciplina e no equilíbrio, sem a ânsia de precipitar sucessos que devem seguir seu curso normal.

Jesus afirmou que somente caem folhas das árvores de acordo com a vontade de Deus.

Conscientize-se de que jamais acontecerá nada em sua vida que você não necessite ou mereça.

Se o seu passado espiritual não registrou certos sofrimentos, de acordo com sua programação evolutiva, não há a menor possibilidade disso ocorrer.

Assim, confiante na direção divina sobre sua vida, não sofra por antecipação, propiciando estados de ansiedade e amargura perfeitamente evitáveis.

Contudo, quando o sofrimento desabar sobre você, enfrente-o com nobreza, entendendo que ele corresponde a sua tarefa do momento.

Saiba que essa circunstância de dor inevitável é necessária como forma de crescimento para a vida.

Ela o auxilia em sua recuperação pessoal, dentro de um prisma mais elevado, na contabilidade dos valores espirituais.

Tenha paciência e não se precipite nunca.

O agir estouvado é indicativo de imaturidade psicológica e espiritual.

Quem confia, verdadeiramente em Deus, vive com serenidade, fazendo o bem possível sem pretender um controle inviável sobre a dinâmica da vida.

Decisões irrefletidas tendem a provocar arrependimentos. Mas isso não acontece quando os atos que são fruto da reflexão e da calma.

Pode lhe parecer impossível suportar em paz os problemas que o angustiam.

Nesse caso, recorra à oração.

Deixe-se acalmar pela beleza do intercâmbio entre você, que roga, e a divindade, que responde.

Asserene-se e poupe-se à precipitação, ao contato dos eflúvios do alto.

Sinta-se integrado na dinâmica da vida, guiado e amparado por um poder amoroso e sábio, e desfrute a paz que esse estado de consciência lhe proporciona.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo tal, do livro ‘Receitas de paz’, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.






















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Myrna.