segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"Melhore sempre as suas condições pessoais, pelo trabalho e pelo estudo, a fim de que você possa melhorar a vida, em derredor de você. Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção. Amplie quanto puder, a sua exportação de gentileza. Fazer "algo mais que o próprio dever", em benefício dos outros, é criar um gerador de simpatia, em nosso auxílio. Esqueçamos o que não serve para o bem, a fim de que se realize o melhor. Reclamar é ferir-se. Se você deseja vencer, aprenda a sorrir, além do cansaço. O grupo familiar recorda a terra que produz para nós, segundo a nossa própria plantação. Esperança vitoriosa é aquela que não deixa de trabalhar. Guarde as suas impressões infelizes para não prejudicar o caminho dos outros." (André Luiz)


 
 
 

Goste das pessoas
 

Kent não era mais do que um adolescente quando aprendeu, com seu amigo da mesma idade, uma das lições que mais lhe encheram de prazer a vida.

Ambos estavam estudando e, da janela, observaram um dos professores atravessando o estacionamento.

Kent explicou a Craig que não gostaria de reencontrar aquele instrutor. No semestre anterior, ele e o professor tinham se desentendido.

O cara não gosta de mim - finalizou.

Craig observou o professor e falou:

Talvez você esteja se afastando porque tenha medo de ser rejeitado. E ele provavelmente acha que você não gosta dele, por isso não é simpático com você. Por que não vai falar com ele?

Hesitante, Kent desceu as escadas, cumprimentou o professor e perguntou como tinha sido seu período de férias.

Ele se mostrou surpreso, mas respondeu. Juntos caminharam um pouco e conversaram.

O amigo tinha lhe ensinado algo simples. As pessoas gostam de quem gosta delas. Quando se mostra interesse por elas, elas se interessam por nós.

A partir daquele dia, o mundo se transformou para Kent numa grande descoberta.

Certa vez, viajando de trem pelo Canadá, ele começou a conversar com um homem que todos evitavam, porque cambaleava e enrolava a língua, ao falar. Todos pensavam que ele estivesse bêbado. Em verdade, ele estava se recuperando de um derrame.

Tinha sido engenheiro naquela mesma linha férrea e passou a viagem contando histórias fascinantes passadas naquela ferrovia.

Quando o trem foi se aproximando da estação, ele segurou a mão de Kent e agradeceu por ele ter ouvido, com tanta atenção.

Mas Kent sabia que o prazer tinha sido muito maior para ele próprio.

Em um outro momento, em uma esquina barulhenta, numa cidade da Califórnia, uma família o parou pedindo informações. Eram turistas da isolada costa norte da Austrália.

Em pouco tempo, tomando café, eles encheram de conhecimento a sua cabecinha, com histórias sobre lugares e costumes que possivelmente ele nunca teria conhecido.

Cada encontro se tornou uma aventura. Cada pessoa, uma lição de vida. Ricos, pobres, poderosos e solitários: ele percebeu que todos tinham tantos sonhos e dúvidas quanto ele mesmo.

Todos tinham uma história única para contar. Bastava alguém querer ouvir.

Uma jovem esteticista lhe confidenciou a alegria que tinha sentido ao ver os moradores de um asilo, sorrindo, depois que ela cortou e penteou seus cabelos.

Um guarda de trânsito revelou como tinha aprendido alguns dos seus gestos, observando toureiros e maestros.

Até mesmo um andarilho, com a barba por fazer, lhe contou como tinha conseguido alimentar sua família durante o período da depressão, nos Estados Unidos, recolhendo peixes atordoados que flutuavam na superfície, depois de explosões na água.

Em suma, todas as pessoas tinham histórias para contar. Histórias ricas de experiências. E todas sonhavam com alguém que as quisesse ouvir.

Pensamento

Parafraseando Francisco de Assis, poderíamos pensar em uma oração, mais ou menos assim:

Senhor, permita que eu procure muito mais ouvir do que ser ouvido; muito mais ver do que desejar ser visto.

Finalmente: que eu aprenda a gostar das pessoas primeiro, e faça as perguntas depois, para que eu possa descobrir, com alegria, que a luz que projeto nos outros, se reflete em mim mesmo, multiplicada por cem.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Goste das pessoas primeiro, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Kimberly Kirberger, ed. Sextante.
   

 
 
 
 
 


domingo, 29 de setembro de 2013

"Você diz que não tem dinheiro para socorrer aos necessitados, mas dispõe de tempo para auxiliar de algum modo. Você afirma que não pode escrever longa carta ao amigo que lhe pede conforto, mas dispõe de tempo para fazer um bilhete. Você diz que não possui elementos para clarear o caminho dos que jazem no erro, mas dispõe de tempo a fim de articular algumas palavras, a benefício dos que se demoram na ignorância. Você afirma que lhe falta competência, diante das tribunas edificantes, mas dispõe de tempo para essa ou aquela frase de esperança e consolo. Você diz que não detém qualquer dom mediúnico que lhe garanta as atividades na sementeira do bem, mas dispõe de tempo, a fim de colaborar na assistência aos irmãos em obstáculos muitos maiores do que os nossos. Você afirma que não retém bastante saúde para alentar essa ou aquela tarefa no bem aos outros, mas dispõe de tempo que lhe faculte ofertar migalha de gentileza no amparo aos semelhantes. Você diz que caiu moralmente e não mais pode estender a luz da fé, mas dispõe de tempo para levantar e seguir adiante. Você afirma que o companheiro é difícil de suportar, mas dispõe de tempo para renovar-lhe a maneira de ser, através dos seus próprios exemplos. Você diz que a dificuldade é insuperável, mas dispõe de tempo a fim de contorná-la, atingindo a realização do melhor. Você afirma que a sua felicidade acabou e estira-se na estrada, como se a sua provação fosse mal sem remédio... Meu amigo observe o tempo, pense no tempo, aceite o tempo e agradeça ao tempo, de vez que o tempo recomeça a cada dia e todos nós, com a Bênção de Deus, tudo podemos recomeçar." (André Luiz)

 
 
 
A sua tarefa
 

Deus dotou os Espíritos do princípio de todos os dons.

Entretanto, os criou em estado de simplicidade e ignorância.

Cada um deve desenvolver a própria potencialidade, por seu mérito e esforço.

Nesse processo de aprendizado, a Terra funciona como um educandário.

Os Espíritos que se situam em determinada faixa evolutiva nela encarnam para terem as experiências de que necessitam.

A vida humana não é feita de acasos.

A família em que se nasce, o meio social em que se vive, certas experiências marcantes, tudo isso é planejado.

Antes de encarnar, o Espírito é auxiliado a perceber suas dificuldades e se dispõe a enfrentá-las.

Ele verifica as áreas em que necessita burilar-se e programa a próxima existência terrena.

Assim, quem se deixou tomar pelo orgulho encaminha-se para uma vida obscura.

Aquele que chafurdou na promiscuidade enfrenta bloqueios e complexos na área da sexualidade.

O rico avarento do passado programa viver a experiência da pobreza.

O mau patrão retempera-se na condição de modesto e sofrido empregado.

Quem não amparou devidamente seus filhos pede para viver na condição de órfão.

Outros ressurgem em posições de destaque, a fim de se dedicarem à causa do bem.

Tentados por facilidades e distrações, necessitam encontrar forças para utilizar seus recursos em favor do próximo.

A beleza, o poder e a fortuna são provas difíceis, pois frequentemente instigam o orgulho e o egoísmo.

Muitos fracassam quando passam por tais experiências.

Mas a realidade é que a vida terrena destina-se a promover o aprimoramento do caráter e do intelecto.

Ela é fruto de um sério planejamento.

Entretanto, nem tudo está pré-determinado.

O livre-arbítrio é preservado e cada um responde pelas resoluções que toma e pelos atos que pratica.

Do mesmo modo, nem todas as ocorrências são antecipadamente previstas.

As pessoas com quem se convive não são necessariamente partícipes de um passado comum.

Alguns problemas, dores, desgostos e enfermidades são inerentes ao viver terreno.

A maioria dos desconfortos e transtornos são frutos de imprevidência atual.

Quem se permite atitudes antipáticas e rudes transforma meros conhecidos em desafetos.

O certo é que o Espírito é inserido em dado contexto, no qual se defronta com situações que precisa resolver.

Frequentemente, uma criatura inveja a sorte de outra.

Os problemas alheios sempre parecem de fácil solução.

As dores dos outros nunca se afiguram muito graves para o observador.

Mas cada qual vive o que necessita.

As próprias tarefas são difíceis porque correspondem a áreas de dificuldade.

Para seguir adiante, é necessário fazer a lição do momento.

Assim, pare de se debater com as exigências de sua vida.

Não procure fugir de seus problemas e aflições.

Dedique-se antes a resolvê-los, a fim de libertar-se deles.

Se a vida lhe pede paciência em face de situações inelutáveis, seja paciente.

Perante um familiar ou um chefe difícil, exercite a tolerância.

Comporte-se como um estudante que deseja passar de ano.

Cesse as reclamações e faça a lição.

Pelas dificuldades que você enfrenta, pode perceber quais são suas deficiências evolutivas.

Empenhe-se firmemente em burilar o seu caráter.

Adote um patamar nobre de conduta e jamais se afaste dele.

Você nasceu para amealhar virtudes, para ser digno e bondoso.

Essa é a sua tarefa.

Pense nisso.
 


Redação do Momento Espírita.
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

"O sentimento cria a idéia. A idéia gera o desejo. O desejo acalentado forma a palavra. A palavra orienta a ação. A ação detona resultados. Os resultados nos traçam o caminho nas áreas infinitas do tempo.Cada criatura permanece na estrada que construiu para si mesma. A escolha é sempre nossa." (Emmanuel)

 
 
 
 
O mundo que eu desejo
 


É frequente, não raro mesmo, ouvirmos das pessoas reclamações a respeito do mundo em que vivemos, lamúrias e queixas a respeito da sociedade contemporânea.

Várias são as vezes em que as pessoas se reúnem para se queixar dos dias cada vez piores, segundo elas. E às vezes somos nós mesmos a iniciar a lista de reclamações e queixas.

Gostaríamos de dias com mais honestidade, reclamam uns. Outros desejariam uma sociedade mais pacificada, menos violenta, menos agressiva.

Tantos outros gostariam de ter relações sociais permeadas com mais paciência, solidariedade, compreensão.

Nada mais compreensivo para esses dias que se mostram tão desafiadores e tão contrastantes.

Porém, antes de iniciarmos a elencar tudo o que desejaríamos para nossa sociedade, há que se perguntar: O que vimos oferecendo para o mundo em que vivemos?

Se desejamos um mundo honesto, a honestidade deve iniciar-se em nós. Se nos choca ver políticos a desviarem verbas e valores que não são seus, o que falar quando nos evadimos da padaria ou do supermercado com troco a mais, levando um dinheiro que não nos pertence?

Se reclamamos da falta de honestidade dessa ou daquela pessoa, precisamos pensar quantas vezes não somos os primeiros a ensinar ao filho os caminhos da mentira, pedindo-lhe para afirmar ao telefone ou à porta da residência que não nos encontramos.

Não nos causam mais forte comoção a violência do mundo, as guerras, lutas de gangues, o barateamento da vida que tomba pelas armas de fogo, pelos motivos mais banais.

Só não podemos esquecer que, muitas vezes, somos nós a semear a discórdia, a guerra e a malquerença no ambiente de trabalho ou na própria família.

A sociedade é o retrato dos seus habitantes. São os Espíritos reencarnados, com seus valores e vivências, que fazem os dias que ora vivemos.

E se fomos convidados pela Providência Divina a reencarnar em dias tão desafiadores é porque eles nos oferecem lições valiosas.

Talvez se faça necessário vivenciar os extremos da violência para nos decidirmos a implantar a paz em nosso agir.

Ou talvez seja necessário o cansar da desonestidade que permeia a tudo, para revermos os valores pelos quais nos conduzimos, e decidirmos resolutamente pelo bem.

Não vivemos nesses dias que se passam por mero acaso Divino. Essa sociedade que se nos oferece é a oportunidade que a vida nos dá para os melhores aprendizados para a alma.

E se hoje percebemos que não nos servem mais os valores e conceitos que o mundo ainda elege por padrão, que se inicie em nós a mudança para uma sociedade melhor.

Ninguém pode exigir da vida aquilo que ainda não lhe oferece. Logo, elejamos os valores pelos quais queremos que o mundo caminhe, e iniciemos os primeiros movimentos para tal.

Tomemos os valores que desejamos para o mundo e comecemos a sua vivência. Não tardará que outros, admirados pela nossa coragem e disposição, principiem a sua trajetória. De início, tímida e silenciosa. Mas será através da mudança da intimidade de cada um de nós que o mundo, definitivamente, irá mudar.
 


Redação do Momento Espírita.
Em 15.10.2010.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” PAULO (Coríntios, 15:58.) ....."Nas lutas do dia-a-dia, todos somos impelidos a várias operações para avançar no caminho...Sentimos. Desejamos. Falamos. Estudamos. Aprendemos. Conhecemos. Ensinamos. Analisamos. Trabalhamos. Entretanto, é preciso sentir a necessidade do bem de todos para que saibamos desejar com acerto; desejar com acerto para pensar honestamente; pensar honestamente para falar aproveitando; falar aproveitando para estudar com clareza; estudar com clareza para aprender com entendimento; aprender com entendimento para conhecer discernindo; conhecer discernindo para ensinar com bondade; ensinar com bondade para analisar com justiça e analisar com justiça para trabalhar em louvor do bem, porque, em verdade, todos somos diariamente constrangidos à ação e pelo que fazemos é que cada um de nós decide quanto ao próprio destino, criando para si mesmo a inquietante descida à treva ou a sublime ascensão à luz." (Emmanuel)


 
 
Seja amigo de si mesmo

 

 

Por onde nos movemos no mundo, vemos almas atormentadas pelo sentimento de solidão, pela sensação de abandono em que se veem, ansiosas por conseguir formar vínculos de amizade, embora não saibam como fazê-lo.

Em casos assim, faz-se necessário maior cuidado, uma vez que a ansiedade costuma precipitar negativamente as coisas na vida.

É comum que, na ânsia por fazer amigos, a pessoa se envolva com gente de maus costumes morais, viciada ou portadora de graves complicações.

É assim na procura de amizades como na busca de par para o casamento.

De nenhum modo vale a pena.

Muito coerente o dito popular que afirma: Antes só do que mal acompanhado.

Quando alguns ansiosos preferem a má companhia à solidão, acabam por envolver-se em tormentos de tal monta que não tardam a se arrepender do mau investimento.

Por isso, quando, apesar da sua boa vontade, apresentar-se a dificuldade em conseguir bons amigos, aguarde um pouco mais, sem desanimar.

Fique atento e tranquilo, pois o tempo não decepciona a quem sabe esperar trabalhando.

Seja você o melhor amigo de si mesmo.

Não se corrompa. Não crie problemas para remorsos depois. Leia bons livros. Cultive boa música, artes e esportes.

Viva em contato mais amplo com a natureza. Alimente-se e beba o que lhe convenha à saúde, sem guardar remorsos.

Você verá que, com essa pauta de comportamento levada a sério, será muito difícil não encontrar em seus caminhos outras pessoas que cultivem os mesmos bons ideais, e que estejam dispostas a estreitar laços e se tornarem suas amigas.

Tudo terá que começar por você.

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Onde quer que você esteja, descubra na convivência dos dias os corações transparentes ou as almas simples, a fim de aproximar-se delas.

Procure distender o bem que leva em si na direção de outros seres, lembrando-se de que, conforme afirmou Jesus, é do bom tesouro do nosso íntimo que conseguimos extrair as coisas boas que dizemos e fazemos.

Quem deseja ter bons amigos precisa ser, antes de tudo, um bom amigo.

A relação de amizade é uma via de mão dupla, certamente, onde ofertamos e recebemos. Porém, a postura do homem de bem tem que ser sempre aquela de quem deseja ofertar ao outro em primeiro lugar.

A retribuição será consequência natural para o coração desvelado e bom, sem haver necessidade deste persegui-la como objetivo.

Reflita sobre suas relações de amizade, perguntando a si mesmo: Estou sendo um bom amigo? Estou pensando no outro antes de pensar em mim, nas minhas necessidades e aflições?

É sempre tempo de mudar, de melhorar, sem medo, sem constrangimento.

Surpreenda seus amigos hoje com um gesto inesperado, com uma pergunta jamais feita, com um abraço mais forte do que o usual.

A amizade é um tesouro que carregamos no coração.





Redação do Momento Espírita com base nos cap. 11 e 15, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 03.09.2010.

 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"A felicidade duradoura e justa nasce para nós da felicidade que acendermos no caminho dos outros, e, por isso, compreendendo com o Evangelho que mais vale dar que receber, procuremos distribuir os bens que o Senhor nos empresta, a bem de todos, na certeza de que somente assim, conquistaremos, em nosso favor, a felicidade do Sumo Bem." (Emmanuel)

 
 
 
Contra-sensos
 

Você já observou alguma vez, que o nosso comportamento nem sempre está embasado na coerência?

É comum percebermos alguns contra-sensos sobressaindo nas nossas ações.

Um deles é o fato de pedirmos a Deus que nos dê saúde, e nos entregarmos a vícios geradores de enfermidades.

Há contra-senso quando reclamamos os nossos direitos, desrespeitando os dos outros.

Gostamos de ouvir a música de nossa preferência, e ligamos o som num volume que obriga os vizinhos a ouvi-la também, esquecendo-nos de que, se temos direitos, os outros igualmente os têm.

Às vezes, em nome da justiça que dizemos defender, cometemos outras tantas injustiças.

Alguns de nós lutamos por defender a natureza, o verde, os animais, enquanto crianças morrem, vítimas da fome e da falta de atendimento médico, ao nosso lado.

E, enquanto se divulga a intenção de conter a prostituição infantil, o dito turismo sexual, a pedofilia, os mesmos meios de comunicação que criticam essas barbaridades, promovem concursos nos quais são mostradas meninas de apenas 5 anos de idade com roupas coladas ao corpo, maquiadas como adultas, dançando freneticamente, de forma sensual.

Dizemos lutar contra esses abusos, mas criamos todas as condições favoráveis para que proliferem. É um contra-senso.

Outro aspecto está na luta pela paz. Os países, para preservar a paz, promovem o armamento.

A paz não se conquista nos campos de batalha, nem virá por decreto. É luz íntima.

Se não atentarmos para esses contra-sensos, estaremos passando aos nossos filhos a imagem de um mundo no qual não se pode confiar.

Um mundo em que não se sabe o que é verdade e o que é mera ilusão, jogo de interesses, mentiras.

É importante que decidamos quais são os nossos verdadeiros valores e lutemos por eles com fidelidade.

Seja nosso falar: Sim, sim, não, não, conforme adverte o Cristo.

Se nos agrada lutar pelos direitos, que o façamos integralmente, defendendo tanto os nossos, quanto os dos outros.

Se quisermos defender a natureza, que a nossa defesa seja abrangente, defendendo tudo o que respira na face da Terra.

Se desejamos que Deus nos dê saúde, lutemos por preservá-la.

Agindo com coerência em todos os momentos, é que poderemos intitular-nos como verdadeiros idealistas.
 
* * *
 
A paz construída sobre os escombros dos povos vencidos é vitória passageira.

A felicidade conseguida à custa das lágrimas alheias, é mera ilusão.

Os direitos que soterram os direitos alheios, são construção de desequilíbrios futuros.

Só o respeito mútuo é capaz de efetivar o ideal no bem duradouro, para toda a eternidade.
 


Redação do Momento Espírita.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Sua generosidade chamará a bondade alheia em seu socorro. Sua simplicidade solucionará problemas para muita gente. Sua complexidade provocará muita dissimulação no próximo. Sua indiferença fará manifesta frieza nos outros. Seu desejo sincero de paz garantirá tranquilidade no caminho. Seu propósito de guerrear dará frutos de inquietação. Sua franqueza contundente receberá frases rudes. Sua distinção edificará maneiras corretas naqueles que o seguem. Sua espiritualidade superior incentivará sublimes construções espirituais. Diariamente, semeamos e colhemos. A vida é também um solo que recebe e produz eternamente." (André Luiz)




 


Jardins

 

É comum se associar a lembrança de uma pessoa a algo que a caracterize. Digamos, seja seu toque pessoal.

Dia desses, ao passarmos por um jardim cheio de cores vivas, fomos surpreendidos por uma frase partida dos lábios de uma senhora:

Um jardim tão bem cuidado me recorda minha avó.

A amiga que a acompanhava logo indagou do porquê.

A continuidade do diálogo, cujas frases nos chegavam com clareza, trazidas pela brisa mansa, nos surpreendeu:

Minha avó, dizia, passou sua vida a plantar flores. Recordo-me da infância e do bangalô de minha avó.

Quase não havia terra para plantar. A construção era nova e o local mais parecia um campo de batalha que as minas tivessem revolvido e deixado em total desalinho.

Pois minha avó não desanimou. Com pedras desenhou retângulos no solo, afofou a terra, preparou-a e plantou suas amadas roseiras. Jardins eram a sua marca registrada.

A senhora alongou o olhar na distância, como a revolver a saudade na terra do coração e prosseguiu:

Era uma pessoa excepcional minha avó. Já mais idosa, os filhos optaram por colocá-la em um apartamento. Mais segurança, diziam, menos trabalho. Afinal, eles temiam o peso dos anos naqueles ombros já não tão fortes.

Quando vi o apartamento, entristeci. Tinha uma varanda sim, mas nem sombra de terra, onde ela pudesse utilizar da sua mágica pessoal para transformar em um pedacinho de céu perfumado.

Pensei que ela iria murchar. Imaginei-a a fenecer, como flores ao sopro do inverno rigoroso ou sob o sol escaldante do verão.

Qual não foi minha surpresa ao visitá-la, alguns meses depois.

Levei-lhe um ramalhete de rosas multicoloridas, contando alegrar-lhe o lar.

Ela abraçou as rosas, agradeceu e seu rosto se iluminou como em êxtase.

"São lindas, querida. E perfumadas."

Depositou-as com cuidado sobre uma mesa, tomou-me pela mão e levou-me até à varanda.

Naquele minúsculo espaço, a terra gentil permitia brotar rosas de delicado perfume e graça. As mãos mágicas de minha avó haviam transformado um retângulo de cimento frio em uma nesga de paraíso florido.

Suas mãos acariciaram as flores qual se o fizessem a um filho querido. Depois, ela me reconduziu à sala, e mostrou um troféu. As flores de sua varanda haviam sido eleitas as segundas mais belas de toda a cidade.

 
*   *   *

Transformar a terra inculta em um oásis de beleza ou deixá-la entregue às ervas daninhas e espinheiros é opção pessoal.

Assim nos jardins das nossas vidas. Podemos ser indiferentes e ociosos, relegando tudo ao descaso, nada realizando de bom, de belo, de útil.

Ou podemos optar por semear flores de alegria, rosas de ventura. Quiçá apenas umas tímidas violetas de discreto perfume.

Contudo, não sejamos dos que erguem espinheiros. Tornemo-nos jardineiros cuidadosos a fim de que, pelas veredas por onde transitarmos, deixemos o perfume e a beleza das nossas ações.

*   *   *

Semeando estrelas, seremos convidados a espancar trevas.

Semeando esperanças, haveremos de nos tornar luzeiros para corações entristecidos.

Onde quer que estejamos, sempre poderemos semear as luzes do amor e da esperança.
 
 


Redação do Momento Espírita, com base no texto Os jardins de nossas vidas, publicado na Revista Seleções Reader´s Digest, junho.1998 e no verbete Sementeira, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 27 .10.2009.




 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"A permuta magnética é o fator que estabelece ritmo necessário à manifestação da harmonia. Para que se alimente a ventura, basta a presença e, às vezes, apenas a compreensão." (André Luiz)


 
 
A Gratidão


O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina.

Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto.

Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis. "é para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?"

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: "quanto dinheiro você tem?"

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: "isto dá, não dá?"

Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos."

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

- Tome, leve com cuidado.

Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.

Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de longos cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja.

Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Este colar foi comprado aqui?

- Sim, senhora.

- E quanto custou?

- Ah, falou o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.

A moça continuou: "mas minha irmã tinha somente algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!"

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar - disse ele.

- Ela deu tudo o que tinha.

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

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Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.

E a gratidão é sempre a manifestação dos espíritos que têm riqueza de emoções e altruísmo.

Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.

Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo "O Colar de Turquesas Azuis", do livro Remotos Cânticos de Belém, Wallace Leal V. Rodrigues, ed. Clarim.
 
 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei, se não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito." ..."Deus nos concede a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."...."Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã." (Chico Xavier)


 
 
 
O vencedor
 

Quem acha que perder é ser menor na vida...

Quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...

Eu... Que já não quero mais... Ser um vencedor.

Levo a vida devagar... Pra não faltar amor.

* * *

A letra da música popular é de extrema beleza e profundidade.

No mundo da vitória a qualquer custo, dos vencedores de berço e coisa e tal, é necessário pensar um pouco sobre tudo isso.

Todos queremos vencer, é certo. A natureza nos impulsiona para as vitórias sempre, para o crescimento contínuo e inevitável.

Porém, no entendimento humano da palavra vencer, e em quem julgamos serem vencedores é que está a questão fundamental.

Adianta vencer profissionalmente, ter sucesso e fama, se nos falta amor?

Adianta ser considerado um vencedor do esporte, na carreira, na arte, se, como pais, cônjuges, filhos, irmãos, somos verdadeiros derrotados?

Vale a pena vencer a qualquer custo? Esse não seria um comportamento deveras imediatista, sem considerar a vida como um todo, incluindo sua continuidade além-túmulo?

Será que vencedores são apenas aqueles que conseguem - neste país de tantas dificuldades - concluir um ensino superior?

Será esse nosso único critério de vitória? A formação intelectual, as conquistas profissionais e as riquezas acumuladas?

Seria certamente uma vitória muito pobre...

Criar um vencedor no lar, na pessoa de um filho, não é apenas lhe dar as oportunidades da formação intelectual.

Criar um vencedor é criar um homem de bem, que saiba valorizar o amor e os relacionamentos saudáveis acima de tudo.

Criar um vencedor é ensiná-lo a perder, e lidar com as derrotas da vida, procurando extrair delas sempre lição preciosa de engrandecimento moral.

Aparentes derrotas são preparações fundamentais para que as grandes vitórias sejam possíveis.

Por isso, levar uma vida devagar, pode significar dar mais atenção à família, pode significar dar-se mais aos outros.

Na vida de quem não falta amor, há sempre muitas, e inesquecíveis vitórias.

*   *   *

Venci... O mundo, a mim mesmo... A minha falta de visão clara sobre as coisas.

Venci a vontade de querer mais... Troquei pela vontade de "ser" mais.

Venci a inércia, a vontade de não ter vontade, e me arremessei ao mundo, de braços abertos, sem esperar nada das pessoas e nem de mim.

Não sou vencedor aos olhos do mundo. Minha vitória é secreta, quieta, segura... É minha.

Amo mais a cada dia, e cada dia me ama mais.

Vivo um amor plenamente correspondido com a vida.

Venci, sim, a mim mesmo. Minha consciência me aplaude, mas ao mesmo tempo me diz: muitas vitórias ainda te aguardam.
 


Redação do Momento Espírita com base em trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo, e em poema de autor desconhecido.
Em 21.11.2008.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora... A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho, além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída." ( Mahatma Gandhi)



 
 
Abraços
Um abraço
 

 O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?

Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?

Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.

Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.

Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.

Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.

É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.

O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.

O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.

Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.

E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.


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Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!

Eis uma proposta nobre: abraçar mais.

O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.

O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.

Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.

Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...

Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.

Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.

Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.

Assim, convidamos você a abraçar mais.

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.

Pense nisso! Abrace mais você também.

 
 

Redação do Momento Espírita, com base em palestras de Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada.
Em 07.06.2010.
 
 
 
 
Abraços
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

"Todo dia de ontem pode ter sido árduo. Muitas lutas vieram, deixando-te o cansaço. Provas inesperadas alteram-te os planos. Soma, porém, as bênçãos que Deus te entregou. Esquece qualquer sombra, não pares, serve e segue. Agora é novo dia, tempo de caminhar." (Emmanuel)



 
Contemplar o Belo

 
"É nas coisas simples e anônimas que se encontram os maiores tesouros da emoção..."

Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas um espetáculo aos nossos olhos. É dialogar com os amigos, elogiar as pessoas, amar os desafios da vida. É admirar as crianças, ouvir as histórias dos idosos. É descobrir as coisas lindas e ocultas que nos rodeiam. É admirar as nuvens, o canto dos pássaros, o baile das olhas sob a orquestra do vento. É perceber além das imagens e das palavras. Creio que menos de 10% das pessoas sabem contemplar o belo. Quem despreza essa lei tem uma alegria fugaz, uma emoção superficial.

O PRAZER DE VIVER
Se sua história se transformou numa rotina repleta de tédio, se lhe faltam prazer, sabor e encanto pela vida, é porque você não tem gastado tempo contemplando o belo. Desperte! Se não usar essa ferramenta, você poderá ter sucesso profissional, financeiro e social, mas mendigará o pão da alegria. Será infeliz.
O mestre da emoção, Jesus Cristo, parava a multidão que o seguia para fazer dos lírios um show aos seus olhos. Foi feliz na terra de infelizes, pois vivia a arte da contemplação do belo.

BOM HUMOR
Se você contemplar o belo, você será uma pessoa bem-humorada. As pessoas terão prazer de ficar ao seu lado. Mas, se não contemplar, viverá debaixo da ditadura do mau humor e do negativismo. Nem você mesmo se suportará.
Diversas doenças auto-imunes, cardíacas, bem como alguns tipos de câncer, são desencadeadas pelos transtornos emocionais, em especial pelo mau humor. Uma pessoa otimista vive melhor e por mais tempo.
Contemple o belo para ser bem humorado. Ser negativista não resolve os problemas, mas pode abreviar seus dias...

REJUVENESCIMENTO DA EMOÇÃO
Se você contemplar o belo, será sempre jovem, ainda que o tempo sulque seu rosto com rugas. Se não contemplar, você poderá fazer cirurgia plástica, peelings, mas envelhecerá no único lugar que é proibido envelhecer: no território da emoção. Reclamar é um dos sintomas da velhice emocional.
Muitos jovens são emocionalmente velhos. Eles reclamam do corpo, da roupa, da comida, de levantar pela manhã, de estudar, de que não há nada para fazer. São infelizes porque não sabem agradecer nem fazer muito do pouco. Abra os olhos!

AUTO-ESTIMA
Quem observa a lei de contemplar o belo tem elevada auto-estima, está sempre em consigo mesmo. Mas eis que a psicologia constata algo trágico, a baixa auto-estima se tornou uma síndrome epidêmica. Observe o caso da guerra das mulheres com o espelho. Ao invés de contemplar seus aspectos positivos diante do espelho, elas são especialistas em enxergar seus defeitos.
Atendi muitas mulheres que se queixam com os maridos sobre as áreas do seu próprio corpo que detestam. A baixa auto-estima delas sufoca o amor deles. Por quê? Porque todas as reclamações delas registram-se na memória deles. E, como estudaremos, esse registro não pode mais ser apagado, só reescrito. Com o tempo, seus maridos começam a supervalorizar os defeitos reclamados por elas.
Isso sufoca o interesse e o amor.
As mulheres também se afligem diante das revistas que destacam o corpo e não a inteligência feminina. Ao invés de se sentirem belas, elas comparam seu corpo com o das modelos e se martirizam. Cuidado! Tudo o que você reclama se torna um veneno para sua auto-estima.

DICAS PARA CONTEMPLAR O BELO
Todas as pessoas devem sentir-se bonitas. Não seja escravo do padrão de beleza da mídia. Diga diariamente: eu sou bonito(a)! Pois o feio e o belo são relativos. Beleza está nos olhos de quem contempla...
Contemplar o belo é colocar combustível na felicidade. Cuide de plantas, escreva poesias. Role no tapete com as crianças. Valorize as coisas que são aparentemente insignificantes. Escreva cartas para os amigos. Descubra os filhos. Explore o mundo dos seus pais. Fique dez minutos por dia em silêncio contemplativo. Falar da felicidade sem contemplar o belo é cair no vazio.

 

Augusto Cury

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 21 de setembro de 2013

"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos." (Chico Xavier)






Lição para Toda a Vida

 
Aprender sempre algo novo com as próprias experiências é essencial para escolher o melhor caminho a ser percorrido

Quantos ensinamentos ainda temos de aprender, não é mesmo? O mais interessante é que a maioria das lições de vida é muito simples. Nós é que complicamos a história. Sem saber o porquê, acabamos batendo a cabeça e sofrendo para entender o significado de algumas delas. Sim, somente a vivência é capaz de nos fazer enxergar o melhor caminho a ser explorado.
 
Mas tudo bem, esse processo todo faz parte de uma trajetória rumo à nossa própria evolução. Abaixo, estão relacionadas algumas dessas lições, compartilhadas por um autor desconhecido. Talvez você se reconheça em algumas delas. Talvez aprenda com outras...
 
Enfim, ficam aí para você refletir ou se inspirar. Na melhor das hipóteses, você pode incorporá-las definitivamente na sua própria vida! Por que não?


“Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.

 
Aprendi que é bobagem demais fugir das próprias dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso parar e tirar todas as pedras do caminho. Senão, jamais conseguiremos avançar.


Aprendi que é perda de tempo preocupar-se com fatos que, muitas vezes, só existem na nossa imaginação.


Aprendi que é necessário um dia cinzento de chuva para darmos valor ao sol. Porém, se ficarmos expostos muito tempo, o sol pode nos queimar.


Aprendi que heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis, mas aqueles que fizeram o que foi necessário e assumiram as consequências de todos os seus atos.

Aprendi que não importa em quantos pedaços meu coração está partido. O mundo não pára para que eu o conserte.

Aprendi que, em vez de ficar esperando alguém me trazer flores, é melhor eu plantar meu próprio jardim.

Aprendi que amar não significa transferir para as outras pessoas a responsabilidade de me fazerem feliz. Cabe a mim - apenas a mim - a tarefa de apostar nos meus próprios talentos e realizar todos os meus sonhos.

Aprendi que o que faz a diferença não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho. E que boa família são os amigos que escolhi.

Aprendi que as pessoas mais queridas, às vezes, podem me ferir. E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria. 
Mas isso não significa que não me amem o suficiente. Talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o que basta.

Aprendi que toda mudança inicia um ciclo de construção, desde que você não se esqueça de deixar a porta aberta.

Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro. O meu futuro ainda está por vir.

Então, aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.”


Luiz Antônio Gasparetto
 
 
 
 

 

 
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Há um sol brilhando dentro de ti. É a presença do Cristo no teu coração. Não lhe empanes a claridade com as nuvens do mau humor, da revolta, da insatisfação... A luz que vem do exterior clareia, mas, projeta sombra, quando enfrenta qualquer obstáculo. O teu sol interior jamais provoca treva, porque ilumina de dentro para fora, em jorros abundantes. Usando o combustível do amor, tua luz se fará sempre mais poderosa, irradiando-se, abençoada, em todas as direções. Permite, pois, que brilhe a tua luz em toda parte." (Joanna de Ângelis)



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Pílulas de sabedoria



(...)"Na correria do dia-a-dia, com as preocupações e o estresse, nos deixamos levar pelas sensações momentâneas. Aí, esquecemos de refletir sobre as atitudes mais adequadas a tomar em cada situação. É natural.
Os pensamentos que trago a seguir nada mais são do que lembretes, para fazer de você uma pessoa melhor – não para os outros, mas para você mesma... A paz interior é simplesmente uma conseqüência. Aproveite!

Sonhe
Mas não deseje ser quem você não é. Isso é pesadelo.

Almeje
Mas não queira ter uma vida igual à de outra pessoa. Isso é morte.

Imagine
Mas não fantasie o que não pode ter. Isso é loucura.

Dispute
Mas não tente vencer aquilo que é considerado invencível. Isso é suicídio.

Fale
Mas não apenas de si mesma. Isso é egoísmo.

Apareça
Mas não se mostre com orgulho. Isso é exibicionismo.

Admire
Mas não se machuque com inveja. Isso é falta de autoconfiança.

Avalie
Mas não se coloque como um modelo de conduta. Isso é egocentrismo.

Alegre-se
Mas nada de exageros ou muito alarde. Isso é desequilíbrio.

Elogie
Mas não fique se desmanchando em bajulações. Isso é hipocrisia.

Observe
Mas não faça julgamentos. Isso é falta de amor-próprio.

Chore
Mas não se declare um ser infeliz. Isso é autopiedade.

Importe-se
Mas não cuide da vida do próximo. Isso é abandonar sua própria vida.

Ande
Mas não atravesse o caminho alheio. Isso é invasão.

Viva
Feliz com o que pode ter. Feliz com o que dá para ser. Isso é paz"


Luiz Antônio Gasparetto




Boa Noite!

"Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão." ...."A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido."...."Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito." (Chico Xavier)




Perdoados mas não Limpos




Em nossas faltas, na maioria das vezes, somos imediatamente perdoados, mas não limpos.

Fomos perdoados pelo fel da maledicência, mas a sombra que tencionávamos esparzir, na estrada alheia, permanece dentro de nós por agoniado constrangimento.

Fomos perdoados pela brasa da calúnia, mas o fogo que arremessamos à cabeça do próximo passa a incendiar-nos o coração.

Fomos perdoados pelo corte da ofensa, mas a pedra atirada aos irmãos do caminho volta, incontinenti, a lanhar-nos o próprio ser.

Fomos perdoados pela falha de vigilância, mas o prejuízo em nossos vizinhos cobre-nos de vergonha.

Fomos perdoados pela manifestação de fraqueza, mas o desastre que provocamos é dor moral que nos segue os dias.

Fomos perdoados por todos aqueles a quem ferimos, no delírio da violência, mas, onde estivermos, é preciso extinguir os monstros do remorso que os nossos pensamentos articulam, desarvorados.

Chaga que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação nesse mesmo alguém, mas será sempre chaga de aflição a pesar-nos na vida.

Injúria aos semelhantes é azorrague mental que nos chicoteia.

A serpente leva consigo a peçonha que veicula.

O escorpião carrega em si próprio a carga venenosa que ele mesmo segrega.

Ridicularizados, atacados, perseguidos ou dilacerados, evitemos o mal, mesmo quando o mal assuma a feição de defesa, porque todo mal que fizermos aos outros é mal a nós mesmos.

Quase sempre aqueles que passaram pelos golpes de nossa irreflexão já nos perdoaram incondicionalmente, fulgindo nos planos superiores; no entanto, pela lei de correspondência, ruminamos, por tempo indeterminado, os quadros sinistros que nós mesmos criamos.

Cada consciência vive e envolve entre os seus próprios reflexos.

É por isso que Allan Kardec afirmou, convincente, que, depois da morte, até que se redima no campo individual, "para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é suplício cruel".



Emmanuel