quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Quem diz “paz em nome de Cristo”, nem sempre observa que a paz, na maioria das vezes, nasce de perigosas situações. Pensemos em Jesus nas últimas horas do convívio com as criaturas humanas. Preso na véspera do Supremo Sacrifício trazia o espírito preocupado ante a deserção dos discípulos; é conduzido ao cárcere onde sofre agressões e vexames; passa a noite injuriado e açoitado pelos agentes do Sinédrio; é vestido pelos próprios verdugos, de modo a que a multidão não lhe veja as feridas que eles próprios lhe abriram no transcurso da noite; é duramente humilhado na casa de Antipas; volta ao julgamento e Pilatos, perante o público que o cobria de impropérios, coloca-o inferior a Barrabás, o criminoso; é obrigado a carregar a cruz do suplício e, quase cambaleando, ao peso do lenho, após depô0lo no chão, foi nele cruelmente crucificado. Esse mesmo Cristo é que volta das sombras do túmulo e fala aos amigos envergonhados: - “A minha paz vos dou...”. Quem estiver esperando a paz e especialmente a paz de Cristo, recorde o preço da paz obtida por ele, o Divino Mestre e Senhor, e acabará reconhecendo que a paz, muitas vezes, vem até nós, mas através das mais dolorosas e difíceis situações." (Emmanuel)





 

Aquarela da paz

 

O homem, criado para habitar as estrelas, se debate nos vales sombrios da Terra, entre dores e sofrimentos...

Feito de luz, se perde nas sombras da própria insapiência...

Criado para a felicidade, caminha a passos largos na direção de abismos gerados pelo egoísmo e o orgulho.

Essência imortal, o homem, esquecido da sua eternidade, se compraz nas sensações que consegue retirar do corpo frágil e finito.

Detentor das cores delicadas para esboçar uma aquarela de paz, cria paisagens deprimentes e desoladoras com as tintas densas da própria ilusão...

O homem, herdeiro das moradas infinitas da casa do pai, se agarra, desesperado, aos bens passageiros que este ínfimo planeta oferece, como meio de evolução.

O homem, extenuado da luta, medita...

Deseja, sinceramente, a paz... Mas como conquistá-la?

Tem sede de amor... E abandona o ninho...

Precisa conhecer a verdade... Mas se confunde nas armadilhas da mentira...

O homem precisa, mais do que nunca, da união fraternal, e vaga solitário e sem rumo...

E, mais uma vez vamos encontrar nas asas libertas do coração do poeta, uma receita de felicidade:

Para você encontrar a paz,

É preciso ter a paz

Dentro do seu coração

Para você encontrar o amor,

É preciso ter amor

E amar o seu irmão

A gente vive como passarinho

Que precisa ter do seu ninho

P’rá cantar com o coração

Precisa destrancar nossa janela

E dizer que a vida é bela

Conclamando à união

Para você encontrar a verdade

É preciso que a verdade

Esteja dentro de você

Ame, tenha paz, seja verdadeiro

E verá que o mundo inteiro

Lhe convida a crescer

A gente vive como passarinho

Que precisa do seu ninho

P’rá cantar com o coração

Precisa destrancar nossa janela

E pintar com aquarela

Os acordes da canção

               ***

Para você encontrar a paz,

É preciso ter a paz

Dentro do seu coração

Para você encontrar o amor,

É preciso ter amor

E amar o seu irmão.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em música de Ricardo Ribeiro, faixa 6 do CD Juntos no amor do Cristo, do Grupo Acorde.






















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Myrna.