quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte... Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia." (Meimei)







Bordados da vida



“Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.

Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.

Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.

Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: “Mãe, o que a senhora está fazendo?

” Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.

Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: “Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo.

Deixarei que veja o trabalho da minha posição.”

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: “Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?”
“Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?”
“Por que estavam cheios de pontas e nós?”
“Por que não tinham ainda uma forma definida?”
“Por que demorava tanto para fazer aquilo?”

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: “Filho, venha aqui e sente em meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.

Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse: “Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na
parte de cima havia um belo desenho.

Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.”

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: “Pai, o que estás fazendo?”

Ele parece responder: “Estou bordando a sua vida, filho.”

E eu continuo perguntando: “Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem.

Há muito nó, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

Os fios são tão escuros.

Por que não são mais brilhantes?”

O Pai parece me dizer: “Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim…

Eu farei o meu trabalho.

Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.”

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.

As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida.

Do outro lado, Deus está bordando…

Que Deus faça de suas vidas um “lindo bordado”!




(Desconheço o Autor)











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Com estima e apreço,
Myrna.