terça-feira, 27 de agosto de 2013

"As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um. Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos. Estas realizações, no entanto, têm início nele próprio. E possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives. Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral. Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado. De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança. Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes que matam e mutilam milhões de homens, te sentes sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranqüilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas. A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade. As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba. oferecendo-lhe reajuste e renovação. Naturalmente, o teu empenho máximo não alterará o rumo das Leis de gravitação universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus. Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução. A inundação resulta da gota de água. A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam. A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica. Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorar-se-á. A sociedade, qual ocorre com o indivíduo. é o resultado de si mesma. Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade. E, partindo do teu empenho pessoal, para ser mais feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada." (Joanna de Ângelis)




Bom Dia
O que fica oculto
 


Atualmente, todos clamam contra a impunidade.

Os meios de comunicação desvendam, sem cessar, variados tipos de ilícito e causa indignação constatar como o processo de punição é moroso e falho.

Muitos corruptos encontram brechas no sistema legal e escapam ilesos.

Grandes criminosos persistem livres, enquanto lançam mão de incontáveis recursos judiciais.

O dinheiro público some sem que ninguém seja responsabilizado.

Obras são superfaturadas e os encarregados afirmam total ignorância do ocorrido.

Enquanto isso, a sociedade brada indignada e pede providências.

Entretanto, a justiça humana reprime apenas as condutas mais escandalosas.

O legislador terreno elege alguns dos comportamentos mais deletérios ao convívio social e os proíbe mediante punições.

Ainda assim, os responsáveis, não raro, logram burlar as consequências legais.

Ocorre que, acima e além dos regramentos humanos, pairam soberanos os Códigos Divinos.

Eles estabelecem a fraternidade, a pureza, o trabalho e a honestidade como deveres incontornáveis.

Para estar em harmonia com o Estatuto Divino não basta parecer levar uma vida reta.

De pouco adianta cumprir ritos ou ofertar ao mundo uma aparência de recato e sobriedade.

Inúmeros pequenos gestos implicam violação à lei de harmonia que rege a vida.

Os pais que não educam seus filhos violam uma missão sagrada que lhes foi confiada.

Ao não dedicar tempo ao burilamento moral de seus rebentos, desdenham a Lei de Trabalho.

Consequentemente, respondem pelos desvios causados por sua inércia.

Cônjuges que se infelicitam, por palavras e gestos, desconsideram o mandamento da fraternidade.

Comentários cruéis a respeito do próximo igualmente vibram negativamente perante a Consciência Cósmica.

A vivência de tumultuosas paixões, atos que maculam a inocência alheia, o desamparo material ou moral de parentes necessitados ou enfermos...

Muitos são os exemplos de condutas não reprimidas pela legislação humana, mas incompatíveis com a Lei Divina e Natural.

Convém refletir sobre isso, sempre que surgir forte o desejo de bradar contra a impunidade do próximo.

Ninguém advoga que atos desonestos persistam isentos de consequências.

A sociedade necessita de regras para que o convívio de seus membros siga harmônico.

O desrespeito a essas regras precisa ser reprimido, sob pena de se instaurar a anarquia.

Mas, se o equívoco deve ser combatido, isso não pode implicar odiar os equivocados.

É preciso medir a própria fraqueza antes de lapidar os outros.

As Leis Divinas jamais são enganadas.

Embora certas baixezas permaneçam ocultas, ainda assim elas têm consequências impostas pelas Leis Divinas.

Por ora, a maioria dos habitantes da Terra ainda foge de algum modo de seu dever.

Assim, importa lançar um olhar generoso ao próximo, enquanto se cuida de corrigir o próprio comportamento.

Urge gradualmente passar a não apenas afetar pureza, mas a vivê-la em plenitude.

Se você é a favor da responsabilização pelos atos praticados, veja como age em todos os setores de sua vida.

Cuide para que o que fica oculto não o condene perante sua consciência.

Você jamais poderá enganá-la.

Pense nisso.





Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.




Terça-feira



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Myrna.