sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um. Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos. Estas realizações, no entanto, têm início nele próprio. E possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives. Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral. Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado. De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança. Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes que matam e mutilam milhões de homens, te sentes sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranqüilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas. A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade. As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba. oferecendo-lhe reajuste e renovação. Naturalmente, o teu empenho máximo não alterará o rumo das Leis de gravitação universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus. Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução. A inundação resulta da gota de água. A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam. A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica. Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorar-se-á. A sociedade, qual ocorre com o indivíduo. é o resultado de si mesma. Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade. E, partindo do teu empenho pessoal, para ser mais feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada." (Joanna de Ângelis)







Crescimento



Era manhã de mais um dia de trabalho. Um dia que parecia ser igual a todos os outros dias. Isso para quem adora criar monotonias em sua própria vida.

Os funcionários chegaram na empresa do mesmo jeito que chegavam todos os dias mas, na entrada, algo os surpreendeu.

Encontraram um cartaz na portaria dizendo: Faleceu ontem a pessoa que impedia o crescimento da empresa. Você está convidado para o velório, na quadra de esportes.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém. Depois de algum tempo, ficaram bastante curiosos em saber quem havia morrido.

Quem estava bloqueando o crescimento da empresa?

A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Então, conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: Quem será que estava atrapalhando o meu progresso? - Diziam uns. Com certeza alguém envolvido em algum desvio de dinheiro! - Diziam outros.

Ainda bem que este infeliz se foi! - Esbravejavam.

Assim, um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco.

Ficavam em silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma. Pois bem, no visor do caixão havia um espelho... E cada um via a si mesmo...


*   *   *

A lição da diretoria da empresa foi clara: só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.

Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida e você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando seus pais, filhos mudam: ela se modifica quando você mesmo muda.

Você é o único responsável por ela e o único que prestará contas dela.


*   *   *

O ser humano ainda espera demais por soluções e acontecimentos exteriores.

Confundimos fé, esperança, com inatividade e preguiça.

Confundimos pacifismo com passividade.

Confundimos justiça com vingança.

É tempo de acordar e perceber que estamos no comando de nossa própria embarcação e decidirmos, através do livre-arbítrio, os rumos de nossa viagem pelos mares do crescimento, da evolução.

Decidirmos se chegaremos logo ao destino ou se permaneceremos muito tempo à deriva.

Decidimos se manteremos o olhar no horizonte e os ouvidos encantados, pelo som do mar, ou se nos deixaremos seduzir pelo canto perigoso das sereias dessas distrações do caminho que buscam nos fazer afundar, vestindo-se com trajes belos apenas.

Somos nós que decidimos o momento de perdoar.

Somos nós que decidimos o momento de começar a amar.

O amor não nos escolhe... Nós escolhemos o amor.




Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
Em 06.03.2012








quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte... Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia." (Meimei)







Bordados da vida



“Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.

Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.

Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.

Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: “Mãe, o que a senhora está fazendo?

” Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.

Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: “Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo.

Deixarei que veja o trabalho da minha posição.”

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: “Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?”
“Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?”
“Por que estavam cheios de pontas e nós?”
“Por que não tinham ainda uma forma definida?”
“Por que demorava tanto para fazer aquilo?”

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: “Filho, venha aqui e sente em meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.

Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse: “Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na
parte de cima havia um belo desenho.

Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.”

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: “Pai, o que estás fazendo?”

Ele parece responder: “Estou bordando a sua vida, filho.”

E eu continuo perguntando: “Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem.

Há muito nó, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

Os fios são tão escuros.

Por que não são mais brilhantes?”

O Pai parece me dizer: “Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim…

Eu farei o meu trabalho.

Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.”

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.

As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida.

Do outro lado, Deus está bordando…

Que Deus faça de suas vidas um “lindo bordado”!




(Desconheço o Autor)











Recados para Orkut

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Quem diz “paz em nome de Cristo”, nem sempre observa que a paz, na maioria das vezes, nasce de perigosas situações. Pensemos em Jesus nas últimas horas do convívio com as criaturas humanas. Preso na véspera do Supremo Sacrifício trazia o espírito preocupado ante a deserção dos discípulos; é conduzido ao cárcere onde sofre agressões e vexames; passa a noite injuriado e açoitado pelos agentes do Sinédrio; é vestido pelos próprios verdugos, de modo a que a multidão não lhe veja as feridas que eles próprios lhe abriram no transcurso da noite; é duramente humilhado na casa de Antipas; volta ao julgamento e Pilatos, perante o público que o cobria de impropérios, coloca-o inferior a Barrabás, o criminoso; é obrigado a carregar a cruz do suplício e, quase cambaleando, ao peso do lenho, após depô0lo no chão, foi nele cruelmente crucificado. Esse mesmo Cristo é que volta das sombras do túmulo e fala aos amigos envergonhados: - “A minha paz vos dou...”. Quem estiver esperando a paz e especialmente a paz de Cristo, recorde o preço da paz obtida por ele, o Divino Mestre e Senhor, e acabará reconhecendo que a paz, muitas vezes, vem até nós, mas através das mais dolorosas e difíceis situações." (Emmanuel)





 

Aquarela da paz

 

O homem, criado para habitar as estrelas, se debate nos vales sombrios da Terra, entre dores e sofrimentos...

Feito de luz, se perde nas sombras da própria insapiência...

Criado para a felicidade, caminha a passos largos na direção de abismos gerados pelo egoísmo e o orgulho.

Essência imortal, o homem, esquecido da sua eternidade, se compraz nas sensações que consegue retirar do corpo frágil e finito.

Detentor das cores delicadas para esboçar uma aquarela de paz, cria paisagens deprimentes e desoladoras com as tintas densas da própria ilusão...

O homem, herdeiro das moradas infinitas da casa do pai, se agarra, desesperado, aos bens passageiros que este ínfimo planeta oferece, como meio de evolução.

O homem, extenuado da luta, medita...

Deseja, sinceramente, a paz... Mas como conquistá-la?

Tem sede de amor... E abandona o ninho...

Precisa conhecer a verdade... Mas se confunde nas armadilhas da mentira...

O homem precisa, mais do que nunca, da união fraternal, e vaga solitário e sem rumo...

E, mais uma vez vamos encontrar nas asas libertas do coração do poeta, uma receita de felicidade:

Para você encontrar a paz,

É preciso ter a paz

Dentro do seu coração

Para você encontrar o amor,

É preciso ter amor

E amar o seu irmão

A gente vive como passarinho

Que precisa ter do seu ninho

P’rá cantar com o coração

Precisa destrancar nossa janela

E dizer que a vida é bela

Conclamando à união

Para você encontrar a verdade

É preciso que a verdade

Esteja dentro de você

Ame, tenha paz, seja verdadeiro

E verá que o mundo inteiro

Lhe convida a crescer

A gente vive como passarinho

Que precisa do seu ninho

P’rá cantar com o coração

Precisa destrancar nossa janela

E pintar com aquarela

Os acordes da canção

               ***

Para você encontrar a paz,

É preciso ter a paz

Dentro do seu coração

Para você encontrar o amor,

É preciso ter amor

E amar o seu irmão.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em música de Ricardo Ribeiro, faixa 6 do CD Juntos no amor do Cristo, do Grupo Acorde.






















terça-feira, 27 de agosto de 2013

"As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um. Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos. Estas realizações, no entanto, têm início nele próprio. E possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives. Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral. Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado. De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança. Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes que matam e mutilam milhões de homens, te sentes sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranqüilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas. A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade. As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba. oferecendo-lhe reajuste e renovação. Naturalmente, o teu empenho máximo não alterará o rumo das Leis de gravitação universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus. Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução. A inundação resulta da gota de água. A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam. A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica. Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorar-se-á. A sociedade, qual ocorre com o indivíduo. é o resultado de si mesma. Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade. E, partindo do teu empenho pessoal, para ser mais feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada." (Joanna de Ângelis)




Bom Dia
O que fica oculto
 


Atualmente, todos clamam contra a impunidade.

Os meios de comunicação desvendam, sem cessar, variados tipos de ilícito e causa indignação constatar como o processo de punição é moroso e falho.

Muitos corruptos encontram brechas no sistema legal e escapam ilesos.

Grandes criminosos persistem livres, enquanto lançam mão de incontáveis recursos judiciais.

O dinheiro público some sem que ninguém seja responsabilizado.

Obras são superfaturadas e os encarregados afirmam total ignorância do ocorrido.

Enquanto isso, a sociedade brada indignada e pede providências.

Entretanto, a justiça humana reprime apenas as condutas mais escandalosas.

O legislador terreno elege alguns dos comportamentos mais deletérios ao convívio social e os proíbe mediante punições.

Ainda assim, os responsáveis, não raro, logram burlar as consequências legais.

Ocorre que, acima e além dos regramentos humanos, pairam soberanos os Códigos Divinos.

Eles estabelecem a fraternidade, a pureza, o trabalho e a honestidade como deveres incontornáveis.

Para estar em harmonia com o Estatuto Divino não basta parecer levar uma vida reta.

De pouco adianta cumprir ritos ou ofertar ao mundo uma aparência de recato e sobriedade.

Inúmeros pequenos gestos implicam violação à lei de harmonia que rege a vida.

Os pais que não educam seus filhos violam uma missão sagrada que lhes foi confiada.

Ao não dedicar tempo ao burilamento moral de seus rebentos, desdenham a Lei de Trabalho.

Consequentemente, respondem pelos desvios causados por sua inércia.

Cônjuges que se infelicitam, por palavras e gestos, desconsideram o mandamento da fraternidade.

Comentários cruéis a respeito do próximo igualmente vibram negativamente perante a Consciência Cósmica.

A vivência de tumultuosas paixões, atos que maculam a inocência alheia, o desamparo material ou moral de parentes necessitados ou enfermos...

Muitos são os exemplos de condutas não reprimidas pela legislação humana, mas incompatíveis com a Lei Divina e Natural.

Convém refletir sobre isso, sempre que surgir forte o desejo de bradar contra a impunidade do próximo.

Ninguém advoga que atos desonestos persistam isentos de consequências.

A sociedade necessita de regras para que o convívio de seus membros siga harmônico.

O desrespeito a essas regras precisa ser reprimido, sob pena de se instaurar a anarquia.

Mas, se o equívoco deve ser combatido, isso não pode implicar odiar os equivocados.

É preciso medir a própria fraqueza antes de lapidar os outros.

As Leis Divinas jamais são enganadas.

Embora certas baixezas permaneçam ocultas, ainda assim elas têm consequências impostas pelas Leis Divinas.

Por ora, a maioria dos habitantes da Terra ainda foge de algum modo de seu dever.

Assim, importa lançar um olhar generoso ao próximo, enquanto se cuida de corrigir o próprio comportamento.

Urge gradualmente passar a não apenas afetar pureza, mas a vivê-la em plenitude.

Se você é a favor da responsabilização pelos atos praticados, veja como age em todos os setores de sua vida.

Cuide para que o que fica oculto não o condene perante sua consciência.

Você jamais poderá enganá-la.

Pense nisso.





Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.




Terça-feira



"Várias vezes já têm sido repetidos os ensinamentos que estou transmitindo sobre as provações terrenas de cada indivíduo. Muitos antes da encarnação, o espírito faz o cômputo de suas possibilidades, estuda o caminho que melhor se lhe afigura na luta da perfectibilidade e, de acordo com as suas vocações e segundo a grau de evolução já alcançado, escolhe, em plena posse de sua consciência, a estrada que se lhe desenha no porvir, fecunda de progressos espirituais. Dentro do infinito do universo e com as faculdades integrais do seu próprio "eu", reconhece a alma que somente a luta lhe oferta inúmeras possibilidades de evolução, em todos os setores da atividade humana; e daí a preferência pelos ambientes de dor e privação, abençoados corretivos que a Providência lhe oferece para a redenção do passado ou para o desenvolvimento das suas forças latentes e imprecisas; cada espírito, voluntariamente, escolhe as suas sendas futuras, conforme o seu avanço e de acordo com os desígnios superiores." (Emmanuel)






A escolha é sua

 

Você já ouviu, alguma vez, falar de livre-arbítrio?

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.

Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.

E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra.

Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades no corpo físico.

Ao encontrar o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com nosso mau humor.

Um médico que trata de pacientes com câncer, conta que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.

Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença.

Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir.

Assim também acontece conosco quando alguém nos ofende, por exemplo. Podemos escolher entre revidar, calar ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é nossa.

O que vale ressaltar é que nossas atitudes produzirão efeitos como consequência. E esses efeitos são de nossa total responsabilidade.

Isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua atitude e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.

Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma causa positiva, um efeito positivo, para uma atitude infeliz, o resultado correspondente.

Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.

Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua.

Todavia, de sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se plantamos sementes de flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.

Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a Justiça Divina.

Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos.

São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia, ainda que seja numa existência futura, eles aparecerão e reclamarão colheita.

Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável.

É só deixar nas mãos do Jardineiro Divino, a quem chamamos Deus.


* * *

A hora seguinte será o reflexo da hora atual.

O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.

As existências futuras lhe devolverão a herança que hoje lhes entrega.

É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com o nosso livre-arbítrio.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v.2, ed. Fep.

















segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Enquanto o homem não se convencer de que lhe é necessário conquistar as paisagens íntimas, suas realizações externas deixá-lo-ão em desencanto, sob frustrações que se sucederão, tantas vezes quantas sejam as glórias alcançadas no mundo de fora. À semelhança de uma semente, na qual dormem incontáveis recursos, que surgem a partir da germinação, cabe ao ser humano desatar os valores que lhe dormem inatos, facultando-se as condições de desenvolvimento, graças às quais logrará sua plenitude. Muitas vezes, as dificuldades que o desafiam são fatores propiciatórios para o desabrochar dos elementos adormecidos, e para que sua destinação gloriosa seja alcançada. O homem de bem, que reúne os valores expressivos da honra e da ação edificante, faz-se caracterizar pelo esforço, pelo empenho que desenvolve, realizando o programa essencial da vida que é sua iluminação íntima. Somente essa identificação com o si profundo facultar-lhe-á a tranqüilidade, meta próxima a ser conseguida. Partindo dela, novas etapas surgirão, convidativas, ensejando o crescimento moral e intelectual proporcionador da felicidade real. Todas as conquistas externas - moedas, projeção social, objetos raros, moradia, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos - não obstante úteis para a comodidade, a automação e sintonia com o mundo, bem como com a sociedade, não podem acompanhar o ser, quando lhe ocorre a fatalidade biológica da morte. Cada qual desencarna com os recursos morais e intelectivos que amealhou, liberando-se ou não dos grilhões emocionais que o prendem às quinquilharias a que atribui valor. Na luta pela aquisição das coisas, as batalhas se tornam renhidas, graças à competição, às angustiantes expectativas das disputas, nas quais o crime assume papel preponderante, com resultados quase sempre funestos. Na grande transição, tudo aquilo que constituiu motivo de luta insana perde o significado, passando a afligir mais do que antes. Não te descures da auto-iluminação. Se buscas a consolidação da estrutura sócio-econômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos. Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações. Recorda-te, a cada instante, da brevidade do corpo físico e reivindica o treino para a morte, mantendo-te em serenidade, reflexão e ação iluminativa. Vida interior é conquista possível, e está ao teu alcance. Logra-a, quanto antes, e sentirás a imensa alegria da plenificação." (Joanna de Ângelis)




Boa Semana
Reclamar e exemplificar



Na vida cotidiana, são constantes as reclamações a respeito do proceder alheio.

É comum se achar que o outro faz pior ou menos do que deveria.

Empregados criticam os patrões.

Empregadores acham que seus contratados não trabalham como deveriam.

Esposas consideram que seus maridos não as auxiliam o suficiente nas tarefas do lar.

Esposos se sentem incompreendidos quanto ao cansaço que decorre de seu trabalho.

De um modo ou de outro, sempre se espera bastante do próximo.

Ocorre que ninguém consegue modificar o semelhante à custa de meras exigências ou reclamações, por fundadas que pareçam.

Já grande é o poder transformador do exemplo.

Mais efetivo do que bradar contra os erros do mundo é viver com acerto.

Se você ainda não pode ser considerado um padrão de conduta, lembre-se de que dispõe de pleno poder modificativo sobre si próprio.

A qualquer momento, pode decidir ser compreensivo, trabalhador, generoso e puro.

Por certo, o mundo desafiará tais decisões, tão logo sejam tomadas.

Mas tudo tem um princípio e demora um tempo para se consolidar.

Os maus hábitos de hoje foram construídos em algum momento da jornada milenar.

Em algum instante, a criatura se permitiu o princípio de qualquer leviandade que hoje a infelicita.

Vícios e virtudes são a tragédia ou o tesouro que se constrói com o tempo.

Os vícios ensejam dores e candidatam seu possuidor a sacrificadas vivências de depuração.

Já as virtudes trazem paz e plenitude.                  

Para ser feliz, incumbe a cada qual desenvolver em si as virtudes mais sublimes, passo a passo.

Cesse, pois, reclamações e pare de se angustiar com o proceder alheio.

Perante o egoísmo que impera no mundo, seja quem auxilia e ampara.

Em face de perversões, mantenha um padrão puro de conduta.

Mesmo entre maledicentes, zele para que sua boca não seja causa de escândalo.

Em um ambiente corrupto, seja rigorosamente honesto.

É maravilhoso que você esteja em condições de perceber e viver o bem, enquanto muitos ainda não o conseguem.

Não menospreze essa dádiva, apenas com base no proceder equivocado dos outros.

Na impossibilidade de modificar o semelhante, cresça em compreensão.

E jamais olvide o poder dos exemplos.

Sua conduta ilibada e desprendida, cedo ou tarde, causará impacto nos que o rodeiam.

Revele a luz que existe em seu ser!

O primeiro a beneficiar-se da luminosidade será você, que gozará da bênção de uma consciência pacificada.

Pense nisso.




Redação do Momento Espírita.
Em 16.09.2009




Segunda-feira 

 
Boa Semana



Boa Semana

domingo, 25 de agosto de 2013

"Tão logo apareçam, corrijamos os nossos erros considerados pequeninos, porque, sem isso, dia virá em que passaremos a aceitar os nossos grandes erros como se fossem pequeninos." (Emmanuel)





Boa Semana
Aprender com os erros



A perfeição ainda é um estado muito distante da Humanidade.

Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.

Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.

Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.

Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.

A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.

Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.

Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.

O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.

Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.

A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.

Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.

Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.

Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.

A humildade constitui pressuposto do aprendizado.

Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.

Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a Lei do progresso.

O Universo todo é dinâmico.

As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.

Mesmo a configuração física da Terra não é estática.

Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.

Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.

Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.

Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.

Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.

Por vezes você erra, mas isso é normal.

Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.

E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.

Repare todos os estragos que eventualmente causar.

Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.

Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.

Mas você viverá para sempre.

Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.

Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.

Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.

Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.

Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.

Tais fissuras morais somente o infelicitam.

Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.

Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.

No início pode ser necessária alguma disciplina.

Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.

Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.





Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
Em 02.03.2009






Mensagens de Vida


Enquanto você reclama da vida, tem gente lutando por uma


Mensagens de Vida


Domingo tá Acabando

sábado, 24 de agosto de 2013

"Se você já sabe quão precioso é o valor do tempo, respeite o tempo dos outros para que as suas horas sejam respeitadas. Recorde-se de que se você tem compromissos e obrigações com base no tempo, acontece o mesmo com as outras pessoas. Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito. Seja breve em qualquer pedido. Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, pode claramente matricular-se em qualquer escola a fim de aperfeiçoar-se em conhecimento superior. Trabalho no tempo dissolve o peso de quaisquer preocupações, mas tempo sem trabalho cria fardos de tédio, sempre difíceis de carregar. Um tipo comum de verdadeira infelicidade é dispor de tempo para acreditar-se infeliz. Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas. Observe quanto serviço se pode efetuar em meia hora. Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra coisa se não iludir-se." (André Luiz)




Mensagens para Facebook Podemos escolher o que semear
A semente e a fruta



A natureza sempre nos oferece grandes e belos ensinamentos, basta que prestemos atenção nos mínimos detalhes.

É o caso, por exemplo, da semente e do fruto.

E, quando falamos em semente e fruto, logo nos vem à mente a germinação das sementes de trigo, milho, feijão entre outras.

Mas não são só essas sementes que nascem e frutificam. As sementes do bem e do mal que espalhamos germinam também com toda certeza e precisão.

Há sementes de germinação rápida, como a da couve, por exemplo, e há outras de germinação lenta, como a do carvalho.

Todas, porém, nascem, crescem e dão fruto em seu devido tempo.

O mesmo acontece com a sementeira do bem e do mal. Algumas sementes nascem de pronto, outras são de germinação tardia.

A terra não guarda nenhuma semente viva em seu seio: todas as que ali são lançadas dali surgem com seus respectivos frutos.

Fenômeno semelhante ocorre no terreno espiritual: o bem ou o mal, a verdade ou a mentira, o amor ou o desamor, a justiça ou a injustiça, uma vez semeadas, nascerão fatalmente e darão frutos conforme suas respectivas espécies.

Jesus, o grande Sábio da humanidade, ensinou-nos essas coisas quando falou que uma árvore boa não dá frutos maus e uma árvore má não pode dar bons frutos.

E ainda afirmou que não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas dos abrolhos".

Tudo isso quer dizer que o que semeamos hoje, colheremos logo mais, assim como a colheita de hoje resulta do plantio feito no passado, que pode ser próximo ou remoto.

É por essa razão que são necessárias várias existências para plantar e colher, preparar o solo e semear novas sementes.

E essa lei de causa e efeito, ou de ação e reação, tem por finalidade o progresso intelectual e moral do homem.

Quando colhemos os frutos amargos das semeaduras infelizes, aprendemos a selecionar melhor as sementes para os plantios futuros, e é isso que Deus espera de cada filho seu.

Dessa forma, de existência em existência vamos aperfeiçoando nosso campo íntimo, arrancando as ervas daninhas e cultivando a erva boa das virtudes.

Portanto, pela semeadura de hoje podemos precisar como será nossa colheita futura.

Assim como não devemos lançar a culpa em ninguém pela colheita que estamos fazendo hoje, por sermos os únicos responsáveis por ela.

Afinal, foi o próprio cristo que assegurou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Tratemos, pois, de tomar os devidos cuidados com as sementes que estamos lançando no solo nos dias atuais.

Pense nisso!

Jesus, muitas vezes ensinou por parábolas. Vale a pena retirar delas as lições para as nossas vidas.

Certa vez Ele falou que o homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio".

Essas poucas palavras do Mestre já nos dão muito material para reflexões.

Pensemos nisso!




(Baseado no livro "Em Torno do Mestre", cap. A semente e o fruto, pg. 277)





Mensagens para Facebook Evite machucar os corações das pessoas


Mensagens para Facebook Vai chegar um determinado momento em sua  vida



Mensagens para Facebook Cada pensamento é como uma semente


Mensagens para Facebook O que os homens semeiam na terra

Foto: ~~~> Palavras de vida

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"Dar-te-ás a conhecer aos homens pelas tuas obras. As tuas atitudes revelarão as tuas intenções. A tua perseverança no bem definirá o tamanho do teu ideal. A tua renúncia evidenciará a nobreza do teu caráter. O teu devotamento mostrará a sinceridade de tuas convicções. O teu silêncio, não raro, dará sinais do teu bom senso. As idéias que possuis falarão dos sentimentos que cultivas. O teu caminho dirá da escolha que efetuaste. A tua reação ante o inesperado indicará o teu grau de discernimento. Lembra-te sempre: o servidor de Jesus na doutrina espírita, embora sob o peso das enormes lutas que sustente no mundo, caminhará para a frente renovando-se a cada dia e procurando alcançar a vitória sobre si mesmo." (Albino Teixeira)






Nas leis do destino



Há quem sustente que o Criador por vezes sentencia Suas criaturas a sofrimentos eternos.

Contudo, tanto quanto se pode perceber, o Pai Celestial manifesta-Se através de Leis que expressam ser Seu objetivo o bem supremo.

Essas Leis podem ser observadas mesmo nos processos rudimentares do campo físico.

O fogo é agente precioso da evolução, nos limites em que deve ser conservado.

Entretanto, se alguém coloca a mão no braseiro, é natural que incorra em dolorosas consequências.

A máquina é apêndice do progresso.

Mas em mãos inábeis ela se converte em instrumento de destruição.

Negligência, imperícia ou indisciplina em seu manuseio causam resultados desastrosos.

Ocorre o mesmo nos planos da consciência.

Na matemática do universo, o destino sempre dá à criatura o que ela lhe der.

É inútil que dignatários de um ou outro princípio religioso pintem o Todo Poderoso com as tintas das paixões humanas.

Com frequência, ouvem-se interpretações que assemelham Deus a um soberano purpurado.

Segundo esses relatos, Ele Se enraivece por falta de louvores ou de vassalagem.

Também Se envaidece com adulações.

Os que assim apresentam a Divindade podem estar movidos de santos propósitos.

Talvez raciocinem sob o influxo de lendas e tradições respeitáveis do passado longínquo.

Mas se esquecem de que, mesmo perante as leis dos homens, pessoa alguma consegue furtar, moralmente, o merecimento ou a culpa de outra.

Deus é amor.

Amor que se expande do átomo aos astros.

Mas é justiça também.

Justiça essa que atribui a cada Espírito segundo o que ele próprio escolheu.

Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas necessite, a fim de retificar-se.

Sendo justiça, ignora privilégios de qualquer ordem.

Jamais afirme, portanto, que Deus bajula ou condena.

Recorde que você não pode raciocinar pelo cérebro alheio.

Também não pode comer pela boca do próximo.

O Criador engendrou as criaturas para que todas elas se engrandeçam.

Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes.

Sendo justiça, determinou que cada Espírito possuísse vontade e razão.

Assim, ninguém é vítima senão de si mesmo.

Cada qual se adianta ou se atrasa conforme prefira, no curso de incontáveis existências.

O livre-arbítrio vigora amplamente no Universo.

Apenas é necessário arcar com as consequências das próprias opções.

Sua vida, aqui ou além, será sempre o que você quiser.

Pense nisso.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. LI, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.











Foto








Foto: Mensagens e carinhos


 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

"Se meditares sinceramente nas provas que já venceste, nos problemas que já atravessaste, nas dores que já esqueceste e nos obstáculos que, muitas vezes já contornaste sem maior esforço de tua parte, reconhecerás que o amparo de Deus esteve e está contigo em todos os momentos, aprendendo a cooperar mais em favor da paz em ti mesmo, consolidando a fé na Providência Divina, que nunca nos desampara." (Emmanuel)





Foto: Eu sei o quanto Deus me ama, ainda que lágrimas banham minh'alma  Ele jamais me desampara e cuida-me de forma tão linda, me direciona a um Jardim particular, onde me diz em todo tempo:
Suas flores estão sendo germinadas e quando chegarem serão as mais lindas do lugar...
A bagagem

 
Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia.

Seu nome é Gato Félix. A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É uma maleta especial, pequena. E tudo o que ele deseja, tira da dita maleta. Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessitar fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas.

Se chover de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa, guarda-chuva, botas. E assim em qualquer situação.

Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em nossa vida, mais ou menos parecida com a do personagem infantil.

Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando.

É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho. Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis.

Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais.

Nesse momento, o melhor mesmo é aliviar o peso, esvaziar a mala.

Você examina o conteúdo e vai pondo para fora.

Amor, amizade. Curioso, não pesam nada.

Depois você tira a raiva. Como ela pesa! Na seqüência, você tira a incompreensão, o medo, o pessimismo.

Nesse momento, você encontra o desânimo. Ele é tão grande que, ao tentar tirá-lo, ele é que quase o puxa para dentro da mala.

Por fim, você encontra um sorriso. Bem lá no fundo, quase sufocado.

Pula para fora outro sorriso. E mais outro. Aí você encontra a felicidade.

Mas ainda tem mais coisas dentro da mala. Você remexe e encontra a tristeza. É bom jogá-la fora.

Depois, você procura a paciência dentro da mala. Vai precisar bastante dela.

E também procura a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância e o bom e velho humor.

A preocupação que você encontrar, deixe de lado. Depois você pensa no que fazer com ela.

Bem, agora que você tirou tudo da sua mala, deve arrumar toda a bagagem.

Pense bem no que vai colocar lá dentro de novo. Isso é com você.

E depois de toda a bagagem pronta, o caminho recomeçado, lembre de repetir a arrumação vez ou outra.

O caminho é longo até chegar ao final da jornada, e você terá que carregar a mala o tempo todo.

E quando chegar do outro lado, é bom que em sua bagagem tenha o máximo de coisas positivas, como boas obras, amizades, carinho, amor.

Porque isso tudo não pesa na sua bagagem, enquanto na terra. Mas quando for colocada na balança da justiça, para além da existência física, pesará e muito, positivamente.

* * *

A vida é uma grande viagem. Durante um tempo excursiona-se pelas paisagens terrenas.

É um período para estudar, trabalhar, progredir.

Um dia, retorna-se para a estação espiritual. É o momento de contar as conquistas e as perdas. Os erros e os acertos.

Que a nossa bagagem, nesse dia, possa estar repleta de virtudes, o bem praticado, afetos conquistados para nossa própria e grande felicidade.





Equipe de Redação do Momento Espírita com base em artigo recebido denominado "A Bagagem", sem designação de autor.









quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Mostra-se a vida terrestre plena de oportunidades para o aperfeiçoamento íntimo da criatura, no entanto, até agora são ainda raros aqueles que percebem semelhantes ocasiões. Tempos difíceis: trechos de caminho, nos quais a paciência e o devotamento ao trabalho podem ser mais facilmente instalados nos recessos do espírito. Enfermidade longa: curso aberto às aquisições de humildade e autocontrole. Provações em pessoas queridas: horas valiosas que nos possibilitam mais amplos recursos no aprendizado da compreensão e do relacionamento. Ofensas e prejuízos: momentos de elevada significação para nós todos, especialmente quando no Plano Físico, em que somos chamados, não apenas a perdoar, mas igualmente a refletir, quanto às nossas próprias deficiências, através das quais, muitos de nós, somos ainda suscetíveis de ferir ao próximo, embora, na maioria das vezes, impensadamente. Tentações: minutos destacados para aulas de resistência ao desequilíbrio. Propensão ao desânimo: instantes destinados ao desafio que verte de nós mesmos, concitando-nos ao esforço máximo, a fim de levantar a própria vontade ao nível de nossas responsabilidades e obrigações. Erros e desacertos: momentos indicados à prática positiva de discernimento e auto-reajuste. Afastamento de criaturas amadas: ocasiões em que nos reconhecemos induzidos a demonstrar se amamos realmente aqueles a quem consagramos atenção e carinho ou se o nosso bem-querer resulta de mero capricho. Solicitações e apelos: parcelas de tempo, nas quais a vida nos pede notícias de nossas aplicações ao entendimento e ao espírito de serviço, à abnegação e à caridade. Pertubações ambiente: quadro de ensino em que se nos faculta assinalar como vamos seguindo, nas trilhas da existência, em matéria de paz. São estas algumas das situações impregnadas de valores ocultos, sempre dos mais importantes para o burilamento da alma, no educandário do mundo. Entretanto, empreendemos unicamente a exposição delas, porquanto em lhes reconhecendo a complexidade, sabemos todos que aproveitá-las ou não depende da atitude e da escolha de cada um de nós." (Emmanuel)






Foto: Encontre aqui Belas Mensagens ==> http://taniavasconcellos324.blogspot.com.br/ http://deusevoce10.blogspot.com.br/ 
Valores éticos

 

Hoje em dia pode-se perceber a luta inglória travada pelos valores éticos contra os interesses egoístas dos cidadãos.

Infelizmente esse problema só se resolverá quando a educação tomar para si essa responsabilidade.

Talvez sem refletir muito a esse respeito, os pais são os primeiros a dar exemplos de violação dos princípios éticos que deveriam nortear as ações do homem de bem.

Um ponto bastante crítico é a questão dos direitos autorais.

A pirataria de CD´s, vídeos, idéias, e outros produtos é assustadora.

A aquisição de peças em oficinas de "desmanche" de automóveis roubados, mesmo sabendo disso, por custar mais barato, ou de outra mercadoria produzida por meios ilícitos, também são formas de alimentar essa agressão aos princípios da ética.

Geralmente o indivíduo que comete essa falta alega que não poderá ser responsabilizado por isso, pois não foi ele que roubou o carro, nem fez as cópias ilegais.

A esse propósito, Allan Kardec, propôs aos espíritos superiores a seguinte questão:

"Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?"

Os Benfeitores responderam:

"É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara."

Hoje em dia é muito comum se jogar a culpa na Internet, pois alega-se que a falta de leis próprias para esse fim e o anonimato favorecem esse tipo de crime.

No entanto, o bom senso diz que a Internet apenas mostra o problema ético existente, porém, não o cria.

Se o internauta desonesto gosta de uma mensagem que encontra divulgada em algum Site, ele a copia e passa a divulgar como se fosse sua ou como sendo de autoria desconhecida.

Mas se o internauta é honesto ele repassará a mensagem preservando os créditos a quem de direito.

Como se pode perceber, o problema não é do meio de comunicação, mas do indivíduo.

Ambos os indivíduos são filho de alguém, foram alunos de alguém, conviveram com alguém que foi responsável pela sua educação.

Quando a criança respira os valores éticos em seu lar, dificilmente os desprezará quando jovem ou adulta.

Mas se não recebe essas noções de honradez na infância, raramente as respeitará mais tarde.

Assim, vale a pena pensar um pouco sobre essas questões tão importantes e tão graves.

E se houver dúvidas quanto a uma ação estar certa ou errada, quanto a se é um bem ou mal, basta seguir a orientação do maior mestre que a terra conheceu e fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.

Ou seja, colocar-se no lugar daquele a quem se dirige a ação e se perguntar se gostaria de estar no seu lugar.

Se a resposta for positiva, pode-se agir sem a menor preocupação, mas se for negativa, certamente trará dissabores, mesmo que a ação escape às leis dos homens.

Todos nós, sem nenhuma exceção, responderemos por nossos atos perante o tribunal da própria consciência e receberemos de acordo com as nossas obras. E isso nós já sabemos há mais de dois milênios.

Portanto, se você deseja ter uma consciência limpa, não acumule detritos morais, pois eles o perturbam e infelicitam, neste mundo ou no além túmulo.

Pense nisso!

Se você quer ter seus direitos respeitados, respeite os direitos alheios.

Faça ao outros somente o que gostaria que os outros lhe fizessem.

E para garantir a felicidade dos seus filhos, passe a eles a herança moral da honestidade e da honradez, considerando sempre que a vida não acaba no túmulo, e que as nossas ações seguirão conosco como testemunhas silenciosas, aplaudido-nos ou reprovando-nos.

Pense nisso, mas pense agora!





Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Livro dos Espíritos, questão 640.




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