sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." - Jesus. (MATEUS. Capítulo 7, versículo 20.) ..."O mundo atual, em suas elevadas características de inteligência, reclama frutos para examinar as sementes dos princípios. O cristão, em razão disso, necessita aprender com a boa árvore que recebe os elementos da Providência Divina, através da seiva, e converte-os em utilidades para as criaturas. Convém o esforço de auto-análise, a fim de identificarmos a qualidade das próprias ações. Muitas palavras sonoras proporcionam simplesmente a impressão daquela figueira condenada. É indispensável conhecermos os frutos de nossa vida, de modo a saber se beneficiam os nossos irmãos. A vida terrestre representa oportunidade vastíssima, cheia de portas e horizontes para a eterna luz. Em seus círculos, pode o homem receber diariamente a seiva do Alto, transformando-a em frutos de natureza divina. Indiscutivelmente, a atualidade reclama ensinos edificantes, mas nada compreenderá sem demonstrações práticas, mesmo porque, desde a antigüidade, considera a sabedoria que a realização mais difícil do homem, na esfera carnal, é viver e morrer fiel ao supremo bem." (Emmanuel)


 
 
  
Consequências imprevisíveis
 
   
 
Detesto fofoca! - eis uma expressão que se ouve muitas vezes.
 
Estranhamente, os mesmos lábios que assim falam, são os primeiros a espalhar notícias, sejam ou não verdadeiras.
 
Os homens anseiam por manchetes sensacionalistas e notícias aterradoras.
 
Se assim não fosse, não cresceriam tanto os índices de audiência de programas em que a miséria humana, os aleijões e os problemas íntimos são amplamente explorados.
 
Desculpam-se alguns afirmando que mostram quadros problemáticos com o intuito de auxiliar, de chamar a atenção de entidades governamentais para situações que se repetem, dia a dia, infelicitando as criaturas.
 
Ou então, para sensibilizar a opinião pública, a fim de que movimente recursos para reverter a questão.
 
No entanto, que auxílio é este em que se deve expor o ser ao ridículo, a comentários nem sempre elevados, a closes que revelam detalhes mínimos da dificuldade que vive a pessoa?
 
Será necessário que ouçamos o lamento agudo da dor, que verifiquemos a chaga aberta do nosso irmão para, e só então, providenciar o socorro?
 
E que se dizer quando somos nós mesmos os promotores da desdita alheia? Quando fomentamos, com a calúnia, a crítica mordaz a infelicidade do nosso próximo?
 
Tem se tornado comum boatos serem anunciados como verdades incontestes, principalmente em se tratando de personalidades públicas, da área política, artística ou religiosa.
 
Atitudes corriqueiras, viagens a passeio são logo levadas à conta de ações suspeitas, fugas ao dever. E a maledicência vai destruindo, como fogo devorador a imagem, a vida de criaturas humanas.
 
É a fofoca lançando seu vírus perigoso e de fácil proliferação, ameaçando vidas preciosas. Quanto mais recebe atenção, mais facilmente se propaga e ganha força.
 
Por vezes, alia-se à censura, enfermidade que se encontra em germe em quase todas as criaturas.
 
Quem não aprecia encher o tempo com uma pitadinha de crítica ao semelhante?
 
Afinal, sempre há o que censurar. O filho rebelde, que se envolveu com companhias infelizes, o marido que se ausenta em demasia, a esposa que adentra o lar altas horas da noite, o mau comportamento dos pequenos, as travessuras da criança que adjetivamos como mimada.
 
E, contudo, desconhecemos a verdade, pois que não somos senhores da intimidade alheia.
 
Não pretendamos ajudar maldizendo, expondo o outro, magoando-o ainda mais. Quem é portador de dificuldades, de mazelas morais, já é por isso mesmo infeliz.
 
Se desejamos alcançar o bem, libertemo-nos quanto antes da maledicência e da censura.
 
Não acreditemos que ajudaremos o nosso irmão, censurando-o. Ninguém oferece a um amigo água parada ou recolhida em um vasilhame imundo.
 
Desculpemos sempre e, desejando auxiliar, ofereçamos o braço amigo, a palavra edificante, o exemplo cristão, a fim de inspirar os homens a acertar mais, para a felicidade de todos.
 
* * *
 
A intriga é tão antiga quanto o homem.
 
Os primeiros registros de boatos se encontram na História da Roma Antiga.
 
Narra-se que o Imperador Júlio César, quando desejava atingir adversários políticos, pagava a peso de ouro a alguém para que espalhasse que aquele senador estava conspirando contra o Império.
 
A palavra boato vem do latim boatu, que significa mugido ou berro de boi. O vocábulo queria manifestar que uma determinada intriga estava sendo gritada aos quatro ventos.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no texto Radiografia da fofoca, da Revista Veja de 17.06.1998 e do cap. 49 do livro Sementeira da fraternidade, por Espíritos diversos, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"E Eu, quando levantado da terra, atrairei todos a mim." (João:12-32) ..."Jesus veio para inaugurar na terra o reino do amor. Encontrou dificuldades de toda natureza, porque os homens daqueles dias em que ele viveu entre nós, estavam acostumados ao poder e à força. As criaturas se encontravam divididas entre senhores e escravos, poderosos e os sem valor nenhum. A vida não era respeitada, porque a guerra destruía as esperanças e submetia os que não podiam vencer, deles fazendo infelizes sem liberdade. Quando Jesus ensinou que todos os homens são iguais e que as diferenças se fazem somente através das conquistas morais, houve aborrecimentos por parte dos que governavam e queriam manter o estado de coisas no ritmo em que se encontrava. Ele, porém, continuou a ensinar o amor a todos os seres, o perdão a todas as ofensas e a humildade como formas de crescimento para Deus. Vivia cercado pelos pobres, pelos sofredores, pelos que eram desprezados e não mereciam nenhuma consideração. Em qualquer lugar em que ele aparecia, as multidões se aproximavam para o ouvir e receber das suas mãos o alimento da paz, a esperança de felicidade e a saúde. Nada conseguia perturbar Jesus. Ele convidou doze homens para que se tornassem seus discípulos, porque era o mais sábio do mundo, assim fazendo-se mestre de todos. Esses amigos o amavam, mas não compreendiam a missão dele, o reino que fundava. Porque sofriam, e eram pobres, esperavam que ele se tornasse rei do país onde todos eles haviam nascido, e que se chamava Israel. Ele demonstrava não ter interesse pelas coisas do mundo, nem pelas posições de destaque social na terra. Renunciava a tudo: aos aplausos, às gratidões, aos jogos humanos. Mas, os companheiros não entendiam a sua atitude e ficavam inquietos. Eles amavam a Deus, mas queriam a felicidade no mundo. Jesus, no entanto, ensinou-lhes, dizendo: - Eu sou o caminho para Deus, que é a verdade e a vida, e ninguém consegue compreender essa realidade, senão por meu intermédio. Cada vez que ele apresentava lições tão profundas, que contrariavamos religiosos da época, aumentavam os ódios contra a sua vida. Foi durante a sua visita a Jerusalém, que era a capital de Israel, como ainda hoje, durante umas festas chamadas de Páscoa, que Ele foi preso e levado a um julgamento injusto. Judas, que era também seu discípulo, o vendeu aos sacerdotes, traindo o seu amor. E pedro, que igualmente o amava muito, quando foi apontado como sendo seu amigo, respondeu com medo, por três vezes: - Eu nunca vi esse homem! Os dois se arrependeram, quando o viram, depois de condenado, ser crucificado, no alto de um monte que era conhecido pelo nome de Calvário. Judas, atormentado, suicidou-se, envergonhado do que fizera, cometendo, com esse ato, um crime muito grave diante de Deus. Pedro procurou recuperar-se, também arrependido, vivendo totalmente dedicado a pregar e a viver a doutrina que ele havia ensinado. E, de fato, foi na cruz, erguido da terra, que todos compreenderam que Jesus era o verdadeiro vencedor do mundo. Embora houvesse morrido, ele ressuscitou, três dias depois, e voltou a conviver com os amigos, aparecendo até aos estranhos, num lugar onde estavam quase quinhentas pessoas, num monte, escutando João, que era o seu discípulo amado, falando a respeito dele. O verdadeiro vencedor não é aquele que domina os outros, mas quem consegue dominar os seus ímpetos, amando sem qualquer rancor de ninguém, nem mesmo daqueles que o persigam e maltratem." (Amélia Rodrigues)



 
 
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Olimpíada da alma
 
  

Você sabe porque os atletas têm boa forma física?

Se você é atleta já sabe a resposta.

Sabe que para adquirir um corpo bem preparado é preciso treinar muito, fazer exercícios físicos que desenvolvam força muscular, rigidez e resistência necessárias para as competições.

Não é uma tarefa fácil. O atleta precisa fazer esforços, superar dores, sofrer arranhões, cair, levantar, tantas vezes quantas sejam necessárias para conseguir seu intento.

E no campo da alma, será que é diferente?

Para obter uma performance espiritual, moralmente bem definida, será necessário fazer esforços?

Ou será que a beleza do espírito se consegue sem esforço algum?

Quem deseja obter um visual espiritual semelhante ao de madre Tereza de Calcutá, irmã Dulce, Gandhi, entre outros, terá que fazer esforços e treinar muito.

Não conseguirá rigidez de caráter, integridade, honestidade, sabedoria, senão submetendo seu espírito a uma vontade firme de ser um vencedor.

E nessa batalha a proposta não é ser melhor do que os outros, mas ser melhor do que si mesmo a cada dia.

As vitórias a serem conquistadas são contra os próprios vícios, contra as próprias imperfeições.

Nessa olimpíada do espírito as batalhas são travadas na arena íntima. No auto-enfrentamento.

Nas olimpíadas da alma, quem deseje ser melhor do que os outros, só por esse fato já é perdedor, pois foi vencido pela prepotência.

Portanto, ninguém consegue ser um campeão moral sem os exercícios necessários.

Não se pode fugir dos arranhões, das quedas, das dores, das frustrações, da vontade de entregar os pontos.

Um grande e nobre exemplo dessa realidade foi Paulo de Tarso, o grande Apóstolo.

Na arena íntima travava as grandes batalhas do homem novo que surgia, contra o homem velho, orgulhoso e prepotente que teimava em falar mais alto.

Houve um momento em que, indignado consigo mesmo, falou: "por que o bem que quero eu não faço, e o mal que não quero ainda faço?"

Mas ele não desistiu e conseguiu vencer a si mesmo. Foi vitorioso sobre as imperfeições e o prêmio foi o passaporte para um mundo melhor.

Reconhecemos que a maioria de nós ainda está longe de ser um Paulo de Tarso, mas podemos dizer que se não somos um apóstolo, graças a Deus já somos o que somos.

Já vencemos pequenas batalhas contra alguns vícios. Já conseguimos calar diante de uma ofensa. Já perdoamos, toleramos, somos honestos em muitas coisas.

E todas essas pequenas virtudes são conquistas importantes, pois nos credenciam para enfrentar nossas imperfeições maiores.

É como acontece nos exercícios físicos. Na medida em que adquirimos mais firmeza na musculatura, os esforços podem ser mais intensos.

Assim, quando nossa "musculatura moral" estiver mais firme, mais fortalecida, outros desafios surgem. Novos exercícios se apresentam. Outras provas aparecem.

E, de vitória em vitória, vamos nos tornando cada dia melhores, moralmente falando.

Quanto mais nos melhoramos, mais Deus confia em nós. E mais seremos úteis aos planos do Criador.

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O grande bailarino russo Mikhail Bryshnikov, falou um dia: "não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo."

Na olimpíada da alma não há mérito algum em ser melhor do que o outro. A nobreza está em ser melhor do seu eu anterior.

O grande desafio não está em vencer o outro, mas em vencer a si mesmo.

Paulo de Tarso, após travar árduas batalhas em sua arena íntima, conseguiu a grande e definitiva vitória. A vitória sobre o homem velho, prepotente e orgulhoso.

Suas palavras confirmam isso, ao dizer: "já não sou eu quem vive, é o Cristo que vive em mim."

Eis aí um grande herói. Um nobre vencedor. Um exemplo de humildade e determinação. Alguém que merece ser imitado.
 
 
 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida. Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero! Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles. Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição. A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria. Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo â sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou, os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura. Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, Põe-se então o homem a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", também ele diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro." (Allan Kardec)


 
  
Causa e efeito
 
 
 
Embora muitos de nós não entendamos o funcionamento das Leis de Deus, elas se manifestam a cada instante da vida, como mensageiras da Justiça e do Amor Divinos.
 
Aquele parente difícil, que nos exige constantes sacrifícios, pode ser o companheiro de ontem, a quem atraiçoamos e induzimos à derrocada moral.
 
A filha incompreensiva e rebelde pode ser a jovem que ontem nos amava, e a quem abandonamos, inclinando-a ao vício. Hoje ela retorna necessitada do nosso amor e da nossa compreensão.
 
Ontem colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. Hoje, talvez, o tenhamos de volta, na feição de esposo mandão ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.
 
Ontem, esquecemos compromissos nobres, arrastando alguém ao suicídio. Hoje, possivelmente, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
 
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência. Hoje, moramos no espinheiro em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
 
O marido faltoso de hoje é aquele mesmo homem que, um dia, inclinamos à crueldade e à mentira.
 
Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto, que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedirem mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.
 
Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão, no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e consequências.
 
Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance.
 
Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos infelicitam.
 
A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os nossos obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez. E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar.
 
*   *   *
 
Sócrates, um dos filósofos mais conhecidos da Humanidade, sintetizou o que pensava sobre a Lei de causa e efeito numa frase de grande sabedoria. Disse simplesmente: A justiça conduz aos nossos lábios a taça que nós mesmos envenenamos.
 
Ele se referia apenas aos atos infelizes do ser humano, mas nós podemos acrescentar, sem medo de errar, que a justiça também nos devolve em forma de bênçãos felizes todas as boas ações que praticamos.
 
Assim é a Lei de causa e efeito: justa e sábia como o próprio Criador.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. II, do livro Leis de amor, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. Feesp.
Em 23.06.2010.
 
 
 
 
 
 
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terça-feira, 28 de maio de 2013

"Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora. Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação de permanente Amor Divino. Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança. Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste. Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado no seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo. Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante para promovê-la. Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente. Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você, chegou o tempo de atendê-las. Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso. Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele." (André Luiz)


 
 
  
Erro coletivo
 
   
 
É comum ouvir alguém reclamar a respeito da presença de uma pessoa complicada em sua vida.
 
Pode ser algum parente, vizinho ou colega de trabalho.
 
Em geral, está presente o raciocínio de que a vida seria boa sem os problemas trazidos por aquela pessoa.
 
Por vezes, há até alguma indignação com quem tem dificuldades físicas ou psíquicas.
 
Quem é convocado ao auxílio e à compreensão não raro se sente indignado.
 
Entretanto, urge refletir que a Lei Divina é perfeita.
 
Ela estabelece a felicidade e o equilíbrio como naturais resultados da observação de seus preceitos.
 
Por outro lado, toda violação dos estatutos cósmicos enseja problemas.
 
Contudo, o erro raramente é individual.
 
O defraudamento dos deveres de honestidade, pureza e respeito ao semelhante costuma surgir de um contexto complexo.
 
Quando alguém comete desatinos, de ordinário tal se dá sob o influxo de vários envolvidos.
 
Esses podem ser os pais, que não cumpriram a contento seu dever de educação.
 
Deixaram-se levar por múltiplos afazeres e não deram ao filho a atenção e as orientações necessárias.
 
Ou então, foram amigos que incentivaram ao vício.
 
Quem sabe, irmãos ou outros parentes que deram maus exemplos.
 
Talvez, um namorado ou namorada que fez falsas promessas e gerou grande dor moral.
 
O certo é que poucas vezes alguém erra sozinho, sem a influência de terceiros.
 
Ocorre que é da lei que quem cai junto se reerga em conjunto.
 
Os partícipes do erro são naturalmente convocados a auxiliar no reajuste.
 
Conforme o grau de sua participação na derrocada moral, devem colaborar no soerguimento.
 
Assim, a presença de alguém complicado em sua vida não é uma injustiça e nem fruto do acaso.
 
Justamente por isso, não procure saídas fáceis ou desonrosas.
 
Libertar-se de uma situação constringente não é o mesmo que fugir dela.
 
A Lei Divina é perfeita e ninguém consegue ludibriá-la.
 
A atitude de fuga apenas denota rebeldia e complica a situação do devedor.
 
Para se libertar de semelhante conjuntura adversa, somente mediante o exercício da fraternidade.
 
Faça o seu melhor no auxílio aos que o rodeiam.
 
Ampare física e moralmente os que se apresentam frágeis e viciados, do corpo e da alma.
 
Saiba que a paz em sua vida será o resultado natural da consciência tranquila pelo dever bem cumprido.
 
E, principalmente, cuide para não induzir ninguém a trilhar caminhos indignos.
 
Preste atenção no que diz e faz, a fim de não ser partícipe de atos torpes.
 
Muitos testemunham seus atos e palavras e podem ser influenciados por eles.
 
Mesmo sem desejar, você pode assumir graves responsabilidades e complicar seu futuro.
 
Pense nisso.
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva. O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite. Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso. O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência. A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada. O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade. Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa. Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz. Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor. Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo. Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir. Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da comunicação. Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir." (Joanna de Ângelis)


 
 
 
 
 
Hoje eu posso escolher
 
   
 
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
 
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
 
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
 
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
 
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
 
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
 
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
 
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus pela oportunidade da experiência.
 
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
 
Se as coisas não saíram como planejei, posso gastar os minutos a me lamentar ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
 
O dia está na minha frente esperando para ser vivido da maneira que eu quiser.
 
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às ideias e utilidade às horas. Tudo depende só de mim."
 
Nesta mensagem atribuída ao saudoso Charlie Chaplin, astro de Hollywood que encantou o mundo no tempo do cinema mudo, encontramos motivos de reflexões.
 
Sem dúvida, a vida é feita de escolhas...
 
O tempo todo estamos fazendo escolhas, elegendo o que fazer e o que não fazer, o que pensar e o que não pensar, em que acreditar e em que não acreditar.
 
A vida está sempre a nos apresentar opções. E as escolhas dependem exclusivamente de nós mesmos.
 
Não há constrangimento algum. Somos senhores absolutos da nossa vontade, no que diz respeito às questões morais.
 
Se é verdade que às vezes somos arrastados pelas circunstâncias, é porque optamos anteriormente por entrar nesse contexto.
 
Assim, antes de optar por qualquer das opções que a vida nos oferece, é importante pensar nas consequências que virão em seguida.
 
Importante lembrar que não estamos no mundo em regime de exceção. Todos estamos na terra para aprender. E as lições muitas vezes são mais simples do que pensamos.
 
Não imaginemos que as coisas e circunstâncias desagradáveis só acontecem para nos atingir. Elas fazem parte do contexto em que nos movimentamos junto a milhares de pessoas que vivem na terra conosco.
 
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Olhe, em seu jardim, as flores que se abrem e nunca as pétalas caídas.
 
Contemple, em sua noite, o fulgor das estrelas e nunca o chão escuro.
 
Observe, em seu caminho, a distância já percorrida e nunca a que ainda falta vencer.
 
Retenha, em sua memória, risos e canções e nunca os seus gemidos.
 
Conserve, em seu rosto, as linhas do sorriso e nunca os sinais da mágoa.
 
Guarde, em seus lábios, as mensagens bondosas e esqueça as maldições.
 
Conte e mostre as medalhas de suas vitórias e encare as derrotas como uma experiência que não deu certo.
 
Lembre-se dos momentos alegres de sua vida e não das tristezas.
 
A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.
 
E um só olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos.
 
Seja otimista e não se esqueça de que é nas noites sem luar que brilham mais forte nossas estrelas.
 
 
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto atribuído a Charlie Chaplim e em mensagem de autoria desconhecida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

domingo, 26 de maio de 2013

"Nos transes inevitáveis da evolução humana, há muita gente que unicamente cultiva a posse de uma fé convencional, no encapelado oceano das provações terrestres. Rede que balançasse o coração entre palmeiras farfalhantes... Barco que vagasse ao sopro da brisa... Recanto de vale verde à frente do céu azul... Jardim cujo aroma exercesse a função de brando anestésico... Entretanto, a construção da fé verdadeira encontra gigantescas batalhas provinciais do coração. Para buscá-la e incorporar-lhe os valores, as criaturas são constrangidas a se apoiarem umas nas outras e, porque as criaturas humanas ainda respiram muito longe das condições angelicais, surgem aflições e conflitos por material indispensável à formação do discernimento – a chave de controle das nossas devoções e paixões – a fim de que a atitude religiosa, em nós outros, expressando nível espiritual, não nos situe na mentira piedosa da superestimação dos nossos próprios méritos. Surpreendemos, a cada passo, choques e dissensões com dificuldades e advertências à vista, qual se a dor viesse examinar o grau da paciência e da humildade, da ponderação e do conhecimento que já conseguimos assimilar. Aqui, vacilam amigos queridos... Ali, apaga-se o íris de suaves encantamentos... Além, caem defesas que se nos afiguravam de contextura inexpugnável... Adiante, destacam-se árduos problemas a resolver... Os espíritos indolentes acusam-se irritados e espantadiços, recolhendo-se à margem para o sono das próprias conveniências, alegando cansaço e desilusão... Todavia, quantos despertam para a execução dos próprios deveres, não ignoram que todos estamos ainda jungidos aos resultados das próprias quedas em existências anteriores e que, por isso mesmo toda a nossa edificação em matéria de fé precisa erguer-se em bases de experiência pessoal, intimamente sofrida e vivida através do trabalho comum, no qual todos necessitamos de amor e compreensão, sem ferir a verdade e sem desacreditar a justiça. Toda vez que nos encontramos em graves contradições no levantamento e na consolidação da própria fé, analisemos as nossas crises do sentimento com espírito de oração e entendimento, serviço e responsabilidade, mas não tentemos desertar a luta de que o próprio Cristo não escapou." (Emmanuel)

 
 
 
Abençoemos a Luta
 
 

Meus amigos, abençoemos a luta.

O facão da poda aumenta a produção das árvores.

O bisturi determina a extinção da enfermidade.

A ostra importunada reage, fabricando a pérola.

Aos estorcegões da dificuldade, encontra o espírito valiosa transformação.

O trabalho é grão no celeiro.

O repouso é ferrugem na enxada.

A pedra recolhida serve à construção.

O espinho desinfetado cura tumores.

O suor é pão que alimenta.

A ociosidade é estagnação que corrompe.

A inércia é paz dos cadáveres.

A ferida em bom combate chama-se mérito.

A exigência é débito de amanhã.

A humildade é crédito de hoje.

Privilégio é responsabilidade.

Dever comum é acesso à própria emancipação.

Lágrima é limpeza interior.

Fel é medicamento que remedeia.

Todo progresso é expansão.

Toda expansão é crescimento.

Todo crescimento é esforço.

Todo esforço é sacrifício.

Todo sacrifício é dor.

Toda dor é renovação.


Meus amigos, os olhos foram situados pela Sabedoria Divina na elevada dianteira do corpo.

Saibamos contemplar o horizonte à frente.

Olvidemos as sombras de ontem.

Somos diariamente procurados pelas criaturas, situações e coisas que procuramos.

Busquemos, desse modo, a lição divina, a fim de que sejamos beneficiados pela Divina Lição.

Que o Senhor nos abençoe.
 
 
 

Autor André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Da obra: Instruções Psicofônicas
 
 
 
 
 

 

 

 
 

sábado, 25 de maio de 2013

"Entre o Aprendiz e o Orientador se estabeleceu o precioso diálogo: - Instrutor, qual é a força que domina a vida? - Sem dúvida, o amor. - Esse poder tudo resolve de pronto? - Entre as criaturas humanas, de modo geral, ainda existem problemas, alusivos ao amor que demandam muito tempo a fim de que se atinja a solução no campo do entendimento. - E qual o recurso máximo que nos garante segurança entre as desarmonias do mundo? - A fé. - Pode a fé ser obtida, de momento para outro? - Não é assim. A confiança raciocinada reclama edificação vagarosa no curso dos dias. - A que fator nos cabe recorrer, para que nos conservem o ânimo e a alegria de servir entre conflitos da existência? - A paz. - E a paz surge expontânea? - Também não. Ninguém conhece a verdadeira paz sem trabalho e todo trabalho pede luta. - Então instrutor, não existe elemento algum no mundo que nos assegure benefícios imediatos? - Existe. - Onde está esse prodígio, se vejo atritos por toda parte, na Terra? - O Mentor fez expressivo gesto de compreensão e rematou: - Filho, a única força capaz de proporcionar-nos triunfos imediatos, em quaisquer setores da vida, é a força da paciência." (Emmanuel)


 
 
Felicidade - Recados e Imagens (4175) 
Na bênção da vida
 
 
 
Mal você acorda pela manhã e muitas preocupações passam a ocupar a sua mente. São tantas as providências que tem a tomar que, muitas vezes, fica atordoado e nem vê o dia acabar.
 
As coisas mais comezinhas e as mais graves são alvos de sua atenção, ocupando-lhe as horas.
 
A noite chega e, quando você se dá conta está exausto, extremamente exausto.
 
Mastiga o jantar enquanto tenta digerir os problemas que ficaram pendentes. Bem, mas agora é só amanhã...
 
Um banho rápido e cama. Isto é tudo o que conseguirá fazer.
Algumas horas de sono e novamente o dia o convida a agir... E lá vai você outra vez.
 
As horas se sucedem, os dias se vão, os meses se transformam em anos e você passa pela vida sem se dar conta das muitas bênçãos que ela lhe oferece, bem como a todas as criaturas que dividem com você o planeta.
 
Mas, apesar da indiferença, um novo dia se apresenta para ser vivido.
E este dia talvez seja oportuno para você lançar um olhar mais atento ao mundo a sua volta, buscando interagir, de maneira consciente, com essas forças inteligentes.
 
Descubra o valor das concessões que o Senhor lhe faz pelas mãos da vida e distenda alegria e reconhecimento por toda a parte.
 
Observe a natureza, abençoando sem cessar, através das próprias forças em movimentos.
 
Nascem frutas saborosas em árvores cujas raízes se prendem à lama...
 
Correm brisas leves, entoando melodias suaves, em apertados vales onde cadáveres se decompõem.
 
Cai o orvalho da noite sobre o solo ressequido e misérrimo, crestado pelo sol.
 
Voejam borboletas delicadas nos rios de ar ligeiro qual festival de cor flutuante sobre campina pontilhada de flores miúdas.
 
Desabrocham, além, espécies variadas da flora que o pólen feliz fecunda em todo lugar.
 
Rutilam constelações no manto da noite salpicando a terra de diamantes preciosos.
 
Em cada madrugada renasce o sol dourado, purificando o charco, vitalizando o homem, atendendo à flor, sem indagar da aplicação que lhe façam dos raios beneficentes.
 
Não se detenha e recorde os tesouros com que o bem lhe enriquece o coração, através dos valiosos patrimônios da saúde e da fé, da alegria e da paciência e vá em frente.
 
Indiferença é enfermidade. Medo é veneno que mata lentamente.
 
Acenda a luz da coragem na alma, a fim de que você não se embarace nas dificuldades muito naturais que seguem ao lado dos seus compromissos em relação à vida.
 
Confiança em nossos atos é fortalecimento para a coragem alheia.
Otimismo nas realizações também é aliança de identificação com as esferas superiores.
 
*   *   *
 
Você não está no mundo em vão. Aproveite a oportunidade, valorize as bênçãos da vida, difunda gratidão e alegria por onde passar, com quem estiver, com as concessões que possuir, justificando em atos edificantes a sua passagem pela Terra.
 
Você não é figurante nos palcos da vida terrestre: é protagonista, é lição viva, é peça importante, nessa imensa engrenagem chamada sociedade.
 
Pense nisso e movimente-se em harmonia com essas forças poderosas e inteligentes que agem por toda parte.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Na bênção da vida, do livro Ementário Espírita, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 31.01.2010.


 

 
 
Felicidade - Recados e Imagens (4176)
 
 
Otimismo - Recados e Imagens (9933)
 
 
Domingo - Recados e Imagens (4097)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Reaparecendo aos discípulos, depois da morte, eis que Jesus, ao se identificar, lhes deixa ver o corpo ferido, mostrando-lhes destacadamente as mãos... As mãos que haviam restituído a visão aos cegos, levantado paralíticos, curado enfermos e abençoado velhinhos e crianças, traziam as marcas do sacrifício. Traspassadas pelos cravos da cruz, lembravam-lhe a suprema renúncia. As mãos do Divino Trabalhador não recolheram do mundo apenas calos do esforço intensivo na charrua do bem. Receberam feridas sanguinolentas e dolorosas... O ensinamento recorda-nos a atividade das mãos em todos os recantos do Globo. O coração inspira. O cérebro pensa. As mãos realizam. Em toda parte, agita-se a vida humana pelas mãos que comandam e obedecem. Mãos que dirigem, que constroem, que semeiam, que afagam, que ajudam e que ensinam... E mãos que matam, que ferem, que apedrejam, que batem, que incendeiam, que amaldiçoam... Todos possuímos nas mãos antenas vivas por onde se nos exterioriza a vida espiritual. Reflete, pois, sobre o que fazes, cada dia. Não olvides que, além da morte, nossas mãos exibem os sinais da nossa passagem pela Terra. As do Cristo, o Eterno Benfeitor, revelavam as chagas obtidas na divina lavoura do amor. As tuas, amanhã, igualmente falarão de ti, no mundo espiritual, onde interrompida a experiência terrestre, cada criatura arrecada as bênçãos ou as lições da vida, de acordo com as próprias obras." (Emmanuel)



 
Responsabilidade
 
 
 
A vida na Terra é repleta de percalços.
 
Ninguém passa a existência sem enfrentar desafios.
 
Os obstáculos destinam-se a fortalecer o homem, a testar a firmeza de seu caráter e a torná-lo melhor.
 
Nessa linha, problemas não são desgraças, mas lições.
 
A criatura deve mobilizar suas forças íntimas para superar as dificuldades com que se defronta.
 
A ninguém é lícito assumir atitude derrotista, desistindo previamente da luta.
 
Como o homem foi contemplado com o dom da inteligência, deve utilizá-lo para viver cada vez melhor.
 
Esse viver melhor não se refere a aspectos materiais.
 
A plenitude do viver constitui um conceito amplo, que engloba a consciência tranquila pelo dever bem cumprido.
 
Assim, é importante cada qual analisar sua própria vida.
 
Identificar suas dificuldades, materiais e morais, e assumir a responsabilidade por elas.
 
O homem necessita amadurecer para não atribuir a terceiros o ônus de resolver os seus problemas.
 
Demonstra infantilidade quem pretende que os outros sejam a causa de sua infelicidade.
 
É preciso cessar de culpar o governo, os pais, o chefe, os vizinhos ou a quem quer que seja.
 
Cada qual recebe da vida exatamente a tarefa necessária ao seu crescimento.
 
Como os homens são diferentes, os problemas que enfrentam também o são.
 
Na jornada pela eternidade, cada Espírito tem o que trabalhar em si.
 
Um necessita fortificar sua vontade na luta constante com dificuldades materiais.
 
Outro precisa desenvolver a paciência, perante familiares de difícil trato.
 
Um terceiro é carente de sensibilidade e vive às voltas com dores e enfermidades.
 
Há ainda quem deve resistir à tentação do orgulho e da vaidade e nasce em meio a riquezas.
 
A vida na Terra é uma escola.
 
Cada homem está às voltas com a sua lição.
 
Seu papel é mostrar-se digno e vigoroso em sua luta, e também auxiliar o próximo, pois todos são companheiros na jornada evolutiva.
 
Assim, não ceda à tentação de responsabilizar os outros pelo que lhe acontece.
 
Não imagine que alguém tem o dever de resgatá-lo de suas dificuldades.
 
Certamente a solidariedade é uma lei da vida.
 
Contudo, também a responsabilidade pelo próprio viver constitui uma regra a ser observada.
 
Seja vigoroso e determinado.
 
Trabalhe, estude, seja valente.
 
Cesse as lamentações e mobilize suas forças para atingir suas metas.
 
Não espere que ninguém faça sua tarefa.
 
Identifique e dome suas más inclinações.
 
Visualize a pessoa que você quer ser e faça o que estiver ao seu alcance para se tornar assim.
 
Mas preserve sua dignidade, pois de nada adianta uma falsa vitória.
 
Mais importante do que resultados materiais é a conquista e a preservação da nobreza de seu caráter.
 
Certas dificuldades são inevitáveis, mas você decide como se comportar perante elas.
 
Em qualquer circunstância, mire-se nos exemplos do Cristo.
 
O Mestre não desdenhou o trabalho duro, as viagens constantes com o sol a pino.
 
Conviveu com a ignorância e a beligerância, disciplinou almas rudes.
 
Enfrentou a dor e a morte, mas a tudo venceu.
 
Corajoso e amoroso, Jesus fez o convite. Quem desejar, deve tomar sua cruz e segui-Lo.
 
A cruz representa as dificuldades que todo homem deve superar, preservando sua fidelidade a Deus.
 
Pense nisso.
 

 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 26.06.2009.

 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido." - Paulo. (GÁLATAS, 6:9.) ............"Há pessoas de singulares disposições em matéria de serviço espiritual. Hoje crêem, amanhã descrêem. Entregaram-se, ontem, às manifestações da fé; entretanto, porque alguém não se curou de uma enxaqueca, perdem hoje a confiança, penetrando o caminho largo da negação. Iniciam a prática do bem, mas, se aparece um espinho de ingratidão dos semelhantes, proclamam a falência dos propósitos de bem-fazer. São crianças que ensaiam aprendizado na escola da vida, distantes ainda da posição de discípulos do Mestre. O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração. Quem ama em Cristo Jesus, guarda confiança em Deus, é feliz na renúncia e sabe alimentar-se de esperança. O mal extenua o espírito, mas o bem revigora sempre. O aprendiz sincero do Evangelho, portanto, não se irrita nem conhece a derrota nas lutas edificantes, porque compreende o desânimo por perda de oportunidade. Problemas da alma não se circunscrevem a questões de dias e semanas terrestres, nem podem viver condicionados a deficiências físicas. São problemas de vida, renovação e eternidade. Não te canses, pois, de fazer o bem, convencido, todavia, de que a colheita, por tuas próprias mãos, depende de prosseguires no sacerdócio do amor, sem desfalecimentos." (Emmanuel)



 
 
Passo de Luz



Nas tribulações ou discórdias que nos agravem os problemas da vida, recordemos a necessidade de certo donativo, talvez dos mais difíceis na beneficência da alma – o primeiro passo para o reajuste da harmonia e da segurança.

Isso significa para nós um tanto mais de amor, ainda mesmo quando nos vejamos ilhados no espinheiro vibratório da incompreensão.

Por vezes é o lar em tumulto reclamando a tranquilidade, à face do desentendimento entre criaturas queridas.

Noutras circunstâncias, são companheiros respeitáveis, em conflito uns com os outros.

Em algumas situações, é o estopim curto da agressividade exagerada nesse ou naquele amigo, favorecendo a explosão violenta.

Em muitos lances do caminho é o sofrimento de algum coração brioso e nobre, mas ainda tisnado pelo orgulho a ferir-se.

Nessas horas, quando a sombra se nos estende a vida, em forma de perturbação e desafio a lutas maiores, bem-aventurados sejam todos aqueles que se decidam ao primeiro passo da benevolência e da humildade, da tolerância e do perdão, auxiliando-nos na recomposição do caminho.

Onde estiveres, com quem seja, em qualquer tempo e tanto quanto puderes, dá de ti mesmo esse acréscimo de bondade, recordando o acréscimo de misericórdia que todos recebemos de Deus, a cada trecho da vida.

Alguém nos injuria?

Suportar com mais paciência.

Aparece quem nos aflija?

Disciplinar-nos sempre mais na compreensão das lutas alheias.

Surgem prejuízos?

Trabalhar com mais vigor.

Condenações contra nós?

Abençoar e servir constantemente.

Em todas as situações, nas quais o mal entreteça desequilíbrio, tenhamos a coragem do primeiro passo, em que a serenidade e o amor, a humildade e a paciência nos garantam de novo a harmonia do Bem.

 
 
Emmanuel
Do livro Coragem. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.