terça-feira, 30 de abril de 2013

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia." - Jesus. (LUCAS, 21:34.) ......" Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar imediato da existência física, descuidando-se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem. Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos que lhe são próprios. Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando-se no mar de fantasias ou encarcerando-se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho. Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros. O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior. Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo-nos a solicitação, há muitos séculos. Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas - e estará preparado à sublime transformação. Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem." (Emmanuel)


 
 
 
Uma questão de escolha
 
 
 
Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.
 
Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.
 
A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.
 
Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.
 
Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum.
 
Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.
 
Não jogar nada pelas janelas do carro, ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.
 
Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu Mundo.
 
Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.
 
Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.
 
Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.
 
Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no Mundo, pela sua forma de ser.
 
Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.
 
Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome.
 
Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante.
 
Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições.
 
Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolê.
 
Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse.
 
Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.
 
Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.
 
Frango frito. Foi a resposta rápida.
 
E que mais?
 
Só frango frito. Respondeu de novo.
 
Mas a tabuleta diz comida a escolher. - Argumentou meu amigo.
 
Sim. Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.
 
Tinha toda razão aquela senhora.
 
Tudo é opção.
 
Por isso, alguns de nós, escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos.
 
Outros optam por ser infelizes, com a abundância que desfrutam.
 
Uns recebem o diagnóstico de doença insidiosa e decidem lutar e viver o quanto lhes seja permitido.
 
Curtindo a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos.
 
Outros, optam por se deixar morrer, sem combate.
 
Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós.
 
Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no Mundo de provas e expiações em que nos movimentamos.
 
Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.
 
O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas.
 
Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, neste novo dia.
 
* * *
 
Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar, agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia.
 
Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas...
 
Muito boas escolhas!
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
 
 
 

 

 
 

 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"Ante os detritos da maledicência, usemos a vassoura das boas palavras. Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do silêncio. Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os anticépticos do socorro cristão. Ante o vírus da cólera ou da irritação que nos defrontam nas frases ou nas atitudes alheias, pratiquemos a profilaxia da prece. Ante os tóxicos do pessimismo negrejante, acendamos a claridade do bom ânimo. Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de serviço. Ante as serpes da incompreensão, realizemos mais vasto plantio de caridade. Ante os micróbios da desconfiança, incentivemos a nossa sementeira de boa-vontade e fé. Ante a erva sufocante dos conflitos de opinião, refugiemo-nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima de tudo. Ante as perigosas moléstias do amor próprio ferido, a expressar-se no corpo e na alma, através de mil modos, pratiquemos o perdão incondicional e incessante. Jesus não é somente o nosso Divino Orientador. É também o Divino Médico de nossa vida. Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instruções para a nossa higiene espiritual e alcançaremos a harmonia para sempre." (André Luiz)


 
 
 
Hábitos Infelizes
 
 
Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.
 
Pespegar tapinhas ou cutucões a quem se dirija a palavra.
 
Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.
 
Estender boatos e entretecer conversações negativas.
 
Falar aos gritos.
 
Rir descontroladamente.
 
Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.
 
Escavar o passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.
 
Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.
 
Fugir da limpeza.
 
Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.
 
Ignorar conveniências e direitos alheios.
 
Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.
 
Irritar-se por bagatelas.
 
Indagar de situações e ligações, cujo sentido não possamos penetrar.
 
Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.
 
Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.
 
Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.
 
Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.
 
Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.
 
Desprestigiar compromissos e horários.
 
Viver sem método.
 
Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.
 
Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.
 
Gastar mais do que se dispõe.
 
Aguardar honrarias e privilégios.
 
Não querer sofrer.
 
Exigir o bem sem trabalho.
 
Não saber aguentar injúrias ou críticas.
 
Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.
 
Desacreditar serviços e instituições.
 
Fugir de estudar.
 
Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.
 
Dramatizar doenças e dissabores.
 
Discutir sem racionar.
 
Desprezar adversários e endeusar amigos.
 
Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.
 
Pedir apoio sem dar cooperação.
 
Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.
 
Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.
 
 
 
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz
 
 
 
 
 

domingo, 28 de abril de 2013

"Não useis, porém, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. " - Paulo. (GÁLATAS, 5:13.) ....."Em todos os tempos, a liberdade foi utilizada pelos dominadores da Terra. Em variados setores da evolução humana, os mordomos do mundo aproveitam-na para o exercício da tirania, usam-na os servos em explosões de revolta e descontentamento. Quase todos os habitantes do Planeta pretendem a exoneração de toda e qualquer responsabilidade, para se mergulharem na escravidão aos delitos de toda sorte. Ninguém, contudo, deveria recorrer ao Evangelho para aviltar o sublime princípio. A palavra do apóstolo aos gentios é bastante expressiva. O maior valor da independência relativa de que desfrutamos reside na possibilidade de nos servirmos uns aos outros, glorificando o bem. O homem gozará sempre da liberdade condicional e, dentro dela, pode alterar o curso da própria existência, pelo bom ou mau uso de semelhante faculdade nas relações comuns. É forçoso reconhecer, porém, que são muito raros os que se decidem à aplicação dignificante dessa virtude superior. Em quase todas as ocasiões, o perseguido, com oportunidade de desculpar, mentaliza represálias violentas; o caluniado, com ensejo de perdão divino, recorre à vingança; o incompreendido, no instante azado de revelar fraternidade e benevolência, reclama reparações. Onde se acham aqueles que se valem do sofrimento, para intensificar o aprendizado com Jesus-Cristo? Onde os que se sentem suficientemente livres para converter espinhos em bênçãos? No entanto, o Pai concede relativa liberdade a todos os filhos, observando-lhes a conduta. Raríssimas são as criaturas que sabem elevar o sentido da independência a expressões de vôo espiritual para o Infinito. A maioria dos homens cai, desastradamente, na primeira e nova concessão do Céu, transformando, às vezes, elos de veludo em algemas de bronze." (Emmanuel)

 
 
 
 
Libertemos 
 
"Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” (João, 11:44.)

 

É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja restituído à liberdade.

"Desatai-o e deixai-o ir” – diz o Senhor.

O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para atender às próprias experiências.

Também nós temos, no mundo da própria alma, os que tombam na fossa da negação.

Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.

Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.

Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência.

Não basta, porém, esse gesto de libertarão para nós. É imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.

Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.

Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão.

Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.
 


Emmanuel.
Do livro Palavras de Vida Eterna. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bom
 

sábado, 27 de abril de 2013

"Uma lei que nunca erra: Reencarnação, lei bendita... Cada ser retorna à Terra... Na lição que necessita." (Jésus Gonçalves)


Foto: <3 Boa Noite <3

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Familiares Queridos
 
 
 
Em nos reportando a familiares queridos, observa que, da quota de tempo que já despendeste em ansiedade, na existência, talvez que a maior parcela terá sido gasta com preocupações em torno deles.

Pais, filhos, conjugues, irmãos, tutelados e companheiros!... Muitos dentre eles andarão em problemas... Ameaçados. Menos felizes. Terão sofrido tentações e jazem desorientados, suportando prejuízos, e acham-se atormentados por aflição e desânimo. Ã vista de provas atravessadas, provavelmente evidenciem alterações de comportamento e, por vezes, haver-se-ão internado em erros e labirintos, cujos meandros obscuros levarão tempo a superar...

Nesses lances críticos da experiência comum, perguntas habitualmente a ti mesmo : “Que fazer para auxiliá-los'”

Antes de tudo, convence-te de que não será lamentando ou acusando que te farás útil, nem tampouco largando as próprias obrigações, a fim de seguir-lhes os passos, no desaconselhável tentame de arrebatá-los às lutas edificantes de que necessitam. No esforço de ajudá-los, lembremos nós mesmos quando situados em certas encruzilhadas do mundo, reconhecendo que raras vezes teremos seguido os avisos nobres com que alguém nos tenha brindado. Rememoremos as ocasiões em que teremos arquivado pareceres dignos e silenciado ante as apreensões de almas queridas, sem absolutamente deixar de lado as inclinações e propósitos que nos induziam para determinados tipos de aventura ou de ação inconveniente.

Quando devas tolerar longos períodos de ausência dos seres amados, por haverem escolhido caminhos de que não possas compartilhar, recorda que eles estão procurando a realização de si próprios. Ao invés de estranheza ou censura, dá-lhes o valioso apoio de tua compreensão e de tua bênção. Podes, além disso, auxiliá-los, através da oração, permanecendo em paz e amando-os sempre, na certeza de que a Bondade de Deus, que te guia e te envolve, envolve e guia a todos eles também.
 
 

Emmanuel
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 
 
 
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” Lucas, 16:29. ...."A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho comum. Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes convém aos interesses essenciais. Há precisamente um século, estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um pai ou de um filho na experiência humana. Alguns chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de observação. Isso, porém, não passa de contrassenso. Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres? O impulso animal tem limites. Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal. O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. O grande problema, no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista da cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor, na direção das realidades eternas." (Emmanuel)



 
 
Desperdício
 
 
 
O homem é habitualmente cheio de desejos, projetos e sonhos.
 
Na busca da felicidade, sempre parece lhe faltar algo.
 
Pode ser dinheiro, raramente considerado suficiente.
 
Ou uma relação amorosa, cuja ausência causa amargor.
 
Por vezes a própria aparência física não satisfaz e isso gera desconforto.
 
Ordinariamente, sempre há alguma coisa em falta, no balanço do viver humano.
 
Não há nada de errado em ter desejos e sonhos.
 
O problema reside em não valorizar o que se tem e em achar que a plenitude reside no que falta.
 
A Espiritualidade Superior ensina que a existência terrena assemelha-se a um curso de aperfeiçoamento.
 
As condições de vida de cada um guardam relação com suas necessidades de aprendizado.
 
Enquanto a lição não for assimilada, ela continuará a ser repetida.
 
Assim, importa não desperdiçar os tesouros que batem à porta.
 
Por vezes, eles chegam em embalagens pouco atraentes.
 
Mas sempre representam uma oportunidade de aprendizado e libertação.
 
O familiar carente e enfermo é uma dádiva na vida de quem necessita aprender a ser abnegado.
 
O colega difícil afigura-se uma bênção para o carente de tolerância
 
As dificuldades financeiras trazem a preciosa lição da frugalidade.
 
Situações de desvalimento propiciam o aprendizado da humildade.
 
A ausência de um afeto profundo traz o ensinamento da continência e da sublimação.
 
A saúde frágil chama a atenção para a transitoriedade da vida humana e para a importância de se espiritualizar.
 
As experiências dolorosas em geral convidam a desenvolver empatia por quem sofre.
 
A desencarnação de um familiar ou amigo funciona como um convite para estender os laços da fraternidade.
 
Em tudo, há um aprendizado a ser feito.
 
A natureza da lição que se apresenta revela em quê reside a carência espiritual.
 
É no embate de cada dia que as lições de que se necessita lentamente chegam.
 
Importa não desperdiçá-las, enquanto se sonha com o impossível.
 
É bom sonhar, planejar e buscar, mas sem angústia.
 
Os sonhos precisam ser embalados pela confiança na Providência Divina.
 
O homem é livre para querer, apenas não deve se amargurar pelo que demora ou não se concretiza.
 
No contexto de uma vida terrestre, há sonhos que não podem se tornar realidade.
 
Ocorre que a experiência terrena, por longa que se afigure, sempre chega ao fim.
 
Então, será feito um balanço das bênçãos recebidas e de sua utilização, a benefício da própria paz.
 
Mais feliz será quem mais tiver aprendido com o que lhe coube viver no mundo.
 
Já aquele que desperdiçou suas oportunidades terá de repeti-las.
 
Pense nisso.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 31.03.2011.
 
 

 

 
     
 
 

"Não percas o otimismo. O trabalho é uma benção. Age construindo. Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo. Se erraste, recomeça a empreitada da ação na qual te comprometeste. Não creias em vitórias do Bem, sem árduos problemas a resolver. Convence-te de que a dor é sempre renovação para o Bem. Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação. Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis. Em nossa condição evolutiva, ainda não sabemos medir a resistência, uns dos outros. Em razão disso, guardemos a nossa dor ou a emenda que é positivamente nossa e exportemos alegria e esperança onde estivermos." (Emmanuel)

 
 
Receita para ser feliz
 
   
 
Os seres humanos têm buscado, ao longo do tempo, uma fórmula mágica que lhes permita a posse da felicidade plena.
 
Todavia, seja por falta de uma receita eficaz ou de vontade firme para a conquista almejada, grande parte da humanidade se debate, presa nas garras da infelicidade.
 
Várias tentativas têm sido improdutivas, já que a felicidade é efêmera e passageira... logo se vai, deixando em seu lugar a presença desagradável da decepção.
 
Assim, interessado em ajudar as criaturas da Terra na sua busca, um Espírito Benfeitor, ditou uma receita simples, descomplicada e eficaz para ser feliz.
 
A receita é a seguinte:
 
"Cada manhã na face da Terra, é uma página em branco de que dispomos no livro da vida para fazer os melhores exercícios de elevação e bondade.
 
Não te esqueças de que cada pessoa a cruzar-te o passo na trilha das horas, é uma oportunidade de construção espiritual.
 
Seja qual seja o motivo para desafeto, cultiva compreensão e amizade, observando que todo favor que possas prestar a benefício de alguém é uma chave que fabricas para a solução de teus problemas futuros.
 
Por mais claras as razões que justifiquem esse ou aquele comentário infeliz, procura encaixar uma frase edificante no círculo das palavras rudes que estejam sendo pronunciadas.
 
Por muito que um companheiro te haja ofendido, não lhe negues tolerância.
 
Abençoa-o com as tuas preces e gestos de auxílio, na convicção de que estás, com isso, levantando dispositivos de proteção a ti mesmo.
 
Na atividade em que te encontras, faze mais do que o dever, porquanto o serviço extra, espontâneo e sem recompensa, em toda situação será sempre a tua mais alta pregação de virtude.
 
Repousa quando necessário, mas não transformes o descanso em ociosidade vazia.
 
Começa de casa a execução dos conselhos salutares que ofereces ao próximo, aprendendo que é impossível ajudar a humanidade quando não saibamos entender e amparar algumas poucas pessoas, entre os limites da parentela.
 
Alia ação e oração, sustentando a felicidade dos outros, como queres que Deus concretize tua própria felicidade.
 
E quando o dia terminar, agradece ao Senhor a ventura de haver engastado mais uma pérola do tempo em teu colar de realização.
 
E, cerrando os olhos para o justo refazimento, guarda por teu maior prêmio a consciência tranquila, com a invariável disposição de viver, cada dia, reconhecendo que tudo na vida depende inteiramente de Deus, mas na certeza de que o trabalho em tuas mãos, depende unicamente de ti."
 
***
 
Na estrada de purificação em que nos encontramos, o discípulo mais feliz é aquele que se sente defrontado pelas maiores oportunidades de servir à elevação dos outros, ainda mesmo com absoluto sacrifício de si próprio à maneira de lâmpada que se consome para iluminar.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita
 
 
 

 
     
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

"As criaturas humanas autênticas que ainda não atingiram elevados graus de virtudes e nem mais se comprazem nas faixas dos sentimentos primitivistas, frequentemente esbarram com indagações complexas de si para si mesmas. Como adquirir a tranquilidade perfeita se não são anjos e como evitar a permanência em desequilíbrio se já não querem viver sob o império dos instintos desenfreados? Aí é forçoso entre em função o nosso próprio senso de aspirantes à Vida Superior. Não existe alma que não haja, algum dia, experimentado hesitações, deficiências, enganos ou faltas na escola. E toda elevação do aprendiz em qualquer educandário resulta de menos erros e mais acertos nas experiências e lições que lhe cabem, a serem verificados em testes múltiplos que se sucedem uns aos outros. Nesse critério, não há motivo para qualquer de nós cair em desânimo ou adotar desistência no trabalho da ascensão espiritual. Hoje teremos colaborado menos no serviço do bem, no entanto, reconhecendo isso, amanhã ser-nos-á possível fazer mais. Notei que ontem se me fez maior a intemperança mental diante dos outros, mas, observando semelhante deficiência, posso hoje retificar-me e ser menos agressivo, à frente dos meus irmãos de experiência e caminho. Encerrei a semana passada em condições deficitárias na execução dos meus compromissos de ordem geral, no entanto, anotando essa falha, na semana presente posso aplicar-me muito mais atividade à desincumbência dos meus próprios encargos a meu próprio beneficio. Na senda da evolução, é preciso efetivamente aceitar-nos imperfeitos tais quais somos, mas, é igualmente necessário não parar simplesmente nisso e sim melhorar-nos constantemente, aprendendo e estudando, trabalhando e servindo, sob a fórmula do progresso: – “Errar menos para acertar sempre mais.” Agora terá sido o momento que menos me decidi a praticar ponderação, entretanto, sabendo isso, devo na primeira oportunidade agir segundo os preceitos do equilíbrio, conforme os princípios do respeito mútuo que me compete observar." (Emmanuel)



 
 
 
Força Maravilhosa
 
 
 
Vive conosco qual divindade num castelo...

Sem qualquer noção de medida para a beleza, impele-nos a sonhar com mundos novos e troféus ideais.

Arrebata-nos a visões gloriosas em que nos pressentimos, de inesperado, no limiar de eras e esferas ditosas, com a inocência de quem tomou passaportes no rumo de paraísos ignorados.

Às vezes, adquire as propriedades do estimulante que carrega a pessoa para os derradeiros pesadelos da audácia, compelindo-a a mentalizar realizações impraticáveis e, noutras ocasiões, assemelha-se a entorpecente empolgante engodando a alma com a exposição de cenários deleitosos, nos quais se sente chamada a usufruir uma felicidade impossível.

Sem ela, raciocínio e sentimento vagueariam, transviados, por falta de alimento adequado, porém, se age sozinha, atira a razão
para o cálculo desproporcionado e arrasta o coração às zonas abismais do descalabro emotivo, de onde a mente se transfere com facilidade para a queda em obscuros compromissos para repetidas reencarnações de sofrimento e resgate.

Em nós outros, os cultivadores da Doutrina Espírita, encarnados e desencarnados, semelhante deidade acende cartazes luminosos, anunciando reinos encantados de ventura fictícia, habitualmente colocando metas e vitórias antes de esforço e luta.

Lidando, acima de tudo, com esboços e projetos, aliás indispensáveis a qualquer edificação nobre, costuma embriagar-nos com perspectiva de conquista sem labor e ascensões sem transposições de obstáculos.

Nesse aspecto usa as belas palavras como sendo cores hipnóticas e as grande emoções por pincéis fantásticos, imobilizando-nos em epopéias de ilusão, dentro das quais acordamos, comumente desalentados, quando não temos suficiente juízo para guardar-nos em responsabilidade e serviço.

Clareando o plano íntimo, preservamo-nos contra essas miragens que esbarram em sombra e vazio, porque essa força maravilhosa é a nossa própria imaginação.

Precisamos dela e nada faremos de proveitoso sem ela, contudo, disciplinemo-la sobre os trilhos do discernimento e da lógica, porque imaginação sem obrigação será sempre um espetáculo fascinante na plateia dos sonhos a exibir-se no palco do tempo perdido.
 

 
 
André Luiz
Do livro Sol nas Almas. Psicografia de Waldo Vieira.
 
 
 

 
 
 
 
 
 
    
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

"A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil. Taxando-se por dom facilmente apresável, há quem a procure entre os mitos do ouro, enferrujando as mais belas faculdades da alma, na fossa da usura; quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade; quem lhe suponha a presença na exaltação do poder terrestre, acolhendo-se à dor de extrema desilusão, e quem a busque na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça. Observa, pois, o dever de que a vida te incumbe. Vê-lo-ás, hora a hora, no quadro da circunstâncias. Na fé que te pede serviço. No serviço que te roga compreensão. No ideal que te pede caráter. No caráter que te roga firmeza. No exemplo que te pede disciplina. Na disciplina que roga humildade. No lar que te pede renúncia. Na renúncia que te roga perseverança. No caminho que te pede cooperação. Na cooperação que te roga discernimento. Por mais agressivos se façam os empeços da marcha, não te desvie da obrigação que te recomenda o bem de todos, sempre que puderes e quanto puderes seja onde for. Porque te mostre leal a ti mesmo é possível que a maioria te categorize a conta de ingrato e rebelde, fanático e louco. A maioria, no entanto, nem sempre abraça o direito. Não podemos esquecer que, no instante supremo da humanidade, ela, a maioria, estava com Barrabás e contra o Cristo. Cumpre, assim, teu dever, e, tomando da terra somente o necessário à própria manutenção, de modo a que te não apropries da felicidade dos outros, estarás atingindo a verdadeira felicidade, que fulge sempre, como benção de Deus, na consciência tranquila." (Emmanuel)



 
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Felicidade
 
 
 
 
Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.
 


André Luiz - Livro: Sinal Verde
 
 
 
 
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Fofuras
 
 
 

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terça-feira, 23 de abril de 2013

"Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem ainda agora podeis." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:2.) ...."Muitos companheiros de luta exigem cooperadores esclarecidos para as tarefas que lhes dizem respeito, amigos valiosos que lhes entendam os propósitos e valorizem os trabalhos, esquecidos de que as afeições, quanto as plantas, reclamam cultivo adequado. Compreensão não se improvisa. É obra de tempo, colaboração, harmonia. O próprio Cristo, primeiramente, semeou o ideal divino no coração dos continuadores, antes de recolher-lhes o entendimento. Sofreu-lhes as negações, tolerou- lhes as fraquezas e desculpou-lhes as exigências para formar, por fim, o colégio apostólico. Nesse particular, Paulo de Tarso fornece-nos judiciosa lição, declarando aos Coríntios que os criara "com leite". Tão pequena afirmativa transborda sabedoria vastíssima. O apóstolo generoso, gigante no conhecimento e na fé viva, edificara os companheiros de sua missão evangélica em Corinto, não com o alimento complexo das teses difíceis, mas com os ensinamentos simples da verdade e as puras demonstrações de amor em Cristo Jesus. Não lhes conquistara a confiança e a estima exibindo cultura ou impondo princípios, mas, sim, orando e servindo, trabalhando e amando. Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear. Examina, pois, diariamente, a tua lavoura afetiva. Observa se estás exigindo flores prematuras ou frutos antecipados. Não te esqueças da atenção, do adubo, do irrigador. Coloca-te na posição da planta em jardim alheio e, reparando os cuidados que exiges, não desdenhes resgatar as tuas dívidas de amor para com os outros. Imita o lavrador prudente e devotado, se desejas atingir a colheita de grandes e precisos resultados." (Emmanuel)

 
 
 
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Um amigo de verdade
 
 
  
Você tem um amigo de verdade?
 
Existem muitos amigos, mas os amigos verdadeiros ainda são uma raridade.
 
Um dia desses, enquanto alguns amigos conversavam de forma descontraída, podia-se observar que um deles, em especial, trazia no rosto um semblante calmo, e sua serenidade espalhava um hálito de paz no ambiente.
 
Logo mais, aquele jovem senhor deixava o recinto para atender alguns compromissos e, com a alma dorida, falava-nos de algumas dificuldades que estava enfrentando.
 
Qual espinho cravado no peito, a calúnia feita por um falso amigo lhe fustigava a alma.
 
E, apesar de ter o coração dilacerado, ele conseguia exalar perfume ao seu redor, poupando os demais companheiros do seu infortúnio.
 
Falava-nos, com certa tristeza, mas sem rancor, que um amigo maledicente havia espalhado inverdades a seu respeito.
 
Logo mais estarei com ele e sei que irá me abraçar. E mesmo sabendo o que ele diz de mim pelas costas, retribuirei o abraço sem nada dizer. - Falava-nos aquele homem nobre.
 
Não negava que a atitude do amigo o incomodava, mas, em momento algum se deixou levar pelo ódio, pela mágoa ou pelo desejo de vingança.
 
Quem não gostaria de ter um amigo assim?
 
Sem dúvida, ter amigos de verdade é o que todos desejamos, mas nem sempre nos propomos a ser amigos verdadeiros.
 
Perdoar um amigo significa dar-lhe uma prova de amizade, pois quando cometemos algum deslize desejamos que, pelo menos, os amigos nos entendam e nos estendam a mão.
 
Mas, infelizmente, nem sempre agimos com os amigos da maneira que gostaríamos que eles agissem conosco.
 
E, no momento que ouvíamos aquele amigo de verdade mostrar tamanha compreensão para com o seu caluniador, lembramo-nos de  Jesus.
 
Quando Judas chegou, trazendo os guardas para o prender, Jesus dirigiu seu olhar compassivo ao traidor e lhe perguntou: A que vieste, amigo?
 
Jesus não só perdoou o amigo infeliz, como também compreendeu a sua miséria moral.
 
Em outro momento, quando Pedro negou que o conhecia, por três vezes, e se desesperou ao perceber que Jesus o observava, sereno, por entre as grades da prisão, o Mestre o consola:
 
Pedro, os homens são mais frágeis que verdadeiramente maus.
 
Certamente um afago que Pedro jamais esqueceria...
 
Um amigo de verdade, diante dos maus passos dos amigos, age com compaixão, com piedade, com tolerância, com benevolência...
 
São amigos assim que fazem falta no mundo...
 
Um amigo que olhe nos olhos, sem nada para esconder...
 
Um amigo que defenda o seu amigo ausente diante de comentários maldosos...
 
Um amigo que não tenha medo de dizer que é amigo...
 
Que não sinta vergonha de admitir que está com saudades...
 
Que ligue tarde da noite só para saber se o amigo está bem, porque teve um sonho ruim com ele e quer se certificar de que foi apenas um sonho...
 
Por tudo isso, vale a pena pensar um pouco sobre esse tesouro que se chama amizade.
 
E é sempre bom lembrar que não se consegue construir amizades sólidas em bases falsas e mentirosas.
 
Se você acha bom ter um amigo de verdade, lembre-se de que não se pode só desejar amigos assim, é preciso ser um amigo verdadeiro.
 
*   *   *
 
Amigos são como flores nobres semeadas ao longo do nosso caminho, para que possamos aspirar perfume em todas as estações.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em fato ocorrido com Raul Teixeira.
Em 05.11.2008.

 
 
 
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"Aprendamos a evitar reclamações para não agravar dificuldades. Perante situações em que a corrigenda se faça realmente necessária, entregue as circunstâncias aos responsáveis pela orientação delas, que sabem quando e como intervir. Se você achou o ponto nevrálgico de alguma crise, terá encontrado o lugar onde o proveito geral lhe pede auxílio. Procurando retificar algum erro, vale mais o seu conhecimento do bem que o seu conhecimento do mal. Resguardando a harmonia de todos, imagine-se na condição da pessoa em que você pretende colocar o seu problema. Reflita nas tribulações que provavelmente estará atravessando a criatura a quem você deseja apresentar a sua crítica. A sua reclamação não lhe trará vantagem alguma. Azedume para com as pessoas das quais você espera cooperação e serviço é o modo mais seguro de preveni-las contra o seu próprio interesse. Qualquer pessoa, quando cultive a paz, pode retirar-se em paz do lugar onde se julgue em desarmonia ou desapreço. Experimente desculpar sempre, porquanto aquilo que nos parece falha nos outros, pode surgir por falha igualmente em nós e, em se tratando em desculpar, se hoje podemos dar, chegará sempre para cada um de nós o dia de receber." (André Luiz)


 
 
 
 
É para isto

Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; 
antes, pelo contrário, bendizendo;
sabendo que para isto fostes chamados.” – I Pedro, 3:9.

 


A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem.

No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral.

Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas. No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão.

Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante? Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física.

É contrassenso desfazer-se o servidor da Boa-Nova em lamentações que não encontram razão de ser.

Amarguras, perseguições, calúnia, brutalidade, desentendimento? São velhas configurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço.

O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.

Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar.

Não olvides a obrigação de servir com Jesus.

É para isto que fomos chamados.
 
 
Emmanuel
Pão Nosso – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Ed.: FEB.
 
 
  
 
 
     
 

domingo, 21 de abril de 2013

"Aprende a pensar em termos de eternidade para que o internato no corpo físico não te empane a visão da vida. Uma existência na Terra constitui precioso, mas, breve aprendizado, em que sob a ficha de certo reduto familiar, conquistas o privilégio de avançar para diante nas sendas evolutivas ou a permissão de recapitular as próprias experiências. Não te esqueças, porém de que a morte se incumbirá de interromper-te o usufruto das regalias humanas, na aferição dos valores ou dos prejuízos que hajas angariado em favor ou desfavor de ti próprio, a fim de que não percas a necessária renovação para o grande amanhã. Assevera a ciência terrena que herdaste, em função da genética, os caracteres dos próprios antepassados, próximos ou longínquos, entretanto, no fundo, não recolhes dos outros a riqueza das qualidades nobres ou o fardo dos sofrimentos, mas sim de ti mesmo, das próprias obras semeadas, vividas e revividas, de vez que somos, quase sempre, na ribalta do mundo, os mesmo intérpretes do drama redentor, guardando conosco as bênçãos ou as dores que amealhamos dentro da luta, embora ostentando máscaras diferentes. Hoje, pagamos dívidas de ontem, mas é possível venhamos a solver amanhã compromissos pesados que deixamos em distante pretérito, exigindo-nos atenção. Recebe a aflição e a dificuldade, aliviando as aflições e as dificuldades alheias; pede auxílio, auxiliando; roga o socorro do Céu, socorrendo aos que te rodeiam na Terra, porque entre os panos do berço e os panos do túmulo, desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim." (Emmanuel)


 
Degraus da Vida
 
 

 
Comparamos o mundo a grande instituto de ensino.
 
Aceita a existência no Planeta, por estágio educativo de que necessitas, ainda mesmo quando te reconheças na condição de doente, sob regime de internação em alguma das enfermarias da escola.

Nasceste no lugar mais indicado aos ensinamentos de que precisas e no grupo familiar que mais se te aconselha ao currículo de lições.

O corpo físico é a carteira de recursos a que te prendes, para efeito de preparo e burilamento.

A religião do teu clima doméstico é a classe de iniciação na Espiritualidade Maior, da qual podes seguir indefinidamente para diante, no rumo dos mais elevados conhecimentos... Faze, pois, da ideia de Deus que já possuas, o caminho da própria ascensão.

Elege no trabalho a tua bênção de cada dia.

Compreendamos que o bem é a execução da Lei Divina, a estabelecer a felicidade dos outros, com a mesma justiça com que a estabelece para cada um de nós. E o mal é a tribulação que, porventura, estejamos impondo à existência do próximo.

Dever é rotina de instrução.

Disciplina é condição de êxito.

Dificuldade é exercício de aperfeiçoamento.

Conflito é aula de reequilíbrio.

Tentação é repetência de testes nos quais já falimos, em nos referindo às reencarnações passadas.

Obstáculo é desafio para a melhora de resistência.

Solidão é pausa de reajuste.

Menosprezo de pessoas queridas é convite ao aprendizado do amor genuíno.

Contratempos se definem por avisos salutares no serviço a fazer.

A não ser para auxiliar desinteressadamente, não procures tanto saber o que sucede no curso dos colegas e dos vizinhos, porque, de volta ao Lar Maior, responderás essencialmente por ti. A vista disso, não olvides que ninguém se eleva sem elevar-se na vida pelos degraus da lei de elevação.
 
 
 
Autor: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: " Buscas e Acharás" - EDIÇÃO IDEAL