quinta-feira, 7 de março de 2013

"Na obra de aperfeiçoamento a que Jesus nos concitou, idealizemos uma lâmpada com a faculdade de analisar o caminho de sombras a que deve emprestar cooperação. Mentalizemo-la na apreciação da noite em derredor, injuriando as trevas, amaldiçoando as pedras da estrada, clamando ao Céu contra as nuvens e contra a ventania que lhe faz tremer o pedestal... Imaginemo-la querelando, entre lamentações e impropérios, ante as dificuldades da Natureza, temendo os constrangimentos da obra de auxílio que lhe compete realizar. Entretanto, desde que se ofereça, paciente e nobre, ao dispêndio dos próprios recursos para que a luz se faça, eis que a paisagem se mostra clara e bela, estimulando-lhe as energias para a jornada à frente. Então, não precisará desmandar-se na acusação e na crítica, de vez que a claridade em si mesma lhe fará reconhecer cada criatura no nível em que se encontra e cada coisa no lugar que lhe é próprio. A imagem singela define a necessidade de melhoria em nós mesmos para que a vida se eleve e aperfeiçoe, junto de nós.Não vale gritar contra a escuridão, reprovar o erro e maldizer o quadro de luta em que o Senhor nos situa a existência. Cada espírito é colocado pela Providência Divina na posição mais útil a si próprio. Aprendamos a retificar-nos, segundo os padrões que o Evangelho do Cristo nos apresenta e o mundo estará corrigido aos nossos olhos. Vivamos nossa fé renovadora em atos e atitudes, nas tarefas habituais e converter-nos-emos na lâmpada prestativa e dócil que, aceitando as determinações do Senhor, edifica a verdadeira alegria, onde passa, porque traz consigo, no grande silêncio, o sol do Amor que é felicidade permanente e paz inextinguível." (Emmanuel)



Comece por você


 
Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.
No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte:
Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país.
Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar.
Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.
Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família.
Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.
* * *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.
Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir.
Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos.
Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente.
Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais.
Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos.
Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática.
São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também:
Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.
Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.
Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez.
Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração.
Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.
O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.
Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.
E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois.
Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.
Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso?
Pensemos nisso.


 
Redação do Momento Espírita.
Em 30.04.2008.
 
 
 
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