quinta-feira, 7 de março de 2013

"Imagina-te à frente de um violino. Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia. Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça. Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura. Se usado, à feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace. Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música. Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração. Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de ação, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho. Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma. Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo. Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida. Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão." (Emmanuel)

Contágio do amor
 

 
Agnes Gonxha Bojaxhin é uma pessoa desconhecida do mundo. Isso porque, ao ingressar na congregação Irmãs de Loreto, ela adotou o nome de Tereza, e assim ficou conhecida.
Falamos de Madre Tereza de Calcutá. Nascida na Albânia, ao receber notícias da miséria na índia, comoveu-se e decidiu trabalhar pelos seus irmãos em sofrimento.
Com a ajuda de ex-alunas, meninas abastadas, ela fundou uma Ordem e passou a recolher os miseráveis na rua.
Também fundou casas para alcoólatras, drogados, aidéticos, hansenianos e de reabilitação de prisioneiros.
Foi aureolada no ano de 1979, com o prêmio Nobel da paz, por ter se dedicado quase 50 anos aos desamparados.
Ninguém pense, porém, que lhe foi fácil a decisão e o empreendimento.
Como toda obra de valor, lhe exigiu sacrifícios e renúncias grandiosas. Como freira, lecionava em um colégio de meninas ricas.
Ao presenciar, durante uma viagem de trem, a mistura de homens e animais amontoados, extremamente sujos e com odor desagradável, é que decidiu fundar a Ordem das Missionárias da Caridade.
Ante as dificuldades que se apresentavam, que incluíam perseguições dos que não lhe entendiam a nobreza dos gestos e seu amor pelos párias, chegou a pensar em desistir.
Em uma das oportunidades, assim se expressou: Meu Deus, por livre escolha e por Teu amor, desejo permanecer aqui e fazer o que a Tua vontade exige de mim. Não! Não voltarei atrás.
A minha comunidade são os pobres. A Tua segurança é a minha. A Tua saúde é a minha. A minha casa é a casa dos pobres.
Não apenas dos pobres, mas dos mais pobres dos pobres. Daqueles de quem as pessoas já não querem se aproximar, com medo do contágio e da sujeira, porque estão cobertos de micróbios e vermes.
Daqueles que não vão rezar nos templos, porque não podem sair nus de casa. Daqueles que já não comem porque não têm forças para comer.
Daqueles que se deixam cair pelas ruas, conscientes de que vão morrer e ao lado dos quais os vivos passam, sem lhes prestar atenção.
Daqueles que já não choram, porque se lhes esgotaram as lágrimas. Dos intocáveis.
E ela ficou ao lado dos miseráveis. Encontrou um bebê semimorto, num lixão. Fez respiração boca-a-boca. Disseram que a criança estava morta.
Ela insistiu e quando o bebê deu sinal de vida, ela o apertou contra o peito e gritou: Está vivo! E o levou para casa.
Muitas criaturas foram contagiadas pelo seu amor.
Um casal a procurou e lhe entregou uma grande quantia em dinheiro.
Disseram-lhe que tinham se casado há dois dias. Tinham resolvido não usar trajes nupciais, nem celebração e lhe trouxeram o dinheiro.
Amavam-se tanto que desejavam compartilhar a alegria de seu amor com os pobres.
Um senhor chegou com seu filho pequeno. Disse-lhe que o menino gostava tanto dela que resolveu guardar a mesada para dar de presente aos pobres.
Ele ficara tão sensibilizado com a atitude do filho, que decidira deixar de fumar e beber há um mês e a economia se destinava a ela.
Quando alguns budistas japoneses souberam que a Congregação de Madre Tereza jejuava toda primeira sexta-feira do mês, para destinar aquela economia aos pobres, fizeram o mesmo.
Enviaram para ela o resultado da sua arrecadação. Com esse dinheiro, foi construído o primeiro andar da casa que tinha por objetivo abrigar meninas libertas do cárcere.
Madre Tereza morreu aos 87 anos. O contágio do seu amor prossegue a dar frutos.
Suas casas de atendimento se espalham por 119 países, num total de 560 unidades. Treze delas, no Brasil.
O que conta não é o que fazemos, mas o amor que colocamos no que fazemos, lecionava Madre Tereza.


 
Redação do Momento Espírita com base em dados colhidos na Internet, a respeito de Madre Teresa de Calcutá.
Em 13.04.2009.
 
 
 
 

 

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Myrna.