quarta-feira, 13 de março de 2013

"Falará você na bondade a todo instante, mas, se não for bom, isso será inútil para a sua felicidade. Sua mão escreverá belas páginas, atendendo a inspiração superior; no entanto, se você não estampar a beleza delas em seu espírito, não passará de estafeta sem inteligência. Lerá maravilhosos livros, com emoção e lágrimas; todavia, se não aplicar o que você leu, será tão-somente um péssimo registrador. Cultivará convicções sinceras, em matéria de fé; entretanto, se essas convicções não servirem à sua renovação para o bem, sua mente estará resumida a um cabide de máximas religiosas. Sua capacidade de orientar disciplinará muita gente, melhorando personalidades; contudo, se você não se disciplinar, a lei o defrontará com o mesmo rigor com que ela se utiliza de você para aprimorar os outros. Você conhecerá perfeitamente as lições para o caminho e passará, ante os olhos mortais do mundo, à galeria dos heróis e dos santos; mas, se não praticar os bons ensinamentos que conhece, perante as leis Divinas recomeçará sempre o seu trabalho e cada vez mais dificilmente. Você chamará a Jesus; mestre e senhor...; se não quiser, porém, aprender a servir com ele, suas palavras soarão sem qualquer sentido." (André Luiz)



A coragem de fazer a diferença


 
Uma pessoa sozinha pode fazer alguma diferença em pleno caos?
 
As ações de uma única pessoa poderão modificar um sistema social vigente?
 
Quantas vezes utilizamos como desculpa a frase: De que adianta? Sou somente um na multidão...
 
Mas, uma mulher, durante a Segunda Guerra Mundial, pensou diferente, agiu e fez a diferença para nada menos de 2.500 vidas.
 
Pouco conhecida embora, é chamada de A Schindler feminina.
 
Irena Sendler arriscou sua vida para salvar outras vidas.
 
Enfermeira, tinha trânsito livre no gueto de Varsóvia, um quarteirão de 4 quilômetros quadrados, onde foram colocadas 500.000 pessoas.
 
Espalhando notícias, entre os nazistas, de que tifo e outras doenças contagiosas acometiam os confinados no gueto, ela planejou e colocou em prática arriscada estratégia.
 
Seu objetivo: salvar o maior número possível de crianças judias, retirando-as do gueto.
 
A parte mais difícil era convencer as mães a lhe entregarem os filhos.
 
Lamentos, choro, gritos. Mas, em caixas de ferramentas, sacolas, malas, cestos de lixo, sacas de batatas, por dentro do casaco, ela ajudou a retirar crianças do quarteirão.
 
Por ser idealista, o horror da guerra não lhe arrefeceu a esperança da primavera de paz.
 
E ela preservou em dois frascos, enterrados sob uma árvore, as identidades de cada uma das crianças: nome verdadeiro e para onde fora encaminhada.
 
Conseguiu adesão de mais de uma dezena de pessoas, através das quais conseguia documentação falsa para os pequenos.
 
Em 1943, ela foi presa e levada à prisão de Pawiak. A Gestapo desejava que ela confessasse o paradeiro das crianças: quantas seriam? Quem seriam? Onde estavam? Quem a havia auxiliado?
 
Irena teve quebrados seus pés e suas pernas e sofreu as mais vis torturas. A ninguém delatou e nada informou.
 
Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão, subornado pela Resistência.
 
As pernas fraturadas e as torturas sofridas tiveram como conseqüência a cadeira de rodas, que ela suportou sem reclamações nem queixas.
 
Manteve, até o final dos seus dias, a serenidade no olhar e o sorriso nos lábios.
 
Essa mulher corajosa desencarnou no dia 12 de maio de 2008. Foi indicada pelo governo polonês, com o apoio do governo de Israel, ao prêmio Nobel da Paz.
 
As vidas que salvou das garras do horror nazista e frutificaram em filhos e netos, não a esquecem
 
Muitos a foram visitar, no pós-guerra.
 
Ela figura entre as 6.000 polonesas que ganharam o título de Justo entre as nações, concedido aos que trabalharam pelas vidas dos seus irmãos, nos negros dias da guerra vergonhosa.
 
Uma mulher que fez a diferença, com vontade e determinação.
 
Fez a diferença porque não ficou reclamando da situação em que mergulhara a Polônia, mas colocou mãos à obra e realizou a sua parte, acenando esperanças.
 
* * *
 
Pensemos nisso, reflitamos e verifiquemos se, nos dias que vivemos, a nossa voz, a nossa atitude, o nosso gesto não pode fazer a grande diferença entre a morte e a vida, entre o desespero e o cântico da esperança.
 
Pensemos...


 
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Irena Sendler, colhidos nos sites http://www.slideshare.net ; noticias.uol.com e pt.wikipedia.org.
 
 
 
 
 
 
 

2 comentários:

  1. Amigos,sempre procurei fazer a diferença,mas hoje me sinto cansada diante de tanta hipocrisia. Desculpem o termo,mas o ser humano esta perdendendo seus valores para a falsidade e a maldade. E muito triste diagnosticar isso,ainda bem que ainda existem pessoas como vcs. Bjs amados amigos!

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    1. Não perca as esperanças e nem fique triste...sempre existe alguém que com certeza vale a pena a gente confiar!..A vida é um eterno aprendizado para todos nós!
      Obrigada pela visita e volte sempre!
      Bjs no seu coração!
      Myrna.

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Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.