sexta-feira, 29 de março de 2013

Feliz Páscoa!!!...Que seja de muita paz e alegrias!


 
 
Páscoa...
 
 
 
É ser capaz de mudar,

É partilhar a vida na esperança,

É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.

É ajudar mais gente a ser gente,

É viver em constante libertação,

É crer na vida que vence a morte.

É dizer sim ao amor e à vida,

É investir na fraternidade,

É lutar por um mundo melhor,

É vivenciar a solidariedade.

É renascimento, é recomeço,
 

É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.

É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
 

Desejo a todos as amigas e amigos uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
 
 
(Autoria desconhecida)
 
 
 
 
Bom dia!!!
e uma
Ótima Páscoa!!!

quinta-feira, 28 de março de 2013

"“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” – Paulo. (II Tessalonicenses, 3:13)......"É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura. Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos. É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido. O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos de nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora. Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, porque não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias? A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda não nos foi possível a emersão do mal de nós mesmos." (Emmanuel)

 
 
 
Três atitudes
 
 
  
Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa ou é alguém que sempre busca praticar o bem?
 
Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:
 
 
Na sociedade:
 
O egoísmo faz o que quer.
 
O orgulho faz como quer.
 
O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.
 
 
No trabalho:
 
O egoísmo explora o que acha.
 
O orgulho oprime o que vê.
 
O bem produz incessantemente.
 
 
Na equipe:
 
O egoísmo atrai para si.
 
O orgulho pensa em si.
 
O bem serve a todos.
 
 
Na amizade:
 
O egoísmo utiliza as situações.
 
O orgulho clama por privilégios.
 
O bem renuncia ao próprio bem.
 
 
Na fé:
 
O egoísmo aparenta.
 
O orgulho reclama.
 
O bem ouve.
 
 
Na responsabilidade:
 
O egoísmo foge.
 
O orgulho tiraniza.
 
O bem colabora.
 
 
Na dor alheia:
 
O egoísmo esquece.
 
O orgulho condena.
 
O bem ampara.
 
 
No estudo:
 
O egoísmo finge que sabe.
 
O orgulho não busca saber.
 
O bem aprende sempre, para realizar o melhor.
 
 
Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.
 
Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.
 
Com a avaliação em mãos, considere o seguinte:
 
O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao vício, à delinquência, à desgraça.
 
O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.
 
Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo. É preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.
 
E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.
 
*   *   *
 
Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem. E esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.
 
O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.
 
Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita com base na mensagem Três atitudes, do livro Seara dos médiuns, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Disponível no livro Momento Espírita v. 2, ed. Fep.
Em 08.11.2010.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

"Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas. Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca. Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia. Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista. Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes... Crês que eles são felizes... Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá. Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento. Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados. Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram. Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados. Felicidade, porém, é conquista íntima. Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto. Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão. Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador. As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz. A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção. Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti. Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão. Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução. " (Joanna de Ângelis)



 
 
A felicidade na Terra
 
   
 
 
É possível ser feliz na Terra?
 
Nos momentos em que você projeta seus sonhos para o futuro, em que planeja o porvir dos dias, em que busca imaginar como estará sua vida no amanhã, você já se fez esta pergunta?
 
Será possível conquistar a felicidade na terra?
 
A máxima do Eclesiastes é bastante objetiva, quando afirma que "a felicidade não é deste mundo". Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude florescente, são condições essenciais da felicidade; e ainda mais, podemos afirmar que nem mesmo a reunião destas três condições, tão desejadas, conseguem trazer ao homem o verdadeiro sentimento de ser feliz.
 
É natural que esta seja a verdade, já que a humanidade ainda está na infância de sua evolução, e por esta razão, a felicidade completa, absoluta, ainda se encontra distante de nossas possibilidades.
 
Estamos no planeta das expiações, destas oportunidades benditas de resgatar equívocos do passado...
 
Estamos no planeta das provas, das situações e experiências que visam verificar o aprendizado que vimos realizando ao longo das existências...
 
Estamos no planeta do sofrimento, da lapidação aplicada ao diamante bruto, para que este possa fulgir como estrela.
 
Assim, a felicidade absoluta, constante, plena, aguarda-nos no futuro, como consequência natural de todo nosso esforço em ultrapassar todas as fases do desenvolvimento.
 
Mas que isto não nos traga desânimo! É possível sim, melhorar as condições de nossas vidas. É possível multiplicar os momentos de alegria que temos. É possível sermos mais felizes do que já somos!
 
Para isto, estão em nossas mãos os ensinamentos do Cristo, com suas consolações e esperanças.
 
Para isto, estão conosco as lições inesquecíveis do Mestre, mostrando-nos que o amor ao próximo nos faz mais felizes, mais completos.
 
A felicidade plena, realmente não é deste mundo ainda, mas o entendimento dentro de nossas famílias é possível. O perdão a alguém que nos prejudicou é suave alívio. Amar profundamente um pai, uma mãe, um filho, já se faz real em nossos dias.
 
Ame, pois o sentimento de amar alguém irriga nossos campos íntimos com a felicidade...
 
Viva o bem, já que a consciência tranquila, a consciência em paz, será a grande responsável pela conquista da felicidade futura.
 
***
 
Sobre a felicidade que podemos alcançar na Terra, os Espíritos superiores nos dizem que, na vida material, ser feliz é ter a posse do necessário; e que na vida espiritual, a felicidade está na consciência tranquila e na fé no futuro.
 
É esta fé que nos faz ver os objetivos distantes, como alcançáveis.
 
É esta fé que remove montanhas, mostrando-nos que atrás delas, espera-nos o nascer do sol de uma felicidade sem fim.
 
 
 
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de "O Evangelho segundo o Espiritismo", Allan Kardec, cap. V, item 20.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 26 de março de 2013

"A reforma íntima! Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo. Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade. Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onda crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal. Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva. Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence. Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem. Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação. Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada. É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos. Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade. O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas. Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista. Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos. Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz. Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta. Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o. Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação. Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço. Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício. Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço. Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer. A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas." (Joanna de Ângelis)



Páscoa


 

Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixariam esquecer tal data.

Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates?

Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa, sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à Divindade os primogênitos do seu rebanho.
A palavra em aramaico pashã, em hebraico pesah (pessach), significa a passagem. Segundos uns, do sol pela constelação do carneiro ou da lua pelo seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera.

O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu.

Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento e alfaces amargas.

Em memória daquela noite, todo ano, pelo catorze de Nisan (o mês de abril), os chefes de família celebravam a Páscoa comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio.

Os Evangelhos nos dão notícias da última ceia de Jesus com os Apóstolos justamente à época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa.

Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição do Cristo. Após a Sua morte na cruz, Ele se mostra vivo para os Apóstolos, discípulos e amigos.

Em corpo espiritual, Ele penetra em recintos fechados, aparece e desaparece, fala em tom breve. Seus discípulos sentem que já não é um homem. É, no entanto, o amigo que retorna para orientar, esclarecer.

Jesus voltou, indicando que a morte não existe, provando todas as Suas palavras, dando testemunho da Imortalidade. Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios, afirmava que se o Cristo não ressuscitara, vã seria nossa fé.

O costume de oferecer ovos como presente, nessa época, remonta aos antigos egípcios. Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China.

Só que antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolates.

Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos da fertilidade.
Assim, a Páscoa para o cristão deve lhe trazer à memória o ensino vivo da Imortalidade, atestado pelo próprio Cristo.

Recordar Jesus, pois, Seus ditos e Seus feitos: eis a verdadeira comemoração da Páscoa.
Importante que nos libertemos de ritualismos, de cultos exteriores, que nos retardam o progresso. Só então o Reino de Deus fará morada em todos os corações, realizando-se a reforma íntima de todos os homens.

* * *
Os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920, por imigrantes alemães.

Foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa.
 


 

Redação do Momento Espírita.Em 22.08.2011


 
 
 

segunda-feira, 25 de março de 2013

"A dor é agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral. O sofrimento é fotógrafo oculto. Deslinda os mais íntimos aspectos da personalidade, situando-se a descoberto. Aclara os menores impulsos do coração, deixando-os à mostra. Em razão disso, cada problema que te procura é semelhante ao trabalho de análise dirigida, como que a radiografar-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhes o equilíbrio. Cada provação pode ser comparada a um banho de substâncias químicas, testando-te idéias e sentimentos, para definir-lhes a sanidade. A vida, expressando a Sabedoria divina, observa cada um de nós, diariamente, examinando-nos o possível valor, a fim de valorizar-nos. Cultura nobre granjeia tarefas enobrecidas. Virtude alcança merecimento. Quem aprende pode ensinar. Quem semeia o melhor adquire o melhor. Quem ajuda sem recompensa colhe apoio espontâneo. Em todas as borrascas e provações, adversidades e sombras, permanece fiel ao bem, no serviço incansável, para que o bem te revele através dos outros. Não consultes a palavra “impossível”, no dicionário da experiência. Todos temos a vontade por alavanca de luz e toda criatura, sem exceção, demonstrará a quantidade e o teor da luz que entesoura em si própria, toda vez que chamada a exame, na hora da crise." (Emmanuel)



 Para mudar o mundo, você...
Um simples conselho


 
Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.
Toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.
Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.
Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.
O que você vê através do vidro, meu rapaz? Perguntou o rabi.
Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua. Respondeu o moço.
Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou: O que você vê neste espelho?
Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
E já não vê os outros, não é verdade?
E o sábio continuou com suas lições preciosas:
Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro. Mas, no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.
Se você comparar essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.
Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.
Mas, quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:
Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar os outros. Eis a chave para a solução dos seus problemas.
* * *
Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez seja interessante tentar de outra forma.
Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.
Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.
E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma.
É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades.
Ademais, quem acende a luz da caridade é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.
E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar.
Pode ser um sorriso gentil...
Uma palavra que anima e consola...
Um abraço de ternura...
Um aperto de mão...
Um pedaço de pão...
Um minuto de atenção...
Um gesto de carinho...
Uma frase de esperança...
E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas?
* * *
A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento Divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos.
Pensemos nisso!


 
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada e com pensamentos do verbete Caridade, do livro Dicionário da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.Disponível no livro Momento Espírita v. 4, ed. Fep.Em 29.08.2011.
 
 
Não somos o que sabemos....

"Se te fazes modesto sem a preocupação de exibir humildade... Se executas as próprias obrigações sem invadir a seara alheia... Se auxilias sem pedir retribuição... Se retificas teu erro sem culpar os outros de participação na falta que te é própria... Se colaboras no levantamento do bem sem exigir o concurso alheio... Se te desincumbes das responsabilidades pessoais sem reprovar a conduta do próximo... Se sofres com paciência, sem reclamar que os semelhantes te partilhem os obstáculos... Se toleras serenamente aqueles que te combatem, sem desconhecer-lhes as qualidades nobres... Se carregas a cruz do aprimoramento próprio sem querer amarrá-la aos ombros dos companheiros... Se cumpres com o teu dever e não aspiras a outro prêmio que não seja a consciência tranqüila... Quem te poderá fazer mal, se procuras somente o bem? Pensa nisso, atendendo a isso, e verificarás que a segurança íntima reside em ti mesmo, qual acontece à paz da alma, que vem a ser patrimônio de cada um." (Emmanuel)


Festa íntima
 
 

Quando podes reagir, reivindicando vantagens que te pertencem, usurpadas por outrem e nada reclamas, mantendo tolerância e renúncia nas próprias atitudes...

Quando ouves referências que te ferem a vida particular e guardas silêncio...

Quando sabes que alguém te prejudica conscientemente e procuras encontrar um caminho de paz, para te afastares do problema, discretamente, sem aborrecer a quem te aborrece...

Quando sofres acusações indébitas sem te queixares...

Quando atravessas difíceis provas domésticas e sociais, sustentando os que te cercam, sem entender as complicações de que te vês objeto...

Quando carregas com paciência os fardos de trabalho e responsabilidade abandonados em teus ombros por outros irmãos...

Quando suportas tentações, que se te fazem endereçadas por outras pessoas, recusando-lhes os alvitres sem ofendê-las...

Quando choras, diante de impedimentos amontoados por irmãos infelizes em torno de ti, para que te afastes do serviço e continuas trabalhando sem queixas...

Então haverão chegado em teu favor os instantes de festa íntima, de vez que, em todas as ocasiões, nas quais superamos as próprias inferioridades, alcançamos um degrau acima, na conquista de nossa própria sublimação.




Emmanuel – Chico Xavier – Livro “Hoje”
 
 
 
 
 
 
 
 

"Abençoar a todos, auxiliando a quantos se aproximam de nós, buscando o socorro fraternal. Compreender a todos, estendendo a quantos nos procurem o concurso dos braços irmãos. Ajudar a todos, garantindo aos que se valham de nossa boa vontade a segurança de esclarecimento justo. Fomos, sim, chamados a entender e servir e, por isso mesmo, urge permanecer no posto do trabalho e da bênção, amparando os outros em nome d`Aquele cujas mãos não cessam de guardar-nos o coração e iluminar-nos o raciocínio, hoje como ontem, agora quanto sempre." (Batuíra)



Fraternalmente Amigos
 
“Finalmente sede todos de igual sentimento, compassivos, amando os irmãos,
entranhavelmente misericordiosos e afáveis.” – Pedro. (I PEDRO, 3:8.)
 
 

 

Que a experiência te conferiu degrau diverso na interpretação da vida, pode não haver qualquer dúvida.

Amadureceste o raciocínio e percebes determinados aspectos da realidade que os circunstantes ainda não conseguem assinalar.

Estudaste, conquistando títulos de que, por enquanto muita gente não dispõe.

Ouviste a ciência e alcançaste visões renovadoras, presentemente defesas a quantos não senhorearam oportunidades iguais às tuas.

Viajaste anotando problemas que muitos dos melhores amigos estão distantes de conhecer.

Sofreste, aprendendo lições, por agora inapreensíveis pelos companheiros acomodados a inocentes enganos da retaguarda.

Trabalhaste e adquiriste habilitações que os próprios familiares gastarão muito tempo para atingir.

Decerto que a tua posição é inconfundível, tanto quanto o lugar do próximo é caracteristicamente individual; entretanto, seja qual seja a condição em que te encontres, podes estender os braços, unindo-te aos semelhantes, através da compreensão e do auxílio mútuo.

O apóstolo não nos diz: “sede todos da mesma altura”, mas sim: “sede todos fraternalmente unidos”. Não nos exige, pois, o Evangelho venhamos a ser censores ou escravos uns dos outros, e, sim, nos exorta a que sejamos irmãos.




Do livro Palavras de Vida Eterna. Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 


sexta-feira, 22 de março de 2013

"Todas as vitórias da criatura são frutos substanciosos da perseverança. Perseverando na edificação do progresso, mentes e corações, sem cessar, renovam os itinerários da própria vida. O estudante incipiente chega a ser o erudito professor. O curioso bisonho transforma-se no artífice genial. A alma inexperiente atinge a angelitude. Dar-se-ia constituir o triunfo evolutivo um hino perene à constância no aprendizado. Sem firmeza e tenacidade, a teoria do projeto jamais deixará o sonho do vir-a-ser... Por esse motivo, compete-nos recordar a necessidade imperiosa da perseverança desde os mínimos cometimentos até às realizações mais expressivas do bem para atingirmos o êxito duradouro. Sem a chama da perseverança, a educação não pode patrocinar a iluminação das consciências; a edificação assistencial não surge na face planetária qual farol benfazejo asilando os náufragos da viagem terrena, e o “homem de hoje” para maiores conquistas do “homem de amanhã”. Se almejares superar a ti mesmo, recorda a firme inflexão da voz do Cristo Excelso: - “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Asila-te na fortaleza da fé viva, lembrando que os transes que te visitam, por mais profundos e desconcertantes têm limites justos e naturais, e que nos cabe o dever de servir, confiar e esperar, para nossa própria felicidade, aqui e agora, hoje, amanhã e sempre." (Emmanuel)


 
Pensa um Pouco

“As obras que eu faço em nome de meu Pai,
essas testificam de mim.” – Jesus. (João, 10:25).

 
 

É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
 
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.

Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.

A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-se as dificuldades e impedimentos?

O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildade e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.

Que mais deseja? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.


 

Autor Emmanuel
Pão Nosso – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Ed.: FEB
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

"A família consangüínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se enriquecem de paciência, renúncia e boa vontade. Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a esfera superior aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, a fim de restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para frente. Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos. Se for pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa. Os filhos são comparáveis a “tratos de terra espiritual” que devolverás, invariavelmente, à Espiritualidade na pauta da sementeira que lhes ofertes. Se for filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações quando te parecem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região agora menos burilada e menos atendida. O companheiro mais idoso, em toda parte, é o espelho do teu próprio futuro. Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância, para que a experiência em família não se te desapareça no tempo, sem proveito para o grande caminho. Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos. Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício dos irmãos de tarefa ou de lar, debaldes se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece. Cultiva o trabalho, o silêncio e a generosidade e conquistarás o respeito, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo. Se não praticas o grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz, no culto do Evangelho. Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas. Procura atender e auxiliar a todos em casa para que todos em casa te entendam e auxiliem na solução dos problemas do cotidiano. O lar é o porto de onde a alma se retira para Além do Mundo e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas. Procura o Evangelho com todos ou sozinho. Recorda que todo dia é dia de começar." (Emmanuel)



Familiares Queridos


 
Em nos reportando a familiares queridos, observa que, da quota de tempo que já despendeste em ansiedade, na existência, talvez que a maior parcela terá sido gasta com preocupações em torno deles.

Pais, filhos, conjugues, irmãos, tutelados e companheiros!... Muitos dentre eles andarão em problemas... Ameaçados. Menos felizes. Terão sofrido tentações e jazem desorientados, suportando prejuízos, e acham-se atormentados por aflição e desânimo. À vista de provas atravessadas, provávelmente evidenciem alterações de comportamento e, por vezes, haver-se-ão internado em erros e labirintos, cujos meandros obscuros levarão tempo a superar...

Nesses lances críticos da experiência comum, perguntas habitualmente a ti mesmo : “Que fazer para auxiliá-los'”

Antes de tudo, convence-te de que não será lamentando ou acusando que te farás útil, nem tampouco largando as próprias obrigações, a fim de seguir-lhes os passos, no desaconselhável tentame de arrebatá-los às lutas edificantes de que necessitam. No esforço de ajudá-los, lembremos nós mesmos quando situados em certas encruzilhadas do mundo, reconhecendo que raras vezes teremos seguido os avisos nobres com que alguém nos tenha brindado. Rememore-mos as ocasiões em que teremos arquivado pareceres dignos e silenciado ante as apreensões de almas queridas, sem absolutamente deixar de lado as inclinações e propósitos que nos induziam para determinados tipos de aventura ou de ação inconveniente.

Quando devas tolerar longos períodos de ausência dos seres amados, por haverem escolhido caminhos de que não possas compartilhar, recorda que eles estão procurando a realização de si próprios. Ao invés de estranheza ou censura, dá-lhes o valioso apoio de tua compreensão e de tua bênção. Podes, além disso, auxiliá-los, através da oração, permanecendo em paz e amando-os sempre, na certeza de que a Bondade de Deus, que te guia e te envolve, envolve e guia a todos eles também.



 
Emmanuel
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

"Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos. Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser. A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar. A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila. Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém. Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz. Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade. Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova. Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim." (André Luiz)




Feliz coração


 
Alma fraterna, escuta:
Se podes atender,
Mesmo imperfeitamente,
À tarefa que a vida te confia,
Rende graças a Deus!...
Se alguma alfinetada te aguilhoa,
Se alguma prova sobrevém,
Auxilia, perdoa
E prossegue no rumo
Que o caminho te aponte para o bem...
Lembra: quantos irmãos, ainda hoje,
Clamam desesperados,
Sob a luta sombria
Dos que se entregam à revolta,
Enceguecidos pela rebeldia!...
Quantos jazem no leito,
Situando na morte a última esperança...
Quantos caem, aos gritos do remorso,
Na delinqüência que os arrasa...
Quantos choram, em vão,
As horas que perderam!...
Recorda tanta gente,
Em pranto, junto a nós,
E nem pela fração de um só momento,
Não te queixes de mágoa ou sofrimento...
Ergue-te de ti mesmo
E busquemos agir
Para estender o bem ao nosso alcance.
Se podes trabalhar
Não fales de amargor,
Desengano, tristeza ou cicatriz,
Porque, servindo aos outros por amor,
Já tens, por Dom de Deus, coração feliz.


 
Meimei
Psicografia de Chico Xavier - Livro: Deus Aguarda
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 19 de março de 2013

"Quem apenas discute, perde muita vez, as melhores oportunidades de construir para o Bem. Quem somente instrui o cérebro, aperfeiçoando as maneiras da criatura ou embelezando aspectos exteriores da luta, naturalmente encontrará, em muitas ocasiões, enigmas desconcertantes nos problemas sentimentais. Entretanto, aquele que aprende com a Vida Superior, educa sempre em todos os lugares e circunstâncias. Assim nos expressamos porque a verdadeira educação estabelece os seus fundamentos na alma, somente quando a alma desperta para a grandeza da Criação e algo pergunta acerca dos seus próprios destinos. E, para acordarmos interrogações edificantes nos outros, é imprescindível a conduta enobrecida, que converte a luta e a dor, o obstáculo e a sombra em motivos de Sublimação para a Imortalidade. A palavra ornamentada, o verbo comovente, a página emocionante e os variados carros de triunfo em que o poder transitório ou a evanescente ilusão se ostentam na Terra não tocam o espírito em suas fibras mais sensíveis e mais profundas. É preciso falar para os outros a linguagem inarticulada do exemplo que flui pelas atitudes e decisões, pelos gestos de fraternidade e pelas mãos operosas, porque o Homem Eterno somente percebe a oração dos atos para cogitar da Eternidade que é nosso patrimônio comum. Na cruzada de redenção pelo amor e pelo serviço em que nos empenhamos, não podemos esquecer a doutrinação instrutiva ou santificante, em todas as fases da boa luta a que fomos chamados, mas, se estamos interessados na vitória substancial do Bem, não olvidemos que se faz necessária a consagração de nós mesmos ao esclarecimento geral para que o próximo encontre em nós mesmos a leitura silenciosa e imediata dos princípios que nos propomos ensinar. Afeiçoemo-nos ao mestre, que se ofereceu para a elevação de todos, convencidos de que, plasmando em nós quanto aprendemos d’Ele, transformamos a nossa existência em livro divino, não somente para nós, mas para a humanidade inteira." (Emmanuel)


Cada dia


 

Cada manhã na Terra é uma pagina em branco de que dispões no livro da vida, para fazer os melhores exercícios e testemunhos de elevação e bondade.

Não olvides que cada pessoa a cruzar-te o passo, na trilha das horas, é uma oportunidade de construção espiritual.

Seja qual seja o motivo para desafeto, cultiva compreensão e amizade, observando que todo favor que possas prestar a benefício de alguém é uma chave que fabricas para a solução de teus problemas futuros.

Por mais claras as razões que justifiquem esse ou aquele comentário infeliz, procura encaixar uma frase edificante no círculo das palavras rudes que estejam sendo pronunciadas.

Por muito que um companheiro te haja ofendido, não lhe negues tolerância e abençoa-o com as tuas preces e gestos de auxílio, na convicção de que estas, com isso, levantando dispositivos de proteção a ti mesmo,

Na atividade em que te encontres, faze mais que o dever, porquanto o serviço extra, espontâneo e sem recompensa, em toda situação, será sempre a tua mais alta pregação de virtude.

Repousa quando necessário, mas não transformes descanso em ócio vazio.

Começa de casa a execução dos conselhos salutares que ofereces ao próximo, aprendendo que é impossível ajudar a Humanidade quando não saibamos entender e amparar algumas poucas pessoas, entre os limites da parentela.

Alia ação e oração, sustentando a felicidade dos outros, como queremos que Deus nos concretize a própria felicidade.

Quando o dia termine, agradece ao Senhor a ventura de haver engastado mais uma pérola do tempo em teu colar de realizações, e, cerrando os olhos para o justo refazimento, guarda por teu maior prêmio a consciência tranqüila, com a invariável disposição de viver, cada dia, reconhecendo que tudo na vida depende inteiramente de Deus, mas na certeza de que o trabalho em tuas mãos depende unicamente de ti.


 

Emmanuel
Do livro Passos da Vida. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

"Evite as preocupações desnecessárias, reconhecendo que certos acontecimentos da vida, qual ocorre com o dia e a noite, surgirão sem qualquer interferência nossa. A cordialidade para com todos lhe fará base na sustentação da própria harmonia, porquanto a cordialidade dos outros é ingrediente muito importante na aquisição da paz que procuras. Cultiva a bondade e o pensamento reto; no entanto, porque já possas fazer isso, não menosprezes aqueles que se te afiguram errados, de vez que, provavelmente, em futuro próximo, terão galgado um grau de elevação que despenderás talvez muito tempo para alcançar. Ilumina-te com a verdade, distribuindo-a em veículos de amor; entretanto, não lhe uses o clarão para destacar as chagas alheias, porque o Poder Supremo que te auxiliou caridosamente a obter mais luz, saberá dissipar as sombras nas quais, porventura, ainda se envolvam muitos de nossos irmãos. Desculpa sempre, sejam as ofensas como forem, refletindo nas faltas e débitos em que temos sido infinitamente perdoados. Corrige amando, onde anotes a presença do erro, aproveitando o exemplo do cirurgião que não corta além da necessidade de preservar a vida. Valoriza o teu lugar de trabalho, por mais ínfimo que te pareça, nele rendendo o máximo de bem ao teu alcance, entendendo que o mar não substitui a fonte, e a fonte, que não pára no próprio curso, chegará, inevitavelmente, à imensidade do mar. Auxilia, educando aos que te reclamem amparo, de modo que a suposta auto-suficiência não te esfrie o coração e de maneira que a tua generosidade em descontrole possível não cronifique a servidão e a dependência. Ama com todas as forças do sentimento; contudo, não exijas a retribuição dos entes queridos, de vez que amar igualmente significa compreender, e muitos daqueles que amamos devem carinho e abnegação a outros seres, a fim de se realizar na plenitude do amor que aspiramos a alcançar, em auxílio a nós mesmos. Não permitas que desilusões e provas te impeçam de trabalhar, porquanto a Divina Providência, em qualquer ocorrência difícil, nunca te faltará com os recursos precisos, em matéria de amor e de apoio material, para que não te omitas nos encargos que te competem. E, ainda mesmo quando te acredites sob proteção imbatível, no que se refira a disponibilidades terrestres, trabalha sempre, porque ninguém vence os caminhos de acesso à felicidade quando não se decida a servir e mais servir." (Emmanuel)


 
Anotando Sinceramente
 
 
Se meditares sinceramente nas provas que já venceste, nos problemas que já atravessaste, nas dores que já esqueceste e nos obstáculos que, muitas vezes já contornaste sem maior esforço de tua parte, reconhecerás que o amparo de Deus esteve e está contigo em todos os momentos, aprendendo a cooperar mais em favor da paz em ti mesmo, consolidando a fé na Providência Divina, que nunca nos desampara.
 


Emmanuel
Livro Material de Construção.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 
 

sábado, 16 de março de 2013

"Lembra-te que Deus atende aos homens por intermédio das próprias criaturas e faze da gentileza uma prece constante, através da qual a Celeste Bondade se manifeste. Muitos recorrem à Providência Divina, entre a revolta e o pessimismo, olvidando a necessidade de compreensão para que o bem se exprima em dons de reconforto, ao redor dos próprios passos, esparzindo a esperança, a fim de que o coração se mantenha preparado, à frente das bênçãos que se propõe a recolher. Ninguém na Terra é tão bom que possa proclamar-se plenamente liberto do mal e ninguém é tão mau que não possa fazer algum bem nas dificuldades do caminho... Nos maiores delinqüentes há sempre um filho de Deus, transviado ou adormecido, aguardando o toque do amor de alguém, para tornar à trilha certa. Sê compassivo e atrairás a bondade! Sê amigo do próximo e a amizade do próximo virá ao teu encontro. O carinho fraterno é uma fonte de bênçãos a deslizar no chão duro da rotina ou da indiferença, dessedentando as almas sequiosas que passam. Realmente, é sempre uma afirmação de fé a nossa rogativa verbal ao Todo Misericordioso e a prece sentida é energizante em nosso próprio espírito, erguendo-nos para os cimos da existência. O Senhor, no entanto, espera igualmente que nos façamos bons de uns para com os outros, assim como exigimos seja Ele para nós o benfeitor infatigável e incessante. Não te esqueças de que o Mestre nos espera ao lado das próprias criaturas que caminham conosco, a fim de auxiliar-nos. Sejamos, devotos da cortesia e da afabilidade, em todos os instantes, para que não aconteça venhamos a dizer, depois da oportunidade perdida: – “Efetivamente, o Senhor estava junto de mim, mas, não pude senti-lo”. Porque, em verdade, pelos fios invisíveis do amor, o Divino Mestre permanece constantemente entrosado à nossa própria vida." (Emmanuel)

Gesto anônimo


 
Quase sempre quando realizamos algum ato de bondade, esperamos por gratidão. Desejamos que alguém reconheça o nosso ato, que ao menos alguém tenha observado e percebido nosso gesto nobre.
 
Ou, então, em nossa ânsia de ajudar alguém, deixamos de perceber como a nossa dádiva pode ser embaraçosa para uma pessoa sensível. Ou, ainda, como pode parecer pesado para quem recebe, o dever da gratidão.
 
Dar é um ato de sabedoria. Um escritor inglês fala de uma família mais ou menos próspera, que conheceu certa vez.
 
Uma tia sua, já idosa, vivia com poucos recursos e, por isso mesmo, com dificuldades. Mas ela alimentava verdadeiro horror a qualquer coisa que pudesse lhe parecer caridade.
 
Quando soube, através de um advogado, que a tia pobre e orgulhosa havia herdado uma pequena herança de um primo distante, em verdade somente algumas libras que seriam gastas em pouco tempo, arranjou secretamente com o advogado para que fosse adicionado à herança um capital considerável que ele mesmo providenciou.
 
Assim se fez e a tia viveu confortavelmente, sem jamais suspeitar do que fizera aquele bondoso sobrinho.
 
Em realidade, dentro do círculo familiar encontramos, por vezes, inúmeras oportunidades de auxílio oculto.
 
Conta-se o caso de um tal Sr. Hubert que encontrou uma excelente solução para um constrangedor problema de família.
 
O pai, que com ele morava, havia sido famoso por suas esculturas em madeira. Com a idade, muita da sua habilidade se perdera.
 
Assim, o ancião ia freqüentemente dormir com o coração partido por constatar que não conseguia esculpir como antes.
 
Pois o Sr. Hubert teve a idéia de levantar-se à noite, enquanto o pai dormia, para retocar o trabalho que aquele fazia durante o dia.
 
Com golpes hábeis, corrigia os defeitos. Pela manhã, quando o velho pai se levantava e olhava o trabalho, dizia satisfeito:
Nada mau! Nada mau! Ainda vou fazer alguma coisa muito bonita disto aqui.
 
Em determinado pais europeu existe uma maternidade com uma ala especial para mães solteiras. Todas as vezes que ali nasce um bebê de uma dessas moças, chega um grande ramalhete de flores.
 
Com ele, vem somente uma mensagem: “de alguém que compreende.”
 
Durante anos centenas de moças, se sentindo abandonadas e desesperadamente sós, têm encontrado esperança, alento para uma nova vida, simplesmente, por este ato de solicitude de uma criatura anônima, jamais identificada.
 
A dádiva secreta nem precisa ser muito cara ou requerer muito tempo. Exige apenas percepção aguda e um coração que compreenda.
 
Um certo médico, sabendo que um dos seus pacientes precisava muito de um medicamento caro, acima de suas posses, arranjou para que uma firma atacadista de produtos farmacêuticos enviasse o remédio necessário com uma etiqueta de “amostra grátis” colada no rótulo, enquanto ele mesmo, naturalmente, custeava tudo.
 
Tais criaturas que assim procedem entenderam muito bem o que nosso mestre e modelo, Jesus, ensinou: “não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita...”
 
***
 
Muita gente lamenta não poder fazer todo o bem que desejaria, por falta de recursos suficientes.
 
Mas com Jesus aprendemos que, quem deseja verdadeiramente ser útil a seus irmãos, encontrará sempre o meio de realizar o seu desejo.
 
Quem existe que não possa doar do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso para o seu próximo? Esta é a dádiva maior, a que podemos considerar preciosa como o óbolo da viúva de que nos fala o evangelho de Jesus.
 


 
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir da obra Remotos Cânticos de Belém, de autoria de Wallace Leal Rodrigues, cap. Dez horas, e em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 6.