quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." - Jesus. (MATEUS, capítulo 5, versículo 14.) ......"O Evangelho está repleto de amorosos convites para que os homens se edifiquem no exemplo do Senhor. Nem sempre os seguidores do Cristo compreendem esse grande imperativo da iluminação própria, em favor da harmonia na obra a realizar. Esmagadora percentagem de aprendizes, antes de tudo, permanece atenta à edificação dos outros, menosprezando o ensejo de alcançar os bens supremos para si. Naturalmente, é muito difícil encontrar a oportunidade entre gratificações da existência humana, porqüanto o recurso bendito de iluminação se esconde, muitas vezes, nos obstáculos, perplexidades e sombras do caminho. O Mestre foi muito claro em sua exposição. Para que os discípulos sejam a luz do mundo, simbolizarão cidades edificadas sobre a montanha, onde nunca se ocultem. A fim de que o operário de Jesus funcione como expressão de claridade na vida, é indispensável que se eleve ao monte da exemplificação, apesar das dificuldades da subida angustiosa, apresentando-se a todos na categoria de construção cristã. Tal cometimento é imperecível. O vaivém das paixões não derruba a edificação dessa natureza, as pedradas deixam-na intacta e, se alguém a dilacera, seus fragmentos constituem a continuidade da luz, em sublime rastilho, por toda parte, porque foi assim que os primeiros mártires do Cristianismo semearam a fé." (Emmanuel)



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O pássaro que desbota quando preso


 
 
Temos em nossa fauna um pássaro especial. É o tié-sangue.
 
É avistado próximo às restingas, capoeiras e beiras de mata do litoral do Brasil.
 
Suas asas são vermelhas como o sangue, por isso ganhou esse nome. Possui a cauda negra e uma linda mancha branca no bico.
 
As lindas cores do tié-sangue atraem os criadores, mas é impossível apreciar sua beleza em cativeiro, visto que ele fica com uma cor pálida, alaranjada, desbotada.
 
Pois, entre a variedade dos frutos de que o passarinho se alimenta, há alguns que contém um pigmento de nome astaxantina, que mantêm sua coloração.
 
A beleza do tiê está na proporção de sua liberdade. Quanto mais livre, mais belo.
 
Nesse aspecto, o ser humano se parece muito com o tiê. Precisa estar livre para ser belo, para ser feliz.
 
Precisa alçar vôos com o pensamento, nutrir-se de idéias e sentimentos, interrelacionar-se com os outros e com o cosmos.
 
Necessita conhecer as verdades do universo, bem como as que estão em sua intimidade espiritual.
 
O jovem, em especial, que tem tanta sede de liberdade, muitas vezes se deixa aprisionar pelos vícios de variada ordem, enfraquecendo e tornando-se pálida sombra que caminha a passos largos para a derrota.
 
Jovens que deveriam mostrar suas cores e virtudes individuais, deixam-se levar pela falsa necessidade de se confundir com o grupo, caindo no cativeiro infeliz forjado pelas mídias e pela opinião dos outros.
 
Quem se deixa conduzir pelos modismos, pelas idéias medíocres que tentam fazer do jovem um ser sem vontade própria, é como um pássaro que empalidece, desbota, muda de cor, perde o brilho.
 
Mas os efeitos desse tipo de cativeiro não são apenas na aparência externa. O prisioneiro dos vícios perde a alegria de viver, perde a saúde, perde a esperança.

 
E o jovem, tal qual o tiê-sangue, precisa voar alto, mas com a mente arejada pelas idéias saudáveis da confiança no criador do universo, nas leis soberanas que regem a vida.
 
Jesus afirmou: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
 
Na verdade divina reside a plena libertação. E como sabemos que as leis divinas estão em nós, esculpidas em nossa consciência, podemos, em esforço próprio, começar a buscar a compreensão delas nos auto-analisando, nos auto-conhecendo.
 
Compreendendo os desígnios divinos que nos convidam à melhor ação saberemos como interagir com a realidade que nos rodeia.
 
Confrontando nosso cotidiano com as leis da vida transformaremos nosso modo de ser e de agir, influenciando, positivamente, o meio em que vivemos.
 
***
 
Jovem, conhece-te a ti mesmo e voa no rumo da tua própria liberdade.
 
Voa sem peias, alimentando-te de nobres sentimentos, de experiências saudáveis, de práticas caridosas, a fim de manter tua cor bela e atrativa, não te deixando aprisionar pela ignorância, que te faria empalidecer ou desbotar.
 
Sê como o tiê-sangue, livre e belo, nas andanças das múltiplas existências.
 
Mas não esqueças da responsabilidade necessária para que, verdadeiramente, se instaure a liberdade em tua vida.
 
E lembra-te sempre de que a tua beleza está na proporção da tua real liberdade.
 
Quanto mais livre, mais belo.

 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 14 do livro Cartas ao jovem Espírita, de Cristian Macedo.
 
 
 
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Com estima e apreço,
Myrna.