quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Lamentar-se por quê?... Aprender sempre, sim. Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz. Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos. Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades. A humildade é um anjo mudo. Tanto menos você necessite, mais terá. Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor. Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer. O tempo é ouro, mas o serviço é luz. Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós. Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho. A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação." (André Luiz)



O mesmo caminho

 
Deus é pleno de misericórdia para com Seus filhos.

A todos faculta incontáveis experiências, a fim de que se aperfeiçoem e se enriqueçam dos mais variados dons.

Entretanto, os homens, com frequência, dizem faltar em suas vidas elementos indispensáveis à felicidade.

Um reclama da ausência de uma companheira amorosa e digna.

Outro brada porque enfrenta problemas profissionais.

Há quem se ressinta da falta de saúde.

Um terceiro clama aos céus porque seus filhos são desequilibrados.

Parece haver um descompasso entre a amorosa e rica Providência do Pai Celeste e a carência experimentada por Seus filhos.

Contudo, a ordem universal não é feita de regalias e privilégios.

Os recursos são amorosamente distribuídos no intuito do progresso.

Quem os recebe fica na condição de depositário e precisa prestar contas do uso que deles faz.

Talentos não podem ser enterrados, a denotar preguiça de quem os recebe.
Com maior razão, não devem receber uso pervertido.

Todo Espírito é paulatinamente cumulado de dons, para que os utilize com dignidade.

O uso digno sempre implica o progresso próprio e alheio.

Quem se permite atitudes indignas ou levianas arca com as consequências.

Para aprender a valorizar o tesouro desperdiçado, experimenta a sua falta.

Assim, o homem que hoje se ressente da ausência de uma esposa digna não deve se imaginar vítima do acaso.

Talvez ainda ontem ele tenha sido o marido infiel de uma grande mulher.

Provavelmente, a alma enobrecida o perdoou e seguiu em frente.

Mas ele se vinculou a quem foi sua cúmplice no adultério.

Hoje sonha com uma figura digna de mulher, que não está mais presente.

O enfermo crônico lamenta a ausência de saúde.

Contudo, no passado pode ter desperdiçado a ventura de um organismo físico perfeito e vigoroso.

Pôs a perder a saúde em vícios e noitadas e agora tem a oportunidade de perceber o tesouro que é um corpo sadio.

O mau rico de ontem renasce hoje na miséria.

O político corrupto do pretérito experimenta agruras por falta de serviços públicos essenciais, na região pobre em que renasceu.

Não se trata de castigo, mas de justiça e responsabilidade.

Na rota evolutiva, o Espírito trilha várias vezes o mesmo caminho e o encontra conforme o haja deixado.

Ciente disso, cesse de reclamar pelas dificuldades de sua vida.

Lembre-se de que, hoje pode sofrer a ausência de algo importante que teve no passado e não valorizou.

Viva com dignidade o momento presente e trate de merecer o retorno do tesouro que jogou fora.

Cuide muito bem do caminho que agora trilha, para encontrá-lo florido na próxima jornada que empreender.


 
Redação do Momento Espírita.
 
 

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Myrna.