quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"Assunto importante nas áreas da paciência, a cura da impaciência que freqüentemente alimentamos a detrimento de nós próprios. Se somarmos os dias e os minutos que sacamos nos créditos do tempo, a fim de acalentar irritação contra nós mesmos, verificaremos que o desespero manifesto ou imanifesto se nos erige na existência em fator de dilapidação, desencadeando enfermidade ou desequilíbrio, desastre ou morte prematura. E não só no setor de prejuízo pessoal que o tema nos merece reflexão. A intemperança mental, ä frente de nossas fraquezas ou desacertos, gera nos outros azedume ou desânimo, tristeza ou prevenção, estragando-lhes a vida. Nas horas que nos conscientizamos, acerca dos erros que nos sejam próprios, acalmemo-nos para pensar, ao invés de lastimar-nos sem proveito. Registrar as nossas falhas, diligenciando saná-las ou suprimi-las, de vez que, menosprezando responsabilidades e compromissos, menosprezamos a nós mesmos. Devemos examinar-nos com paciência e coragem que nos induzam a melhoria. Teremos errado, fracassado, destruído recursos ou sofrido ilusões e desilusões. Queixa inútil ou autopiedade, porém, não edificam. Reconheçamos com sinceridade os obstáculos, mutilações morais, conflitos e deficiências que ainda nos caracterizam o modo de ser o que comente nos fazem cair no chão do arrependimento. Entretanto, não nos permitamos permanecer estirados em angústia vazia e, sim, compreendendo os tesouros do tempo de que a Divina Providência nos enriqueceu, procuremos reerguer-nos, trabalhar, corrigir-nos e burilar-nos, tantas vezes quantas se nos façam necessárias, porque a impaciência, de qualquer modo, de nada nos serve e nem ajuda a ninguém." (Emmanuel)

Quarta Feira
Dominando os impulsos negativos

 
 
Você se considera uma pessoa capaz de controlar seus impulsos negativos?
De certa forma, os seres racionais possuem meios de dominar os sentimentos negativos, mas, de ordinário, nem todos o fazem.
Aristóteles, um dos grandes sábios da antigüidade, disse, com muita propriedade: qualquer um pode ficar zangado - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na intensidade correta, no momento adequado, pelos motivos justos e da maneira mais apropriada - isto não é fácil.
Salvo as raras e felizes exceções, não costumamos controlar, racionalmente, os impulsos negativos que brotam da nossa intimidade nos momentos de ira.
É muito comum, quando nos sentimos acuados, perdermos totalmente o controle das emoções e investirmos contra a primeira pessoa que tenha a infelicidade de cruzar o nosso caminho naquele momento.
Não passa pela nossa mente, turbada pela ira, que aquela pessoa não é responsável pela nossa desdita, e a agredimos com palavras ácidas.
Isso é muito comum acontecer com os pais em relação aos filhos. Se estamos nervosos ou cansados e a criança se aproxima para nos pedir algo ou fazer alguma pergunta, despejamos sobre ela todo o fel que estava engasgado.
E o pior é que, junto com as palavras, vão as nossas vibrações desequilibradas, que atingem os pequenos como uma bomba tóxica.
Não raro, as crianças absorvem essas vibrações e acabam enfermando.
De outras vezes, mesmo que não lhes falemos nada, elas sentem nossas emoções descontroladas e passam a apresentar sintomas de nervosismo e irritação.
Ademais, os profissionais da área já alertaram para os malefícios que a ira causa a quem a agasalha na intimidade.
Pessoas que se irritam com facilidade ou se deixam corroer pelo ódio, pelo rancor, não raro desenvolvem cânceres variados.
Assim sendo, vale a pena investirmos um pouco mais na educação dos nossos impulsos, para nosso próprio bem.
Seres racionais que somos, devemos ponderar, antes de qualquer explosão, se estamos nos zangando com a pessoa certa.
Se a intensidade da nossa ira está correta. Se o momento é adequado. Se os motivos são justos, e se a maneira é apropriada ou não.
Algumas pessoas dirão: "mas na hora da raiva a gente não pensa, por isso, não é fácil."
E não estamos dizendo que é fácil, mas afirmamos que é possível, basta um pouco de vontade.
Se fizermos uso da nossa razão antes de nos deixarmos tomar pela ira, certamente concluiremos que a atitude mais sábia é a de mantermos a calma, sempre.
***
Preparar a mente para as ações nobres requer disciplina e vontade firme.
E para que possamos assumir o controle das nossas emoções é preciso alimentar a mente com idéias saudáveis, e isso só se dá pelo conhecimento.
Estamos na Terra para evoluir, e Deus nos oferece os desafios para que os superemos com sabedoria.
Nossa posição social, obstáculos econômicos, compromissos familiares e profissionais, são lições importantes para o nosso crescimento pessoal.
Por isso, devemos estar atentos para fazer o melhor em todas as ocasiões, sempre amparados pela razão e o bom senso.


 
Redação do Momento Espírita
Quarta Feira

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