quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Se refletirmos na Terra, diante daqueles que, porventura nos ofendam, que todos eles, tanto quanto nós, estão igualmente fiscalizados pela lei de causa e efeito, na bica de serem também feridos nos espinheiros da experiência; ameaçados pelo guante invisível de provações dolorosas; rodeados de obstáculos que demoram a perceber; seguidos pelas tribulações e lutas que lhes esperam no mundo os entes amados; marcados por enfermidades potenciais que acabarão talvez por exigir-lhes cuidados de sacrifício; anotados para situações aflitivas que a existência nos apresenta a cada dia, por testes de melhoria em tempo determinado; cercados pelas dificuldades que enxameiam no caminho de todos; observados para transformações e mudanças que lhes visitarão a estrada, inevitavelmente, com vistas ao burilamento próprio, qual acontece a nós mesmos. Se entendermos que os nossos prováveis ofensores jazem expostos, tanto quanto nós, às lutas e sofrimentos de que todos necessitamos no auto-aperfeiçoamento, decerto que só lhes responderíamos aos golpes, que nos venham a desferir, com bondade e compreensão, amor e tolerância e nem mesmo perderíamos um só minuto, com desencanto e lamentação, de vez que, para educar o coração, todos nos achamos matriculados na escola da vida e para reparar nossos erros e falhas dentro dela em qualquer situação, bastar-nos-á unicamente viver." (Emmanuel)

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A arte de raciocinar


 
Raciocinar é uma arte que merece uma reflexão mais detida por parte de todos nós.
Mas, e o que é raciocinar?
Segundo os dicionários, raciocinar é fazer uso da razão para conhecer, para julgar da relação das coisas; ponderar; pensar.
De maneira geral nós estamos raciocinando a maior parte do tempo pois pensamos, fazemos cálculos, tiramos conclusões.
Todavia, quando se trata de tomar decisões em nossas ações diárias, parece que nossa capacidade de raciocinar fica prejudicada ou é abafada pelo egoísmo.
Quando estamos no trânsito, por exemplo, e há um veículo atravessado na rua, cujo motorista espera que alguém lhe dê a vez para poder seguir, a razão diz que se o deixarmos passar o tráfego fluirá melhor, beneficiando a todos. Mas, geralmente, não é essa a nossa decisão.
Quando passamos por um lugar onde houve um acidente e a aglomeração de pessoas está grande, ao invés de ouvirmos os apelos da razão para seguir em frente e não atrapalhar, as mais das vezes nos juntamos à multidão só para satisfazer a curiosidade e julgar a ocorrência sem conhecimento de causa.
Se vamos assistir a um espetáculo, um evento qualquer, o bom senso nos adverte que o melhor é ocupar os lugares mais distantes dos corredores, para facilitar a entrada dos que chegarão depois.
Mas o que acontece, geralmente, é que nos sentamos nas primeiras cadeiras e quem chegar depois que passe nos espaços apertados que deixamos. E, por vezes, ainda reclamamos pelo fato de ter que encolher as pernas para que os outros passem.
Outra situação bastante despropositada é a das mães ou pais com crianças pequenas que ocupam lugares de difícil acesso.
Se for um evento em que se faz necessário o silêncio, quando os pequenos começam a chorar ou gritar, esses pais perturbam metade da plateia até chegarem às portas de saída.
Todas essas situações poderiam ser evitadas se usássemos a arte de raciocinar, tomando sempre as decisões mais racionais.
Nas questões emocionais, o raciocínio sempre é bom conselheiro mas, o que acontece amiúde, é que não lhe damos ouvidos, preferindo agir como os irracionais.
Se necessitamos chamar a atenção de um filho ou outro familiar, por exemplo, e percebemos que esse chega nervoso, irritado, a razão nos aconselha deixar para outro momento mas, infelizmente, nem sempre a ouvimos e despejamos sobre ele uma enxurrada de palavras ásperas, agravando a situação.
Se o namorado ou namorada nos diz que já não somos mais o amor da sua vida, a razão pede que nos afastemos mas, nem sempre é assim que agimos. E é por esse motivo que muitos crimes passionais são cometidos.
Vale a pena prestar mais atenção nessa faculdade bendita que Deus nos deu, chamada razão.
Se lhe déssemos ouvidos, aliando-a ao sentimento, por certo evitaríamos muitos males, tanto para nós quanto para os outros.
* * *
Quando suas vistas contemplarem as densas nuvens cinzentas que pairam há apenas alguns metros de altura, ouça com atenção a voz da razão a lhe dizer, com toda segurança que logo acima brilha o Sol, soberano, que vencerá as trevas em pouco tempo.
Pense nisso!


 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 02.05.2011.
 
 

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Um comentário:

Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.