segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"Enquanto na Terra, muito raramente, pensamos na dor na condição de recurso educativo. Em nosso egoísmo, interpretamos qualquer sofrimento por equação da lei de causa e efeito, como se não tivéssemos necessidade de experiências e lições. Entretanto, sem disciplina, que muitos aprendizes consideram sacrifício ou flagelação, que seria da escola? Sem o progresso da cirurgia para cortar o tecido enfermo, como prolongar a vida no corpo doente, quando a possibilidade da sobrevivência aparece? Se não atravessássemos essa ou aquela moléstia de trato difícil, provavelmente não entenderíamos a linguagem atormentada de irmãos doentes outros, quando nos reclamam paciência e carinho. Se não sofrêssemos no mundo a perda de um ente amado, ante as exigências da morte física, e talvez ignorássemos a maneira de reconfortar os amigos que se reconhecem esmagados de pranto, quando a morte lhes visita os recessos do lar. Embora reconheçamos que ninguém necessita cair, a fim de aprender a estar de pé, muitos irmãos nossos se manteriam de coração frio e orgulhoso, diante dos companheiros tombados em erro ou delinqüência, se também eles não resvalassem no chão de quedas desastrosas, com o que adoçam a própria alma, entendendo quanto doem as feridas do remorso e os aguaceiros de lágrimas, no espírito dos irmãos necessitados de reequilíbrio, a pedirem tolerância e respeito. Se até agora não carregaste feridas de decepção que te marcaram a alma; se não suportaste ainda injúrias e agravos; se desconheces quanto nos amargam as conseqüências de uma falta cometida; se não passaste ainda pela necessidade de pedir o perdão de alguém por algum erro pelo qual te observas responsável; e não sabes até agora quanto custa a passagem por estradas de pedregulho e fel, trabalhando e servindo sempre, sem levar em conta os teus próprios sofrimentos; se, em suma, tiveres vivido, até hoje, sem contato com tribulações e dificuldades, que se fazem valiosas lições humanas, talvez que a tua elevação, por mais rica de palavras e por mais lindamente decorada de gestos felizes, nos dias de exame que chegam inevitavelmente para cada um de nós, através das provas necessárias, não passe de simples ingenuidade." (Emmanuel)



Boa Semana
A semente e o fruto

 
 
A natureza sempre nos oferece grandes e belos ensinamentos, basta que prestemos atenção nos mínimos detalhes.
É o caso, por exemplo, da semente e do fruto.
E quando falamos em semente e fruto, logo nos vem à mente a germinação das sementes de trigo, milho, feijão, entre outras.
Mas não são só essas sementes que nascem e frutificam. As sementes do bem e do mal que espalhamos germinam também com toda certeza e precisão.
Há sementes de germinação rápida, como a da couve, por exemplo, e há outras de germinação lenta, como a do carvalho.
Todas, porém, nascem, crescem e dão fruto em seu devido tempo.
O mesmo acontece com a sementeira do bem e do mal. Algumas sementes nascem de pronto, outras são de germinação tardia.
A terra não guarda nenhuma semente viva em seu seio: todas as que ali são lançadas dali surgem com seus respectivos frutos.
Fenômeno semelhante ocorre no terreno espiritual: o bem ou o mal, a verdade ou a mentira, o amor ou o desamor, a justiça ou a injustiça, uma vez semeadas, nascerão fatalmente e darão frutos conforme suas respectivas espécies.
Jesus, o grande Sábio da Humanidade, ensinou-nos essas coisas quando falou que uma árvore boa não dá frutos maus e uma árvore má não pode dar bons frutos.
E ainda afirmou que não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas dos abrolhos.
Tudo isso quer dizer que o que semeamos hoje, colheremos logo mais, assim como a colheita de hoje resulta do plantio feito no passado, que pode ser próximo ou remoto.
É por essa razão que são necessárias várias existências para plantar e colher, preparar o solo e semear novas sementes.
E essa Lei de causa e efeito, ou de ação e reação, tem por finalidade o progresso intelectual e moral do homem.
Quando colhemos os frutos amargos das semeaduras infelizes, aprendemos a selecionar melhor as sementes para os plantios futuros, e é isso que Deus espera de cada filho Seu.
Dessa forma, de existência em existência vamos aperfeiçoando nosso campo íntimo, arrancando as ervas daninhas e cultivando a erva boa das virtudes.
Portanto, pela semeadura de hoje podemos precisar como será nossa colheita futura.
Assim como não devemos lançar a culpa em ninguém pela colheita que estamos fazendo hoje, por sermos os únicos responsáveis por ela.
Afinal, foi o próprio Cristo que assegurou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Tratemos, pois, de tomar os devidos cuidados com as sementes que estamos lançando no solo nos dias atuais.
* * *
Pense nisso!
Jesus, muitas vezes ensinou por parábolas. Vale a pena retirar delas as lições para as nossas vidas.
Certa vez, Ele falou que o homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio.
Essas poucas palavras do Mestre já nos dão muito material para reflexões.
Pensemos nisso!

 
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. A semente e o fruto, do livro Em torno do Mestre, de Vinícius, ed. Feb e no Evangelho de Lucas, cap. 6, vers.43.
Em 23.06.2010.
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Boa tarde!

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Com estima e apreço,
Myrna.