terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Hospedaste conflitos do pensamento sem perceber e, por isso, te afliges. Entretanto, asserena-te e espera. Muitas das inquietações que te pungem o espírito não passam de nuvens formadas por tua própria imaginação. A pessoa que te parece suspeita, qual se te fosse um adversário prestes a ferir-te, talvez esteja em tua área de ação, buscando auxiliar-te. O desencanto experimentado terá sido provavelmente o meio de que se valeu a Sabedoria Divina para livrar-te de tribulações futuras, cujo peso não suportarias de pé. Aconteça o que acontecer, guarda-te em paz, oferecendo aos outros o melhor de ti, a fim de que os outros te ofertem o melhor de que disponham. Ainda que fardos de sofrimento se te amontoem na vida, permanece firme em tua fé e em teu caminho, porquanto nenhuma tempestade, por mais arrasadora, te pode arrancar a proteção de Deus." (Emmanuel)





O raio de luz


 
Todas as noites antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto afagava-lhes os cabelos anelados.
Diariamente escolhia um assunto que encontrava no evangelho, ou em algum acontecimento do cotidiano.
Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças.
Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão, porque apagaria todas as luzes da casa, de propósito.
E assim o fez.
Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos.
Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu.
O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava a sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objeto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante.
O pai, aproveitando a oportunidade esclareceu: "nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objetos.
Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta.
Alguns contornos podem enganar nossos sentidos.
Muitos detalhes passam despercebidos.
As cores deixam de ser perceptíveis.
A ausência de luz dificulta nosso caminhar, porque não conseguimos notar com segurança para aonde estamos indo."
Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo.
As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala.
"Vejam!" - convidou o pai -"percebam como tudo parece diferente na presença da luz.
As sombras já não mais nos confundem.
Agora as formas assumem contornos mais exatos.
Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direção correta."
Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama.
A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém.
Registramos a luz sem nos adentrar em sua grandeza.
O raio de luz penetra a furna escura, levando a réstia de claridade que espanca as trevas.
Adentra o vale sombrio e estimula o florescer.
Atinge a gota d’água e reverte-a em um diamante multicolorido.
Visita o pântano e transforma-o em jardim, em pomar.
Viaja pelo ar, aquece vidas e alimenta-as.
Beija as corolas e desata perfumes inesquecíveis.
Aninha-se no cristal e ele reverbera, embelezando-se ainda mais.
***
Não nos deixemos adoecer pelo amolentamento.
Há tantas possibilidades de darmos utilidade e beleza à vida.
Com o exemplo da luz, o Criador convida-nos a fazer o mesmo.
Desfaçamos as sombras nos corações.
Drenemos os charcos das almas.
Projetemos alegrias fomentadoras de vida naqueles que se encontram combalidos pela tristeza e pelo desalento.
Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando, assim, também, nossos próprios caminhos.

 
 
Equipe de Redação do Momento Espírita
 
 
 
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Boa noite!!!

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Myrna.