terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"A fim de conquistar-nos para os objetivos supremos da perfeição, é imperioso nos reconheçamos na estrada do aprimoramento. Por semelhante motivo, é natural: que o pensamento, vezes e vezes, se nos amargure, ante os desenganos e desapontamentos do mundo; que as emoções se nos desequilibrem, compelindo-nos a grandes obstáculos de conciliação; que a tentação nos visite, a ponto de acenar-nos com as perspectivas de queda em sofrimentos de longo curso; que a incompreensão alheia nos agite, impelindo-nos a desajustes e frustrações; que os conflitos psicológicos se nos acirrem no íntimo retardando-nos as melhores realizações; que nos admitamos em erro que só a experiência e o tempo nos auxiliarão a corrigir; que inúmeras dificuldades nos dificultem os passos para a frente... Mas, diante do socorro que diariamente recebemos, não é natural que desistamos de trabalhar na seara do bem, porque, por piores sejam as circunstâncias, poderemos ouvir a voz da esperança, afirmando-nos que Deus nunca exigiu nos aperfeiçoássemos de um dia para outro, e que, por isso mesmo, Jesus, o Divino Companheiro, nunca nos abandona em caminho." (Meimei)




Estações do ano


 
Qual estação do ano você prefere? O calor do verão, o suave perfume e as temperaturas amenas da primavera, ou ainda o vento fresco outonal precursor dos dias frios invernosos?
Alguns se adaptam aqui ou acolá, nessa ou naquela temperatura, estação, clima... Mas nenhum de nós poderia dizer que uma delas é a mais importante. Cada uma tem sua finalidade.
Assim podemos dizer de nossa existência aqui na Terra. A cada época da vida, a cada estação do ano, objetivos, experiências e desafios novos.
Nascemos qual a primavera, cheia de promessas e de um vir a ser, no construir planos para um futuro próximo.
É na nossa primavera, nos primeiros anos de nossa existência que nos preparamos para uma nova vida que se inicia.
Nessa época, quando as lembranças e valores do ontem ainda dormitam, é que a terra do coração deve ser adubada, e cultivados novos valores nos jardins de nossa intimidade.
A infância, primavera de nossa vida, é época propícia para a educação e formação de novos caracteres em nosso mundo íntimo, quando nos estruturamos, alma imortal, para os desafios de nova existência.
Como na natureza, após a primavera, em nossa vida chega o verão, oportunidade de produzir, crescer e frutificar. A juventude nos chega com a empolgação, energia e arroubo, suas parceiras diletas.
Porém, como na natureza, os frutos do verão serão condizentes com os cuidados realizados na primavera. Pomar cuidado na primavera, frutos saudáveis no verão.
No verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates.
No verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas.
Logo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono. As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.
Nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas.
Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.
O inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas. Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.
É na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida.
E para que essa reflexão, ao final de uma existência?
Aí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.


 
Redação do Momento Espírita.
 
 
 

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