sábado, 3 de novembro de 2012

"Não se menospreze. Eduque-se. Não se marginalize. Trabalhe. Não apenas administre. Obedeça. Não apenas mande. Faça. Não condene. Abençoe. Não reclame. Desculpe. Não desprimore. Dignifique. Não ignore. Estude. Não desajuste. Harmonize. Não rebaixe. Eleve. Não escravize. Liberte. Não ensombre. Ilumine. Não se lastime. Avance. Não complique. Simplifique. Não fuja. Permaneça. Não dispute. Conquiste. Não estacione. Renove. Não se exceda. Domine-se. Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários de nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos." (André Luiz)



O que fica oculto
 

Atualmente, todos clamam contra a impunidade.

Os meios de comunicação desvendam, sem cessar, variados tipos de ilícito e causa indignação constatar como o processo de punição é moroso e falho.
Muitos corruptos encontram brechas no sistema legal e escapam ilesos.
Grandes criminosos persistem livres, enquanto lançam mão de incontáveis recursos judiciais.
O dinheiro público some sem que ninguém seja responsabilizado.
Obras são superfaturadas e os encarregados afirmam total ignorância do ocorrido.
Enquanto isso, a sociedade brada indignada e pede providências.
Entretanto, a justiça humana reprime apenas as condutas mais escandalosas.
O legislador terreno elege alguns dos comportamentos mais deletérios ao convívio social e os proíbe mediante punições.
Ainda assim, os responsáveis, não raro, logram burlar as consequências legais.
Ocorre que, acima e além dos regramentos humanos, pairam soberanos os Códigos Divinos.
Eles estabelecem a fraternidade, a pureza, o trabalho e a honestidade como deveres incontornáveis.
Para estar em harmonia com o Estatuto Divino não basta parecer levar uma vida reta.
De pouco adianta cumprir ritos ou ofertar ao mundo uma aparência de recato e sobriedade.
Inúmeros pequenos gestos implicam violação à lei de harmonia que rege a vida.
Os pais que não educam seus filhos violam uma missão sagrada que lhes foi confiada.
Ao não dedicar tempo ao burilamento moral de seus rebentos, desdenham a Lei de Trabalho.
Consequentemente, respondem pelos desvios causados por sua inércia.
Cônjuges que se infelicitam, por palavras e gestos, desconsideram o mandamento da fraternidade.
Comentários cruéis a respeito do próximo igualmente vibram negativamente perante a Consciência Cósmica.
A vivência de tumultuosas paixões, atos que maculam a inocência alheia, o desamparo material ou moral de parentes necessitados ou enfermos...
Muitos são os exemplos de condutas não reprimidas pela legislação humana, mas incompatíveis com a Lei Divina e Natural.
Convém refletir sobre isso, sempre que surgir forte o desejo de bradar contra a impunidade do próximo.
Ninguém advoga que atos desonestos persistam isentos de consequências.
A sociedade necessita de regras para que o convívio de seus membros siga harmônico.
O desrespeito a essas regras precisa ser reprimido, sob pena de se instaurar a anarquia.
Mas, se o equívoco deve ser combatido, isso não pode implicar odiar os equivocados.
É preciso medir a própria fraqueza antes de lapidar os outros.
As Leis Divinas jamais são enganadas.
Embora certas baixezas permaneçam ocultas, ainda assim elas têm consequências impostas pelas Leis Divinas.
Por ora, a maioria dos habitantes da Terra ainda foge de algum modo de seu dever.
Assim, importa lançar um olhar generoso ao próximo, enquanto se cuida de corrigir o próprio comportamento.
Urge gradualmente passar a não apenas afetar pureza, mas a vivê-la em plenitude.
Se você é a favor da responsabilização pelos atos praticados, veja como age em todos os setores de sua vida.
Cuide para que o que fica oculto não o condene perante sua consciência.
Você jamais poderá enganá-la.
Pense nisso.



Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
 
 
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Domingo feliz e abençoado!

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Com estima e apreço,
Myrna.