sábado, 10 de novembro de 2012

"A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo. Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo. Esquece o mal e o bem aparecerá. A própria natureza é uma lição viva nesse particular. O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão. O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida. O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima. A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização. A ostra ferida desapega-se da própria dor e fabrica a pérola sublime. A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto. Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra. Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis. Enquanto te demoras, na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem. Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual. Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo, de que, em qualquer lugar, ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”." (Emmanuel)



O mal existe?


 
Certo dia um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: "Deus fez tudo o que existe?"
Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez!"
"Deus fez tudo, mesmo?" Insistiu o professor.
"Sim, professor" respondeu o jovem.
O professor replicou: "De Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe. E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal.
O estudante calou-se diante de tal afirmativa e o professor ficou feliz por haver provado uma vez mais que a fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse: "Posso lhe fazer uma pergunta, professor?"
"Sem dúvida", respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: "Professor, o frio existe?"
"Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?"
O rapaz respondeu: "Na verdade, professor, o frio não existe. Eu não sou especialista no assunto, mas, segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.
Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor."
E a escuridão, existe?" Continuou o estudante.
O professor respondeu: "Mas é claro que sim."
"Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz.
Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente."
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: "Diga, professor, o mal existe?"
Ele respondeu: "Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal."
Então o estudante disse: "O mal não existe, professor, ou, pelo menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência do bem.
O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.
Assim sendo, Deus não criou o mal.
Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor.
Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."
Diante da lógica da argumentação do aluno, o professor se calou, pensativo.
***
O mal não tem vida própria, é apenas a ausência do bem.
Onde o bem se faz presente o mal bate em retirada.
Já o amor é de essência divina, e está presente nos corações de todos os homens, mesmo que em estado latente, esperando a oportunidade de germinar, crescer e florescer.


 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.
 
 
 

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Myrna.