sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Quem goste de pessimismo, e se queixe de solidão, observe se alguém estima repousar no espinheiro. Pense que se não houvesses nascido para melhorar o ambiente em que vives, estarias decerto em Planos Superiores. Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam. Se pretendes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria. A conversa triste com os tristes, deixam os tristes muito mais tristes. Quem disser que Deus desanimou de amparar a Humanidade, medite na beleza do Sol, em cada alvorecer. Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando, para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis. Nos dias de provação, efetivamente, não seriam razoáveis quaisquer espetáculos de bom humor, entretanto, o bom ânimo e a esperança são luzes e bênçãos em qualquer lugar. Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir. Quando estiveres à beira do desalento pergunta a ti mesmo se estás num mundo em construção ou se estás numa colônia de férias. Deus permitiu a existência das quedas d’água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas. Não sofras pensando nos defeitos alheios; os outros são espíritos, quais nós mesmos, em preparação ou tratamento para a Vida Maior. Se procuras a paz, não critiques e sim ajuda sempre. Indica a pessoa que teria construido algo de bom, sem suor e sofrimento. Toda irritação é um estorvo no trabalho. Deixa um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente. Quem furta a esperança, cria a doença. O sorriso é sempre uma luz em tua porta." (Emmanuel)



Na barca do coração

 
 
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...
Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - Que dia!
Lembra-te...
Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.
Desde que o sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que O buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-Lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos.
Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de Si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: - Quem será este Homem, a Quem as dores obedecem?
O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu a preciosa carga.
Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço.
Acomodado sobre uma almofada de couro, Sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.
Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer.
Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-Lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.
O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranqüilo e sereno como o Mestre adormecido.
Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.
O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.
Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã. Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.
Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.
Mestre! - exclamaram em coro desesperado - Perecemos! Jesus, assim desperto, levantou-Se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava.
Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:
Calai-vos! E voltando-se para os amigos: - Acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?
Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.
Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.
Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: Quem será este Homem, a Quem os ventos obedecem?
* * *
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...
Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis - levarem-te a dizer: - Que dia!
Lembra-te... Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!


 
Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Não olvides que a obra do entendimento, no edifício da tranqüilidade comum, é assim qual alicerce nos fundamentos do instituto doméstico, a erguer-se, acolhedor. Efetivamente, não dispões de arcas repletas com que atender à exigência de todos os famintos da estrada, mas podes suportar com carinho o parente menos feliz que se socorre habitualmente em tua casa. Em verdade, não conseguirás remédio bastante para todos os doentes da região em que te situas, entretanto, não te faltam possibilidades de tolerar o vizinho enfermo que, muitas vezes, te incomoda entre a obsessão e a necessidade. Indiscutivelmente não deténs recursos para convencer aos amigos, enrijecidos na indiferença, quanto à realidade da justiça divina e da sobrevivência da alma, no entanto, podes com teu exemplo silencioso de bondade e renúncia, em favor deles, insuflar-lhes pensamentos de solidariedade e compreensão, preparando-lhes a futura sementeira de fé. Decerto, não contas com facilidades e privilégios para remover os obstáculos à ordem pública, nem guardas contigo o poder de evitar as calamidades do quadro social em que o Senhor te conserva a existência, no entanto, podes auxiliar a teu filho ou a teu pai, a teu irmão ou a teu companheiro com a palavra generosa, com o sorriso amistoso, com a atitude compreensiva ou com a prece oculta na extinção de males iniciantes e imprevisíveis, porquanto não ignoramos que o incêndio, quase sempre, começa na fagulha imperceptível. Cultiva o entendimento, mobilizando a ti mesmo nessa jornada de amor, e acenderás entre os homens aquela caridade que é senda de luz para a Vida Maior. Usa o dinheiro a teu serviço, na beneficência que te enriqueces o caminho, e movimenta o teu verbo inflamado de cultura, no esclarecimento das almas, todavia, não te esqueças de que somente compreendendo aos outros para melhor servi-los, segundo os padrões do Cristo, nosso Mestre e Senhor, é que estaremos realmente, no clima nutriente daqueles que se consagram à construção da Humanidade Melhor." (Emmanuel)


Entendemos tão pouco


 
Era uma vez dois irmãos que passaram a vida inteira na cidade e nunca haviam visto um campo ou uma pastagem.
Mas, um dia, resolveram fazer uma viagem para o Interior. Enquanto caminhavam, observaram um fazendeiro arando a terra e ficaram intrigados com o que aquele homem estava fazendo.
Esse sujeito fica o dia inteiro marchando para frente e para trás, escavando sulcos profundos na terra. Que tipo de comportamento é esse? Por que alguém iria destruir uma campina tão bonita assim? Perguntou um dos irmãos.
À tardinha, tornaram a passar pelo mesmo lugar e viram o lavrador colocando as sementes nas covas.
Dessa feita pensaram: O que estará fazendo? Deve ser louco. Está jogando trigo bom dentro dessas valas!
O campo não é lugar para mim. As pessoas agem como se fossem malucas. Vou voltar para casa, disse um dos rapazes. E, de fato, retornou para a cidade.
Mas o outro ficou e, poucas semanas depois, verificou uma mudança maravilhosa. Os pés de trigo começaram a brotar, recobrindo os campos com um verdor que nunca havia imaginado.
Admirado com o que vira, tratou de escrever para o irmão a fim de que este viesse ver aquele crescimento milagroso. E o irmão voltou da cidade e também ficou maravilhado com as mudanças.
Passados alguns dias, o verde dos brotos foi dando lugar ao dourado dos trigais maduros.
Só então os dois compreenderam o trabalho do fazendeiro.
O trigo amadureceu completamente e o lavrador tomou a foice e começou a ceifá-lo. Um dos irmãos não entendeu o que estava acontecendo e exclamou com indignação:
O que estará fazendo esse louco? Trabalhou o verão inteiro para cultivar esse lindo trigal e agora o está destruindo com as próprias mãos! Não passa mesmo de um doido varrido! Para mim já chega, vou voltar para a cidade.
Mas o outro tinha mais paciência. Ficou no campo e assistiu o trabalho de colheita e viu quando o trabalhador levou o trigo para o celeiro.
Observou o esmero com que ele separou o joio e o cuidado ao armazenar o bom grão. Ficou admirado ao constatar que a semeadura de apenas um saco de sementes havia produzido todo um trigal.
Só então compreendeu que havia uma razão por trás de cada ato do fazendeiro.
* * *
É isso que, tantas vezes, acontece conosco com relação aos desígnios Divinos. Muitos de nós enxergamos apenas uma parte dos planos de Deus e, por não os compreendermos, os julgamos mal.
E, por não sermos capazes de compreender toda a extensão dos propósitos e dos objetivos do Criador, nos revoltamos.
Mas Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, Criador de todas as coisas, sabe o porquê de cada uma das Suas ações com relação aos Seus filhos.
Por essa razão, mesmo que não possamos abranger totalmente o plano de felicidade que Deus traçou para cada um de nós, tenhamos a confiança plena de que O Grande Fazendeiro do Universo sempre sabe o que está fazendo.
* * *
Quando o homem se detém a contemplar as estrelas do firmamento infinito, não se pode furtar a reflexões e emoções de variada grandeza, nas quais, inevitavelmente, sente refletida a Presença da Divindade.



 
Redação do Momento Espírita, com base em lenda judaica, de O livro das virtudes, v. I, de William J. Bennett, ed.Nova Fronteira e no verbete Deus, do livro Repositório de sabedoria, v. I, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 05.07.2010.



 
 
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

"Não lastimes as dificuldades que nos ensinam a viver. Ninguém aprende sem lições. Quem suporta os próprios reveses com serenidade e coragem, entesoura resistência. Recorda: obstáculos e provações são medidas para a avaliação de nossa fé em Deus e em nós mesmos." (Emmanuel)


Recados  para Facebook  Bom Dia
Onde Deus ocultou a felicidade


 
Uma das coisas que mais o homem busca é a felicidade. E o que mais se ouve as criaturas afirmarem é que são infelizes.
Esse é infeliz porque não tem dinheiro. Outro, porque lhe falta saúde, outro ainda, porque o amor partiu. Ou nem chegou.
Um reclama da solidão. Outro, da família numerosa que o atormenta com mil problemas.
Um terceiro aponta o excesso de trabalho. Aqueloutro, reclama da falta dele.
Alguém ama a chuva, o vento e o frio. Outro lamenta a estação invernosa que não lhe permite o gozo da praia, dos gelados e do calor do sol.
Em todo esse panorama, o homem continua em busca da felicidade. Afinal, onde será que Deus ocultou a felicidade?
Soberanamente sábio, Deus não colocou a felicidade no gozo dos prazeres carnais. Isso porque uma criatura não precisa de outra criatura para atingir a sua plenitude.
Assim, quem vivesse só pelos roteiros da terra, não poderia encontrar a felicidade.
Amoroso e bom, o Pai também não colocou a felicidade na beleza do corpo. Porque ela é efêmera. Os anos passam, as estações se sucedem e a beleza física toma outra feição.
A pele aveludada, sem rugas, sem manchas, não resiste ao tempo. E os conceitos de beleza se modificam no suceder das gerações. O que ontem era exaltado, hoje não merece aplausos.
Também não a colocou na conquista dos louros humanos, porque tudo isso é igualmente transitório.
Os troféus hoje conquistados, amanhã passarão a outras mãos, mostrando a instabilidade dos julgamentos e dos conceitos humanos.
Igualmente, Deus não colocou a felicidade na saúde do corpo, que hoje se apresenta e amanhã se ausenta.
Enfim, Deus, perfeito em todas as suas qualidades, não colocou a felicidade em nada que dependesse de outra pessoa, de alguma coisa externa, de um tempo ou de um lugar.
Estabeleceu, sim, que a felicidade depende exclusivamente de cada criatura. Brota da sua intimidade. Depende de seu interior.
Como ensinou o extraordinário Mestre Galileu: "o reino dos céus está dentro de vós."
Por isso, se faz viável a felicidade na terra. Goza-a o ser que não coloca condicionantes externas para a sua conquista.
É feliz porque ama alguém, mesmo que esse alguém não o ame. É feliz porque pode auxiliar a outrem, mesmo que não seja reconhecido.
É feliz porque tem consciência de sua condição de filho de Deus, imortal, herdeiro do universo.
Não se atém a picuinhas, porque tem os olhos fixos nas estrelas, nos planetas que brilham no infinito.
Se tem família, é feliz porque tem pessoas para amar, guardar, amparar.
Se não a tem, ama a quem se apresente carente e desamparado.
Se tem saúde, utiliza os seus dias para construir o bem. Se a doença se apresenta, agradece a oportunidade do aprendizado.
Nada de fora o perturba. Se as pessoas não o entendem, prossegue na sua lida, consciente de que cada qual tem direito a suas próprias idéias.
Se tem um teto, é feliz por poder abrigar a outro irmão, receber amigos. Se não o tem, vive com a dignidade de quem está consciente de que nada, em verdade, nos pertence.
Enfim, o homem feliz é aquele que sabe que a terra é somente um lugar de passagem.
Que sabe que veio de lugares distantes para cá e que, cessado o tempo, retornará a outras paragens, lares de conforto e escolas de luz.
Moradas do Pai, nesse infinito universo de Deus.
***
A verdadeira felicidade reside na conquista dos tesouros imperecíveis da alma.


 
Equipe de Redação do Momento Espírita com base em palestra proferida por Sandra Della Polla, na FEP, em 9.5.2004, intitulada Em busca da felicidade.


 
 
Recados lindos para Orkut e Facebook  Reflexão


 
539.gifBom dia!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"Dizes que não tens condição para as obras da fé porque erraste. Erraste e sofreste. Sofreste e temes a crítica. É possível que ainda lutes contigo mesmo. Entretanto, não recuses o convite do bem que te chama a servir. Esquece-te e caminha. O trabalho em auxílio aos outros te fará profunda e bela renovação. A bênção do Senhor te sustentará. Se não crês no Amparo do Alto, observa a lição do Sol. O astro do dia, vestido em luz pura e imensa, está sempre reiniciando o próprio trabalho, em cada hemisfério da Terra. Pensemos nisso e aprendamos a recomeçar." (Emmanuel)





Otimismo
NA EXALTAÇÃO DO AMOR


 
A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.
Poder que é força, vida e amor...
Quem a recolheu?
O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.
A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pela leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.
Assim também se movem as criaturas e os destinos.
A folha cai. Os mundos caminham... O homem evolue...
Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica.
Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas. Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o homem a própria existência.
Saber não é tudo.
Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.
Quem ama respira, progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.
Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.
Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.
Lembra-se de que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.
Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.
Estude amando.
Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.
Atenda ao semelhante, amando com alegria.
Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.
Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.
Antes de você, o amor já era.
Depois de você, o amor será.
Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar...
Amar e compreender...
Compreender e viver abundantemente...
Ângulos de uma verdade só - a Vida Eterna.
No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstâncias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, porque não vive?
Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade, há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.
Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.
De você mesmo depende a própria viagem.
Instrua a você mesmo, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.
Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo de ser, o dia eterno da fé.
Não se confie ao sabor da invigilância, para que invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.
Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.
Lembremo-nos, pois, de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.
Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...
Enganaremos a forma.
Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.
Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento, antes que alguém lhe ensine a preço de aflição.
Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.
Força é poder. Idéia é força.
Mas só o amor condiciona o poder para a vitória da luz.
Ame e caminhe. Caminhe e vença.
Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.
Sorria para os lances mais difíceis da estrada e dos panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.
Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.
Mais além, é a estrada de destino.
Não escute o murmúrio das sombras senão para socorrer as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.
A fraternidade ser-lhe-á o anjo-sentinela entre os pântanos da amargura.
Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.
Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.
Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.
Amanheça cada dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida.
Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.
Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.
Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.
Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.
Sobretudo, guarde a certeza de que o amor se emoldura na humildade que nunca fere.
Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.
Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente o seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem Fim.
 
 
André Luiz
(Extraído do livro “O Espírito da Verdade” de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira).
 
 
 
 
 
 
 

"Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: "Amai-vos uns aos outros." Não determina seleções. Não exalta conveniências. Não impõe condicionais. Não desfavorece os infelizes. Não menoscaba os fracos. Não faz privilégios. Não pede o afastamento dos maus. Não desconsidera os filhos do lar alheio. Não destaca a parentela consangüínea. Não menospreza os adversários. E o apóstolo acrescenta: "Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração." O Universo é o nosso domicílio. A Humanidade é a nossa família. Aproximemo-nos dos piores, para ajudar. Aproximemo-nos dos melhores, para aprender. Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos o glorioso caminho de ascensão." (Emmanuel)




Votos de quem ama

 
 
Enquanto a contemplo a dormir o sono tranquilo dos dias verdes da infância, me ponho a pensar.
Qual a missão que a trouxe à Terra, outra vez? Que laços tão fortes nos unem? De que era nos conhecemos?
E, enquanto me perco em conjecturas, também cogito que, provavelmente, não estarei fisicamente ao seu lado, na madurez dos seus anos.
Em verdade, não sei até quando gozarei da ventura de lhe colher os sorrisos, de a estreitar ao peito, ouvindo o ritmo do seu coração bater em compasso com o meu.
Você é ainda tão criança e traz no brilho dos olhos os raios da esperança. Olha o mundo como quem descobre venturas a cada dia.
E eu penso... se você conseguirá atingir os objetivos para os quais renasceu desta feita.
E desejo... Desejo que você seja feliz, mesmo que a adversidade lhe venha fazer companhia.
Que você seja suficientemente capaz de driblar as tristezas, tingindo-as com as cores da certeza de quem sabe que tudo é passageiro na Terra.
Tudo passa. Passa a dor, passa a tristeza, passa a alegria.
Então, desejo também que as alegrias que lhe coroarem os dias sejam muito bem aproveitadas por você.
Que você as usufrua em totalidade e que saiba guardar, nos escaninhos da alma, as recordações felizes.
Elas lhe serão alento nos dias cinzentos e vazios.
Que você saiba aproveitar todas as oportunidades de progresso: a escola, o lar, a família que a ama e a estimula a avançar sempre.
Que você nunca esqueça de que foi o amor que a trouxe de volta à Terra.
O amor de seus pais que a conceberam. O amor do Pai Supremo que sancionou a possibilidade de sua nova entrada na carne.
Eu desejo que você saiba administrar o tempo e não perca a chance de se extasiar com a música. A sinfonia natural dos pássaros na aurora de cada dia.
O cântico das águas abundantes, lançando-se de alturas, em grandes quedas. O murmúrio dos riachos entre a folhagem, o cicio das fontes generosas.
A música extraordinária das tantas orquestras que repletam de sons esse maravilhoso mundo de Deus.
Que você ouça a música da atualidade, dos grupos jovens, as canções do seu país e da música sem fronteiras.
Que você saiba se emocionar ao ver tremular ao vento a bandeira nacional. Que você vibre intensamente com cada nota do Hino pátrio.
E que o saiba cantar, não somente nos versos que o compõem, mas em cada gesto seu, contribuindo para a grandeza do torrão que a acolhe.
Eu desejo que você alcance vitórias. Não necessariamente no mundo, mas, dentro de si mesma, colecionando louros a cada dia.
E, finalmente, quando vencerem os dias de sua estada na Terra, que você parta serena, tendo semeado bênçãos em outras tantas vidas.
Tendo cumprido todas as etapas de sua jornada com honra.
E eu... Eu a estarei esperando do outro lado, igualmente em pé, feliz por ter contribuído com sua educação.
E por ter alimentado a sua vida com todo o meu amor.


 
Redação do Momento Espírita.
 
 
*  *  *

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Pai de infinita Bondade, sustenta-nos o coração no caminho que nos assinalastes! Infunde-nos o desejo de ajudar àqueles que nos cercam, dando-lhes das migalhas que possuímos para que a felicidade se multiplique entre nós. Dá-nos a força de lutar pela nossa própria regeneração, nos círculos de trabalho em que fomos situados, por teus sábios desígnios. Auxilia-nos a conter nossas próprias fraquezas, para que não venhamos a cair nas trevas, vitimados pela violência. Pai, não deixes que a alegria nos enfraqueça e nem permitas que a dor nos sufoque. Ensina-nos a reconhecer tua bondade em todos os acontecimentos e em todas as coisas. Nos dias de aflição, faze-nos contemplar tua luz, através de nossas lágrimas. E nas horas de reconforto, auxilia-nos a estender tuas bênçãos com os nossos semelhantes. Dá-nos conformação no sofrimento, paciência no trabalho e socorro nas tarefas difíceis. Concede-nos, sobretudo, a graça de compreender a tua vontade seja como for, onde estivermos, a fim de que saibamos servir, em teu nome, e para que sejamos filhos dignos de teu infinito amor. Assim seja!" (Agar)



Oração pela humanidade


 
Deus, nosso Pai misericordioso e bom!
Diante das sombras que se espalham sobre o nosso planeta, desejamos rogar a sua ajuda, como jamais o fizemos antes.
Sabemos que o Senhor é onisciente e sabe tudo o que acontece neste minúsculo grão de areia que chamamos terra, mas desejamos externar a nossa singela oração.
Senhor, muitos dos seus filhos se esqueceram que são filhos da luz e se obstinam em disseminar trevas por onde passam.
Alguns homens perderam a fé na vida, perderam a fé no Senhor..., e se perderam...
Outros pensam que a terra está à beira do caos e que o Senhor, que acende as estrelas e faz girar os astros, abandonou a humanidade terrestre.
Compadeça-se das nossas misérias morais e abençoe-nos...
Releve a nossa ignorância, tolere a nossa ingratidão e perdoe a nossa falta de fé.
Esquecidos de que em essência somos luz, Senhor, permitimos que as sombras nos cubram a visão e nos infelicitem.
Há tanta falta de luz no mundo, Senhor...
Enquanto o amor se esgueira, tímido, a violência se mostra em plena luz do dia, sem disfarce...
Até parece, Senhor, que muitos dos seus filhos enlouqueceram... Acreditando-se Senhores da terra e dos seus irmãos em humanidade...
Há homens que esqueceram os verdadeiros valores do espírito e penhoram seu patrimônio moral em troca de dinheiro, como se o dinheiro fosse a única coisa que importa...
Alguns até agem como se o dinheiro fosse seu único e poderoso Deus...
Sabemos, Senhor, que o homem é o único ser capaz de reconhecer a sua soberania, mas às vezes dá a impressão de que os animais são mais dóceis e executam de maneira mais eficiente as tarefas que lhes cabem na sua obra.
Senhor, por tudo isso queremos lhe rogar: ajude-nos a construir um mundo melhor, de onde a guerra seja banida de vez por todas...
Um mundo onde o ser humano seja mais valorizado do que algumas notas de dinheiro...
Um mundo onde o ser humano seja mais importante do que um cargo, do que um pedaço de chão, do que um papelote de drogas, do que outro interesse qualquer.
Eis a nossa rogativa, Senhor.
Ajude-nos a enxergar um pouco além dos nossos próprios interesses para construir a paz tão almejada e tão pouco buscada de verdade...
Ajude-nos a retirar dos olhos a venda da vaidade, que nos impede de enxergar as nossas deformidades morais e nossa pequenez diante da sua grandeza.
Ajude-nos a romper essa concha de egoísmo que nos paralisa as mãos e nos impede de estender os braços para ajudar nossos irmãos.
Ajude-nos a diluir essa máscara de prepotência para que possamos entender que nada somos sem o seu amor...
Ajude-nos, Senhor, a elevar o olhar acima da própria estatura, para vislumbrar o horizonte e caminhar em sua direção.
Ajude-nos a abrir mão da auto-piedade e lançar o olhar em redor... Descobrir nosso próximo e nos aproximar dele...
Ensine-nos, Pai, a construir pontes de entendimento, a estreitar laços de amizade, a entender o semelhante, a amar...
Ajude-nos, Senhor, a admitir a própria fragilidade...
A livrar-nos da arrogância...
A construir jardins...
A espalhar perfume...
A enxugar lágrimas...
A caminhar com coragem...
A acreditar na vida e no seu incondicional amor...
A disseminar esperança...
A sorrir sempre...
A perdoar sem condições...
E, por fim, Senhor, ajude-nos a voltar nosso olhar para as estrelas, mesmo que nossos pés ainda se achem encharcados de lama.
Que assim possa ser, Senhor!


 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.



 


 
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Um feliz e abençoado dia!

sábado, 24 de novembro de 2012

"Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!... Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!... Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã. Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar. Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas. O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado. Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam. Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo. O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver. Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima. Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções. Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais." (Emmanuel)

 
 
 
 
O que a vida está tentando me ensinar

 
 
A oportunidade que se perdeu é o título de um artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, publicado em um periódico de grande circulação nacional.
O ensaio versa sobre como está o Mundo depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e apresenta uma visão muito interessante que se inicia através das seguintes palavras:
As mortes, a dor, o medo e o luto não esgotam o assunto. Não bastasse isso, não bastasse a barbárie levada a limites impensáveis, o 11 de setembro deixou outro legado desastroso: o da oportunidade perdida.
No dia 12 de setembro de 2001, junto com o pânico, com o choro, com os trabalhos de resgate entre os escombros das torres gêmeas e a busca de culpados, misturada a esses elementos, raiava uma esperança.
Aquele terrível evento poderia ser o ponto de partida para um mundo mais amigo.
Era hora de agir em favor de um mundo menos conflitante e menos injusto. De congregar as nações em busca de soluções que tornassem o planeta Terra um lugar menos perigoso de se viver.
E assim o autor continua, lembrando depois tudo que poderia já estar diferente no Mundo e ainda não está, por muitos líderes não terem percebido que uma grande oportunidade estava sendo concedida ao Mundo.
A de recomeçar.
E como toda a transformação do Mundo passa primeiro pela nossa própria, esta é uma lição que podemos aplicar também em nossas vidas, através de uma visão diferente sobre o sofrimento que nos alcança.
Toda dor que surge em nossa vida é uma oportunidade grandiosa que recebemos. A oportunidade de amadurecer, de crescer, de reescrever nossas histórias, de recomeçar.
Imaginemos a vida nos dizendo: Pare um pouco, pense, reflita, recomece...
Um acontecimento desagradável; um flagelo destruidor; uma enfermidade; a partida de alguém; são chances que a vida nos dá para aprendermos lições preciosas.
Aquele de nós que tivesse o equilíbrio de perguntar: O que a vida está tentando me ensinar? - quando atingido por qualquer tipo de sofrimento, e conseguisse perceber as razões profundas dessas experiências, passaria a viver sem medos.
E com uma consciência espiritual fabulosa sobre as coisas deste Mundo.
A todo momento a existência está nos guiando sem percebermos.
A todo instante a vida ensina.
Constantemente a vida fala conosco, nos mostra caminhos, respostas, conseqüências.
Cabe-nos desenvolver a habilidade de escutar, de perceber em todos os níveis. Do sensorial, passando pelo racional, até o intuitivo, o que nos está sendo ministrado.
A revolta, a indignação e a vingança apenas complicam qualquer problema, enquanto a compreensão e resignação colocam-nos no caminho de resolvê-lo por completo.
Francisco de Assis sempre se referia à dor como sua irmãzinha querida, porque sabia do seu poder e utilidade.
Paulo de Tarso sempre se referia, em suas cartas, aos aguilhões que o machucavam e o faziam sofrer.
Como Francisco de Assis, ele também entendia sua dor, e dizia, inspirado:
Transbordo de júbilo no meio de todas as minhas atribulações.
* * *
A vida nos oferece oportunidades constantemente.
Será extremamente sábio aquele que conseguir perceber esses convites, essas lições, e extrair delas as forças para as mudanças necessárias.
Faça este exercício toda vez que um momento de crise se apresentar.
Troque a reclamação, a indignação e o desapontamento pelo questionamento:
O que a vida está tentando me ensinar??


 
Redação do Momento Espírita com base no artigo de Roberto Pompeu de Toledo, publicado na revista Veja, de 18 de setembro de 2002, no artigo intitulado O significado do sofrimento, de Sergito de Souza Cavalcanti, extraído do site www.espirito.org.br e no cap. 7, versículo 4 da II epístola de Paulo de Tarso aos Coríntios.
 
 
 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Procure um delinqüente e encontrará muitos malfeitores. É necessário, então, que você possua intenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também. Busque identificar uma falta e achará inúmeras. Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios. Tente situar um espinho e vários espinheiros virão ao seu encontro. Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se. Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos. Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada. Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho. Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra o mal." (André Luiz) ...."Pensamento é vida. Vida é criação. Criação vem do desejo. Desejo é semente. Semente plantada no terreno da ação traz o fruto que lhe corresponde. Toda semente produz. A escolha é nossa." (Emmanuel)



Num dia como o de hoje


 
Num dia como o de hoje, crianças desvalidas morrerão sem sonhos e sem pão... Mas também almas dadivosas poderão ser vistas, auxiliando os órfãos a tornarem-se menos tristes.
Num dia como o de hoje, mães herdarão os "troféus" de guerras sangrentas... Porém, em algum lugar uma outra agradecerá a Deus pelo filhinho que respira.
Num dia como o de hoje, um assassino ensandecido marcará com sangue a sociedade que o repele e o odeia... Porém, não longe da iniqüidade, transbordará a graça de milhares de atos silenciosos de renúncia.
Num dia como o de hoje, um convite à corrupção chegará aos seus ouvidos intranqüilos... mas um olhar amigo chamará você à reflexão.
Num dia como o de hoje, bactérias resistentes trarão medo e desafios difíceis... Porém, no deserto de desilusão, alguém semeará a confiança.
Num dia como o de hoje, você poderá ouvir centenas de inverdades desesperadoras... mas bastará enxergar o céu, o sol, a chuva, o mar e a criança dormindo, para que você perceba as mãos do altíssimo sobre tudo e sobre todos.
Num dia como o de hoje, almas desequilibradas estimularão sua paciência e sua capacidade de exercer o bom aprendizado... porem, não desista se a recaída da intempestividade se fizer presente.
Num dia como o de hoje, talvez você pense em desistir de um sonho superior, talvez até escute o convite amargo do pensamento suicida... mas, por favor, espere até amanhã, não desista assim...
Num dia como o de hoje, todos nós estivemos sujeitos a derrapar no caminho, e quem sabe até derrapamos, porém já nos propomos a refletir e a gentilmente ouvir mensagens como esta... Portanto hoje estamos, sem dúvida, melhores do que ontem.
Num dia como o de hoje, ainda há chances de acrescentar uma estrela luminosa em nossa trajetória na escola da vida...
Num dia como o de hoje, poderemos saltar séculos para a felicidade plena, ou atrasar a caminhada com milênios de arrependimento.
São nossas as escolhas. Escolhemos ver a vida apenas através das lentes do pessimismo, ou escolhemos ver o lado bom de tudo.
São nossas as escolhas. Escolhemos crescer, aprender, modificar; ou escolhemos estagnar, conformar, permanecer.
São nossas as escolhas.
Lembre sempre disso.
***
Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena, apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo quanto lhe sensibiliza.
Será conseqüente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas, caricatas ou não, em função do que você elege para a sua existência.
Sobre o mundo você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.
Cada gesto seu conduzirá um retrato do que você é, um recorte dos seus comportamentos.
Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.

 
 
 
Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto de autor desconhecido e no texto: "Cuide-se bem", do livro "Para uso diário", pelo Espírito Joanes - psicografia de J. Raul Teixeira.
 
 
 
Bom Dia: 2
 
 
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração. Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança. Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo. Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres. Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina. Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade. Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade. Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina." (Emmanuel)



 
A suavidade consegue esculpir



O Mosteiro na margem do Rio Piedra está cercado por uma linda vegetação, verdadeiro oásis nos campos estéreis daquela parte da Espanha.

Ali, o pequeno rio transforma-se numa caudalosa corrente, e se divide em dezenas de cachoeiras.
Quem caminha por aquele lugar escuta a música das águas e encontra, de repente, uma gruta, debaixo de uma das quedas d´água.

Observando cuidadosamente as pedras gastas pelo tempo, as formas que a natureza cria com paciência, vê-se escrito numa placa, os seguintes versos de Rabindranath Tagore:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.
Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.

* * *
A lição do poeta é de extrema profundidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso íntimo, realizando a reforma de nossas almas com o objetivo de encontrar felicidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso mundo, realizando sua modificação para melhor.
O martelo que destrói está nas críticas cruéis, nas palavras grosseiras que saem de nossas bocas e ferem a auto-estima das pessoas à nossa volta.

Enquanto a doçura da água está nos conselhos edificantes, na atenção e paciência com que ouvimos a alguém, nas palavras de estímulo, no elogio animador.
O martelo destruidor está no acúmulo da culpa em nosso coração, na auto-exigência desequilibrada, na falta de amor próprio.
A docilidade da água está na compreensão de nossas dificuldades, no auto-perdão, e na disposição constante para corrigir os nossos erros.
Em nossos dias, na análise de nosso comportamento, de nossas ações, lembremos sempre da delicadeza da água moldando as rochas através dos tempos.

Procuremos conquistar a paciência e a tranqüilidade, certos de que são virtudes dinâmicas, que nos fazem seres pacíficos.

Que as palavras do poeta indiano nos sirvam de guia, de inspiração:
Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.

Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
* * *

A suavidade, a delicadeza, são o amor expresso nas pequenas coisas, nos gestos aparentemente simples, mas que revelam nossa preocupação com o próximo.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em Yomaktub.

 
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Bom dia!!!