terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Muita gente julga ingênuo qualquer interesse pela aquisição dos valores íntimos. Supõe-se, de modo geral, que a bolsa farta e o celeiro rico resolvem os problemas da vida. Entretanto binômio corpo-alma reclama atenções idênticas, tanto para um quanto para o outro. Para a sustentação do corpo bastam as previsões necessárias, na formação de recursos básicos de manutenção, como sejam o tratamento conveniente das fontes, a alimentação balanceada, a roupa nas condições precisas, o ambiente higiênico e a medicina segura. Para isso, a evolução do comércio criou facilidades ideais, desde o pequeno empório aos grandes supermercados em que se pode adquirir qualquer recurso imprescindível à garantia da existência física. Nos domínios da alma, porém, outros são os poderes aquisitivos. Ninguém compra paciência em pratos de balança, nem encomenda compreensão aos metros. Não há financiamento que consiga efetuar leilões de paz e nem existe fortuna suscetível de pagar a posse da felicidade, embora o dinheiro seja sempre respeitável pelas condições de trabalho e reconforto que é capaz de criar. Observemos isso despretensiosamente, e atingiremos considerações importantes. As liberalidades do sexo não constroem o amor. As máquinas ganham tempo, mas nem sempre oferecem tranqüilidade e segurança. As maravilhas do rádio e da televisão reúnem povos, de imediato, no campo informativo, contudo, não irmanam os corações na fraternidade, conquanto as criaturas, em maioria, estejam fatigadas de guerra e ódio. A ciência realiza prodígios, em benefício do próprio corpo, mas nada pode fazer para erradicar o complexo de culpa na consciência do homem, embora, em muitas ocasiões, possa transitoriamente dopá-la com agentes químicos de efeito superficial. Anotemos tudo isso e reconheçamos que para a estruturação dos valores íntimos não existem câmbio ou sistema monetário, capazes de favorecê-la, de vez que a edificação de semelhantes bênçãos no espírito nascem da sublimação interior que é fruto do trabalho laborioso de cada um." (Emmanuel)



Bom Dia - Recados e Imagens (11569)
O valor de cada um


 
Conta-se que um carregador de água, na Índia, conduzia dois potes grandes, cada um pendurado numa das pontas de uma vara que levava sobre os ombros.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio do líquido, no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.
O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente. O carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.
O mesmo não acontecia com o pote rachado, que estava envergonhado de sua imperfeição e, sentindo-se imprestável, por não ser capaz de realizar sua tarefa por inteiro.
Após perceber que, por dois anos, havia cumprido pela metade a sua missão, o pote rachado falou para o homem à beira do poço:
Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
Por quê? Perguntou o homem. De que você está envergonhado?
Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até a casa do seu senhor.
Por causa do meu defeito, você tem que fazer esse trabalho e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote e, com compaixão, falou:
Quando estivermos voltando para a casa do meu senhor, quero que observe as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens à beira do caminho e isto lhe deu certo ânimo.
Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade e, de novo, pediu desculpas ao homem por sua falha. O homem lhe falou com doçura:
Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado?
É que eu, ao perceber o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no lado em que você estava e, cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava.
Por dois anos eu pude colher flores para enfeitar a mesa do meu senhor. E se você não deixasse vazar a água, ele não poderia ter as flores para perfumar sua casa.
* * *
Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos, mas isto não deve nos impedir de dar utilidade à nossa vida.
Se é verdade que temos nossas fragilidades, também é que temos algum valor.
O importante é que busquemos conhecer, igualmente, nossas imperfeições e nossos valores. Aos valores já adquiridos devemos dar o devido reforço e aos defeitos a devida atenção para transformá-los em virtudes, como o caso do pote rachado.
Agindo assim, não nos deteremos à beira do caminho a lamentar as nossas limitações, mas agiremos rápido para superá-las e seguir adiante.
* * *
Se você está triste ou sentindo-se infeliz ou inútil, lembre-se que o Criador confia em seu potencial, senão Ele não teria criado você.
E lembre-se, ainda, que a cada manhã Ele lhe renova a oportunidade de crescimento, apostando na sua coragem e na sua disposição de autossuperar-se, pois ele sabe que cada um de Seus filhos tem seu próprio e único valor.
Pense nisso!
 


 
Redação do Momento Espírita com base em texto recebido pela Internet.
Em 20.08.2010.

 
Um feliz e abençoado dia!!!

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Com estima e apreço,
Myrna.