quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Em todos os lances da evolução, seremos defrontados pelo egoísmo a entravar-nos o passo. É sombra em nosso sentimento em forma de vaidade e tóxico em nosso raciocínio na feição de orgulho. É veneno em nosso coração sob a máscara do crime e fogo em nossa alma, sob a capa agressiva da revolta. É incêndio em nosso peito, sob a tempestade da cólera e gelo em nossas mãos, sob a inércia da preguiça. Aparece em todas as fases do dia, ora sob a faixa do desculpismo de variados matizes, ora sob os mil modos com que apresentamos a nossa deserção da luta santificante. Desvairado apego ao nosso "eu", o egoísmo, sem dúvida, é treva da ignorância ocultando-nos o caminho real de nossos deveres à frente da imortalidade sublime. Se desejamos efetivamente alcançar a bendita claridade da ascensão, abandonemo-lo aos resíduos da estrada e, fugindo ao circulo estreito de nossa personalidade, através da ação constante no bem, consagremo-nos à Vontade do Senhor - única fórmula de libertação que nos conduzirá à felicidade verdadeira. Cultivemos a boa vontade, a compreensão e a simpatia. E, aprendendo a servir sem descansar, seguiremos do vale escuro da ignorância para os cimos da vida, onde nos esperam as alegrias eternas da sabedoria e do amor." (André Luiz)



Egoísmo


 
O egoísmo é a fonte da maioria absoluta dos males que assolam a Humanidade.
A exagerada preocupação com os próprios interesses faz com que qualquer coisa que os contrarie tome desmedida importância.
Essa forma equivocada e rasteira de perceber a vida a todos prejudica.
Primeiro, tira a paz do próprio egoísta, que se angustia em suas tentativas de submeter o mundo aos seus interesses.
Segundo, causa danos à sociedade, que não pode ser harmônica enquanto seus integrantes se digladiam.
Já a solidariedade e a preocupação com o bem-estar coletivo disseminam a felicidade.
Tome-se como exemplo a questão da segurança.
Os habitantes das grandes cidades vivem em estado de alerta, com medo de serem molestados.
Quem pode contrata serviço de vigilância para sua residência.
Há preocupação constante com os filhos e os parentes em geral.
Teme-se um assalto, um seqüestro relâmpago, um golpe de qualquer ordem.
Tal situação é típica de uma sociedade egoísta.
Se a preocupação com os próprios interesses fosse menor, poderiam ser encontradas formas de resolver o problema.
Mas, para isso, o objetivo das criaturas não poderia ser fazer crescer a qualquer custo o próprio patrimônio.
É bom e natural que os homens se preocupem em conquistar bens que lhes garantam uma vida digna, e fomentem o progresso.
Mas quando a busca das coisas materiais é exacerbada, ela causa grandes problemas.
Numa sociedade em que a grande maioria está despreocupada com o bem-estar coletivo, as disparidades crescem.
É impossível que todos conquistem exatamente o mesmo nível de conforto.
Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Mas é necessário assegurar condições para que todos conquistem o mínimo indispensável a um viver digno.
Quando o homem consegue ver o próximo como um semelhante, torna-se solidário.
A dor do outro dói tanto quanto a sua.
A miséria e o desemprego na casa do vizinho são tão trágicos como se fossem na sua residência.
Imagine como seria bom viver em uma sociedade segura.
Sair tranqüilo na rua, mesmo à noite.
Mandar seus filhos para a escola, certo de que ninguém os molestaria.
Está nas mãos de todos adotar as providências iniciais para uma reforma social.
Essa reforma principia pela modificação do próprio comportamento.
A reforma íntima é uma dura batalha.
É mais fácil vencer os outros do que a si mesmo.
Mas não há equívocos no Universo, que é regido pela Sabedoria Divina.
Cada qual vive no meio que lhe é mais adequado.
Se você deseja viver em paz, comece a burilar o seu interior.
Preste atenção em todas as suas atitudes que revelam egoísmo.
Esse egoísmo pode ser pessoal, familiar ou de classe.
Analise o que você deseja para você, para sua família ou para sua classe profissional.
Há como estender tais vantagens para os outros?
O custo de suas regalias não é excessivamente alto para os semelhantes?
Certamente vale a pena moderar um pouco os próprios anseios, em prol de uma vida harmoniosa.
De nada adianta enriquecer causando o empobrecimento alheio.
Não é possível viver em paz em meio à miséria e a dor dos semelhantes.
A genuína felicidade surge quando se aprende a compartilhar.
Quem experimenta a ventura da solidariedade jamais volta atrás.


 
Redação do Momento Espírita.
Em 21.11.2008.




Gif de sol
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Myrna.