quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Encontrarás talvez, junto de tí, os que te pareçam errados. Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz. Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio. Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas? Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira. Decepada a raiz, morreram a flores. Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar na janelas de nossa vida? Aceita os outros tais quais são. Espera e serve. Abençoa e ama sempre. O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã. O julgamento é dos homens, mas a justiça é de Deus." (Meimei)



O que é o amor?


 
 
Numa sala de aula, onde havia várias crianças, uma delas perguntou à professora:
Professora, o que é o amor?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.
E como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelos jardins da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
As crianças saíram apressadas e depois de alguns minutos voltaram à sala.
A professora esperou que todos se sentassem e, quando o silêncio se fez na pequena sala, cobrou a tarefa que lhes havia dado: Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse: Eu trouxe esta flor, não é linda?
A segunda falou: Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou: Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
E assim as crianças foram mostrando tudo o que tinham captado lá fora, que pudesse representar o amor.
Terminada a exposição, a professora notou que uma das crianças tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava muito envergonhada, pois nada havia trazido.
Então a professora se aproximou dela e lhe perguntou:
Meu bem, por que você não trouxe nada?
E a criança timidamente respondeu:
Desculpe, professora. Eu vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo.
Vi também a borboleta, leve e colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.
Achei um passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.
Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mamãe passarinho ao ver seu filhote de volta, são e salvo.
Como posso mostrar o que trouxe?
A professora agradeceu a todos e, olhando a criança de mãos vazias, disse-lhe:
Você foi a única criança que percebeu que só podemos trazer o amor no coração.
* * *
Se você já consegue perceber as belezas que Deus criou para enfeitar o planeta que nos serve de morada, não queira reter essas maravilhas para si somente, pois isso não é amor, é egoísmo.
Se você admira as flores, deixe-as no lugar em que estão, para que os outros possam sentir também o seu perfume e admirar sua beleza.
Se você se extasia contemplando a leveza dos pássaros a deslizar no ar, não os prenda em gaiolas, para que outras pessoas possam admirá-los também.
Se você aprecia ver os rios de águas cristalinas a correr por entre as pedras, não lhes polua o leito, para que outros olhos possam contemplá-los, igualmente.
Se você gosta de banhar-se nas águas limpas do oceano, não lhes turve a limpidez, para que todos possam usufruir dessa maravilha.
Se você se sente bem respirando ar puro, preserve-o para que todos possam desfrutar desse benefício.
E, por fim, lembre-se: o verdadeiro sentimento de amor só pode ser conduzido no próprio coração.



 
Redação do Momento Espírita, com base em história extraída do livro Histórias para sua criança interior, de Eliane de Araujo, ed. Roca. Em 15.04.2008.
 
 


terça-feira, 30 de outubro de 2012

"O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial. Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva. A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nesta tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes. O apóstolo Paulo compreendeu esta verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade. Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida do teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa." (Emmanuel)



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Vítimas das ilusões
 
 
 
Você se considera uma pessoa livre das armadilhas da ilusão?
Se a sua resposta foi sim, considere o seguinte:
Quando alguém julga infalível a sua razão, está bem perto do erro, pois geralmente nosso juízo é apressado, parcial e muito limitado.
Quando observamos a situação atual da nossa sociedade, podemos perceber que a grande maioria das pessoas está sob a influência de algum tipo de ilusão.
A ilusão da eterna beleza física, por exemplo, é quase generalizada.
Que digam os fabricantes de produtos criados com essa finalidade e os profissionais da área...
Chegou a tal ponto a preocupação com a beleza física, que jovens de 20 e poucos anos estão desesperados por causa das rugas que poderão aparecer no futuro...
A busca por produtos que evitem que as marcas de expressão se transformem em vincos na face, é assustadora.
Mas o tempo se encarregará pelo desgaste natural que surge com o passar dos anos, triunfando sobre a ilusão da eterna juventude do corpo.
Sem dúvida, é louvável a possibilidade que os avanços científicos propiciam para que as pessoas se sintam bem.
A medicina estética surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema físico.
Todavia, acreditar que os recursos da tecnologia vão nos tornar jovens no corpo físico para sempre, é triste ilusão.
Outra maneira de nos iludir é imaginar que um governo possa resolver todos os problemas de uma sociedade, de forma milagrosa, acreditando num discurso vazio e sem fundamentos lógicos e coerentes com a realidade.
O sabor da desilusão, nesses casos, pode ser amargo e trazer conseqüências desastrosas, gerando desânimo ou revolta no meio dos que se iludiram.
Aproveitando essa fragilidade dos indivíduos, de cair nas malhas da ilusão, o comércio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.
São cintos para disfarçar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pareça mais delineada...
Sutiãs que simulam seios maiores, mais torneados...
Calças e meias com bumbuns postiços, e muito mais...
São iludidos... São ilusões...
Existem também pessoas que se iludem sobre seu próprio caráter. De tanto mentir acabam por acreditar nas mentiras que inventaram.
E, pior ainda, acreditam que os outros são tolos a ponto de não perceberem que mentem, e continuam jurando, até diante das câmeras, que dizem a verdade.
Existem pessoas visivelmente convencidas de que são donas da vontade alheia, tornando-se déspotas no lar ou no trabalho, iludidas de que terão para sempre seus reféns.
Há indivíduos que desejam ser eternamente dependentes de outros indivíduos, na tentativa de burlar as leis do progresso e permanecer infantis para sempre.
Meras ilusões...
Poderíamos trazer inúmeros outros exemplos, mas não é essa a intenção.
Desejamos tão-somente trazer à baila a questão das ilusões que cada vez mais estão presentes em nossas vidas.
No entanto, essa é uma questão que só será solucionada quando cada um quiser, pois é de foro íntimo e exige reflexão séria e isenta de prevenção.
E a prevenção, juntamente com a pretensão, é forte indício de ilusão, pois quem julga infalível a sua razão, está bem perto do erro.
É graças ao poder de iludir que têm certos indivíduos, e à propensão para se deixar iludir de outros tantos, que a vida toma rumos perigosos e conduz a destinos incertos.
Vale a pena pensar um pouco mais sobre essa questão.
Buscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a direção que tomamos.
Retirar do olhar o véu das ilusões e seguir a passos firmes na direção da felicidade sem disfarces e sem fantasias.
Na direção da felicidade efetiva, que só a realidade pode nos oferecer.
Pensemos nisso!


 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 
 
 
 
 

"Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado. Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente. Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veículos de perturbação e desânimo. Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos. Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes. Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação. Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que consignamos por dessasombro, muita vezes é loucura. Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico. Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos. Atenda a afabilidade e a doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis." (André Luiz)


Vidros coloridos

 
 
Conta-se que, há muito tempo, um habilidoso calculista persa, chamado Beremiz Samir, prestava serviços de secretário a um poderoso Vizir.
Sua capacidade de raciocínio matemático a todos causava profundo espanto. Ele era capaz de, em poucos segundos, elaborar cálculos de extrema complexidade, resolvendo questões intrigantes.
Formulava, às vezes, sobre os acontecimentos mais banais da vida, comparações inesperadas, que denotavam grande agudeza de espírito e raro talento matemático.
Sabia, também, contar histórias e narrar episódios, que muito ilustravam suas palestras, por si só atraentes e curiosas.
Em função disso, a fama de Beremiz ganhou excepcional realce.
Na modesta hospedaria em que vivia, os visitantes e conhecidos não perdiam a oportunidade de lisonjeá-lo, com repetidas demonstrações de simpatia e de consideração.
Além disso, diariamente o calculista via-se obrigado a atender a dezenas de consultas.
Todos o buscavam a fim de obter as mais variadas orientações e conselhos. Beremiz os atendia sempre com paciência e bondade.
Esclarecia a alguns, dava conselhos a outros.
Procurava destruir as superstições e crendices dos fracos e ignorantes, mostrando-lhes que nenhuma relação poderá existir, pela vontade de Deus, entre os números e as alegrias, tristezas e angústias do coração.
E procedia dessa forma, guiado por elevado sentimento de altruísmo, sem visar lucro ou recompensa.
Recusava sistematicamente o dinheiro que lhe ofereciam e, quando um rico insistia em pagar a consulta, Beremiz recebia a bolsa cheia, agradecia e mandava distribuir integralmente a quantia entre os pobres do bairro.
Certa vez, um mercador, chamado Aziz, empunhando um papel cheio de números e contas, veio queixar-se de um sócio a quem tratava de ladrão miserável e outros qualificativos não menos insultosos.
Beremiz tentou acalmar o ânimo exaltadíssimo do homem e chamá-lo ao caminho da mansidão.
Aproximou-se e falou-lhe calmamente:
Acautelai-vos contra os juízos arrebatados pela paixão, porque esta desfigura muitas vezes a verdade.
Aquele que olha por um vidro de cor, vê todos os objetos da cor desse vidro: se o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é amarelo, vê tudo amarelado.
A paixão está para nós como a cor do vidro para os olhos.
Quando alguém nos agrada, é fácil desculpar; se, ao contrário, nos aborrece, condenamos ou interpretamos de modo desfavorável.
A seguir, examinou com paciência as contas e descobriu nelas vários enganos que desvirtuavam os resultados.
Aziz certificou-se de que havia sido injusto para com o sócio, e tão encantado ficou com a maneira inteligente e conciliadora de Beremiz, que saiu dali com o coração modificado.
* * *
Muitas vezes, o nosso ponto de vista nos permite perceber apenas uma face deturpada da realidade.
Não é raro acreditar cegamente em equívocos, graças ao nosso orgulho exacerbado e ao nosso velho egoísmo.
Antes de adotar qualquer postura de confronto ou de sofrimento, é necessário abandonar os vidros coloridos que utilizamos para ver e analisar o mundo e as pessoas.
A imparcialidade perante a vida é uma posição que devemos buscar incansavelmente, a fim de garantir aos nossos atos, palavras e pensamentos, a justiça que desejamos encontrar nos outros.
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17 do livro O homem que calculava, de Malba Tahan.
 
 
 
 
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Bom dia!!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

..."É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado." (André Luiz)




Recados para facebook

Quem oferece flores
 

 
Quem oferece flores está sempre perfumado.
A frase é uma das muitas adaptações já sofridas por um possível provérbio chinês antigo.
Em outra versão lê-se que um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores.
Na essência dessa ideia está o ensino de que somos nós os maiores beneficiados por uma boa ação praticada, por uma doação, por um gesto de carinho.
Quem recebe as flores poderá se perfumar ou não, se encantar ou não, ficar agradecido ou dar pouca importância.
Porém, quem oferece o ramalhete já está perfumado.
Não temos controle sobre a reação do outro. Não sabemos se irá aproveitar bem, se saberá dar o verdadeiro valor àquilo que fizemos ou dissemos.
Mas, ao tomar a decisão de colher as rosas já estamos nos encharcando de sua essência delicada e bela.
Depois, transportando-as e permanecendo em sua companhia por um tempo, presenteamos nossos próprios olhos e pensamentos com imagens floridas.
Por vezes nos preocupamos em demasia em como o outro irá receber, se saberá valorizar, se saberá agradecer, e acabamos intranquilizando a alma.
A alma de quem oferece florescências não precisa se angustiar, pois já está mergulhada no bem, inundada de amor, do verdadeiro amor, aquele que não espera retorno nem reconhecimento.
É claro que sempre torcemos pelo sorriso no rosto de quem recebeu nosso presente, como se ele fosse a confirmação de que nossa ação foi nobre.
Porém, a confirmação maior está em nossa consciência, que sempre nos avisa, que sempre nos sinaliza quando estamos no caminho dos sentimentos nobres.
Aí está o pouco de perfume que permanece em nossas mãos.
Sempre saímos ganhando quando nos doamos, quando nos preocupamos com o outro. Essa é uma das grandes bênçãos da caridade - ela nos preenche.
Igualmente, se pensarmos pelo lado negativo, das ações maléficas, imaginemos mãos cheias de lama, prontas para atirar no outro.
Quem atira a lama já está coberto dela. É o primeiro que se suja e se prejudica e, mesmo que a jogue longe, mirando em algo ou alguém, sempre permanecerá com as mãos lamacentas.
Isso nos leva a entender que sempre temos a escolha: de estar com as mãos perfumadas ou cheias de lama.
* * *
Ofereço-lhe as flores de minh´alma,
Colhidas aqui e ali, nos campos que percorri,
Nas vidas que vivi, durante este tempo em que já sou eu.
Ofereço-lhe meus sorrisos e minha arte,
A arte de misturar as palavras multicolores, como flores, fazendo um jardim,
Ofereço-lhe meu tempo mais precioso, pois tempo que se passa junto é muito maior do que aquele que se passa só,
Ofereço-lhe companhia, não de quem pensa igual, mas de quem pensa ao lado, ouve, respeita e entende outros tipos de pensares.
Ofereço-lhe o que há de melhor em mim... E o mais curioso é que não me esvazio. Não, ao fazer isso, sinto-me ainda maior.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 22.10.2012.

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Bom dia!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"Se vc ama uma pessoa...não queira encarcerar a pessoa ao seu modo de vida...respeite o modo de vida dela e lembre-se: que se queremos ser respeitados no nosso modo de ser e agir devemos respeitar os outros também...não faça ao próximo o que não gostaria que lhe fizessem!"




Respeito


 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo.

O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.

E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito. Incluíram tudo, mas… cometeram um grande erro.

Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida. Ninguém corria como ele.

Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram:
“Voa, Coelho”. Ele saltou lá de cima e “pluft”… coitadinho! Quebrou as pernas.

O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

Sabe de uma coisa?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por Deus. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem… e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

“Respeitar as diferenças é amar as pessoas como elas são! “


 

(Autoria desconhecida)

 
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Quem ama respeita sempre!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos: Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva. Palpita em todas as criaturas. Alimenta todas as ações. O ódio é o Amor que se envenena. A paixão é o Amor que se incendeia. O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo. O ciúme é o Amor que se dilacera. A revolta é o Amor que se transvia. O orgulho é o Amor que enlouquece. A discórdia é o Amor que divide. A vaidade é o Amor que ilude. A avareza é o Amor que se encarcera. O vício é o Amor que se embrutece. A crueldade é o Amor que tiraniza. O fanatismo é o Amor que petrifica. A fraternidade é o Amor que se expande. A bondade é o Amor que se desenvolve. O carinho é o Amor que se enflora. A dedicação é o Amor que se estende. O trabalho digno é o Amor que aprimora. A experiência é o Amor que amadurece. A renúncia é o Amor que se ilumina. O sacrifício é o Amor que se santifica. O Amor é o clima do Universo. É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação. Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade. Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos. Com ele, tudo se aclara. Longe dele, a sombra se coagula e prevalece. Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei." (João de Brito)



O amor que tenho é o que dou
 
"...No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensasões; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior..."
(Cap XI item 8) - O Evangelho segundo o Espiritismo
 


 
Somente se dá aquilo que se possui.
Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar?
Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?
Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação.
Há diversidades de evolução no planeta.
Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os primeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa.
Eis aqui uma breve relação de sintomas comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e simplesmente deseja:
- Há indivíduos que, para conquistar os outros e convencê-los de suas habilidades e valores, contam vantagens, persuadindo também a si mesmo, pois acreditam que para amar é preciso apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles que podem aceitá-lo ou recusá-lo.
- Há criaturas que tentam amar comprando pessoas, omitindo e negando suas necessidades e metas existencias, abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão de todos os seus gostos e desejos, perdem o sentido de suas própias vidas, terminando desastrosamente seus relacionamentos.
- Alguns delegam o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em "nome do amor", o desatino de renunciar ao própio senso de dignidade, componente vital à felicidade.
Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois tornaram-se "um nada" ao permitirem que isso acontecesse.
- Outros tantos usam da mentira, encombrindo realidades e escondendo conflitos.
Convictos de que têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas que ela possa lhes expor diante dos outros.
Acabam fracassados afetivamente por falta de honestidade e sinceridade.
- Certas criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado como propiedade particular.
Por não confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam criando um convívio insuportável e desgastante.
Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem "não", convencidos de que, sempre sendo passivos em tudo, receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsideração e uma vida insatisfatória.
Requisitar dos outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais, Forçar pais, filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueçeres teus própios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.
É dando que se recebe; portanto cabe a ti mesmo administrar tuas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros te fizessem.
Não peças amor e afeto; antes de tudo, dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento.
Importante é que sigas os passos de Jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigí-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.
Quanto aos outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu livre arbítrio e amadurecimento espiritual.



 
Extraído do Livro Renovando Atitudes - do espírito Hammed, pelo médium Fracisco do Espírito Santo Neto
 
 
 
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Realmente, a caridade é a chave do Céu, entretanto, não nos esqueçamos de que a boa vontade é o começo da sublime virtude, tanto quanto o alicerce é o início da construção. Se encontrarmos a cólera no espírito do companheiro e não temos a boa vontade da paciência, indiscutivelmente, atingiremos lamentáveis conflitos. Se o desânimo nos visita e não dispomos de boa vontade na resistência, dormiremos delituosamente na inutilidade. Se a maldade nos persegue e não exercitamos a boa vontade da desculpa compreensiva, desceremos a deploráveis movimentos de reação com resultados imprevisíveis. Se o trabalho nos pede sacrifício e não usamos a boa vontade da renúncia, o atraso e a sombra dominarão a vida que devemos iluminar e sublimar. Se o insulto nos surpreende e não praticamos a boa vontade do silêncio, cairemos na desesperação. Se a prova nos procura, em favor de nossa regeneração e fugimos à boa vontade da conformação e da diligência, demorar-nos-emos indefinidamente na brutalidade, adiando sempre a nossa elevação para a Vida Superior. De todos os males que escravizam as nossas almas, na Terra, os maiores, são a ignorância e a penúria. Para combatê-los e extinguí-los, tenhamos a precisa coragem de trabalhar e servir, auxiliando-nos reciprocamente, aprendendo sempre e semeando o bem, cada vez mais, porque se a caridade é o nosso anjo renovador devemos reconhecer que, nos variado problemas da jornada na Terra, sem a boa vontade não há solução." (Emmanuel)



Espiritismo e Nós



Se o doente solicita receita e não aplica o remédio...
Se o aluno fichado na escola não lhe frequenta as aulas...
Se o viajante necessita chegar à estação, com passagem adquirida, e não toma o comboio...
Se o lavrador inicia a plantação e larga o traba-lho à conta do vento...
Não culpe o médico, não acuse o professor, não reprove a condução, nem malsine a terra.
Assim também, o Espiritismo, junto de nós, quando lhe conhecemos os sagrados objetivos, sob a direção de Jesus.
Se nos reconhecemos necessitados de melhoria, se aspiramos à luz, se temos sede de paz, se que-remos felicidade e não nos dispomos a usá-lo em nós, por instrumento da própria renovação, não nos queixemos senão de nós mesmos.
 
 


Médium: Chico Xavier Autor: Albino Teixeira
 
 
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Bom dia!!!

"Se abraçaste o ministério do bem, segue adiante e não temas. O mal que possas sofrer é a preparação do bem que te propões a concretizar. O vaso não consolida a própria forma sem o calor do forno que o molesta. O trigo não se faz pão autêntico sem o processo de esmagamento que o tritura. Entrega-te a Deus, a bem dos outros e Deus saberá usar-te em teu próprio bem." (Emmanuel)



Perdoados mas não Limpos
 
 

Em nossas faltas, na maioria das vezes, somos imediatamente perdoados, mas não limpos.
Fomos perdoados pelo fel da maledicência, mas a sombra que tencionávamos esparzir, na estrada alheia, permanece dentro de nós por agoniado constrangimento.
Fomos perdoados pela brasa da calúnia, mas o fogo que arremessamos à cabeça do próximo passa a incendiar-nos o coração.
Fomos perdoados pelo corte da ofensa, mas a pedra atirada aos irmãos do caminho volta, incontinenti, a lanhar-nos o próprio ser.
Fomos perdoados pela falha de vigilância, mas o prejuízo em nossos vizinhos cobre-nos de vergonha.
Fomos perdoados pela manifestação de fraqueza, mas o desastre que provocamos é dor moral que nos segue os dias.
Fomos perdoados por todos aqueles a quem ferimos, no delírio da violência, mas, onde estivermos, é preciso extinguir os monstros do remorso que os nossos pensamentos articulam, desarvorados.
Chaga que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação nesse mesmo alguém, mas será sempre chaga de aflição a pesar-nos na vida.
Injúria aos semelhantes é azorrague mental que nos chicoteia.
A serpente leva consigo a peçonha que veicula.
O escorpião carrega em si próprio a carga venenosa que ele mesmo segrega.
Ridicularizados, atacados, perseguidos ou dilacerados, evitemos o mal, mesmo quando o mal assuma a feição de defesa, porque todo mal que fizermos aos outros é mal a nós mesmos.
Quase sempre aqueles que passaram pelos golpes de nossa irreflexão já nos perdoaram incondicionalmente, fulgindo nos planos superiores; no entanto, pela lei de correspondência, ruminamos, por tempo indeterminado, os quadros sinistros que nós mesmos criamos.
Cada consciência vive e envolve entre os seus próprios reflexos.
É por isso que Allan Kardec afirmou, convincente, que, depois da morte, até que se redima no campo individual, "para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é suplício cruel".


 

Médium: Chico XavierAutor: Emmanuel
 
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

"Revisa as iniciativas que já promoveste, com êxito amplo e concluirás que o insucesso não passa de convite à renovação para que recomeces as próprias atividades em linhas mais justas... Ensina-me, Deus de Misericórdia, que as bases da vida são em verdade, tão importantes que, um dia, Jesus, o teu enviado ao mundo se propôs a lavar os pés dos seus próprios discípulos... Senhor!...Nos dias em que a tristeza nos acene, induze-nos a lembrar as alegrias de que nos enriqueces, constantemente, a fim de que o desânimo não entorpeça a capacidade de trabalhar. Não nos consintas acreditar na fraqueza quando nos revestes a existência com recursos inesgotáveis para o trabalho e nem nos permitas crer na necessidade do ressentimento, quando nos impeles a viver, cada dia, em pleno oceano de amor. Senhor!...Auxilia-me a reconhecer que o cansaço e a dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência." (Meimei)




Scraps Personalizados
Tenha Sempre Bons Pensamento


Tenha sempre bons pensamentos
porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras
Tenha boas palavras
porque as suas palavras se transformam em suas ações
Tenha boas ações
porque as suas ações se transformam em seus hábitos.
Tenha bons hábitos
porque os seus hábitos se transformam em seus valores
Tenha bons valores
porque os seu valores se transformam no seu próprio destino.


 
Mahatma Gandhi  
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"Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha. Aceite qualquer dificuldade sem discutir. Hoje é o tempo de fazer o melhor. Trabalhe com alegria. O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço é um cadáver que pensa. Faça o bem quanto possa. Cada criatura transita entre as próprias criações. Valorize os minutos. Tudo volta, com exceção da hora perdida. Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio. Estime a simplicidade. O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte. Perdoe sem condições. Irritar-se é o melhor processo de perder. Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. Experimente atender aos familiares como você trata as visitas. Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário e vencido era a causa de Deus." (Emmanuel)




Scraps Personalizados
Viva como as Flores
 


- Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.


 
Autoria Desconhecida

Gif abelha
Bom dia!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"Não olvides que o mundo é um palácio de alegria onde a Bondade do Senhor se expressa jubilosa. O sol desce sobre o pântano em sublime exaltação de luz. A flor endereça ao firmamento permanente mensagem de perfume. O vento que toca a essência das árvores é um cântico de ninar... A fonte corre sobre a areia e deslisa sobre o pedregulho com a serenidade de que exerce um divino mandato; a semente vence a sombra da cova fria, convertendo-se em lavoura de esperança; e a espiga madura sofre o processo de trituração com a digna humildade de quem se vê feliz no enriquecimento da mesa... Não te esqueças, assim, de que a alegria é o nosso dever primordial, no desempenho de todos os deveres que a vida nos assinala. Se trabalhas, sê contente na obrigação que te engrandece e renova, para que o estímulo reine em torno de teus passos; se repousas, que o teu pensamento vibre a felicidade da alma fiel ao bem, para que a tua atmosfera mental seja ninho de bênçãos. Se sofres, sê otimista com a esperança; se lutas, não percas a lâmpada milagrosa da fé viva que te clareia a senda para a vanguarda da luz! Se falham teus sonhos de estabilidade na Terra, usa a paciência construtiva que te reserva bênçãos maiores do amanhã que desconheces; se tudo é desequilíbrio e flagelação ao teu lado, sê feliz com a tua esperança a irradiar-se em orações silenciosas de compreensão e de amor. Deus legou-nos a alegria por divina herança no mundo. Trabalha, procurando-a e, hoje mesmo, o nevoeiro da amargura dissipar-se-á em teu caminho, porque pela graça do serviço de nossos semelhantes, a alegria nascerá dentro de nós mesmos, transformando-se em estrela divina a fulgurar imorredoura em nosso próprio coração." (José de Castro)



Alegria
 

Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

 

Médium: Chico XavierAutor: Meimei 

 
Bom dia!!!

domingo, 21 de outubro de 2012

"Se você está no ponto de cair da confiança para a negação, tome alguns momentos para refletir, conversando consigo mesmo. Se o desânimo lhe bate à porta, em razão de alguma dificuldade, recorde que a dificuldade é sempre uma lição por aproveitar, ao passo que o desânimo nunca auxiliou a ninguém. Se a irritação lhe cria aborrecimentos, o azedume é simplesmente uma nuvem entre você e a realidade. Se você cometeu algum erro, isso significa tempo de aprender e não de desistir. Se outros falharam, eis chegado o instante de mais confiança em Deus e em você mesmo. Se injúrias apareceram, você encontrou a ocasião de agir e servir mais, conquistando a confiança dos outros. Se temores lhe invadiram a mente lembre-se de que sem comando seguro, não há máquina que funcione. Se a enfermidade lhe visita as forças, estará você no grande momento de praticar a sua fé sem desacreditá-la. Confiança é a sua coragem de superar-se, realizando o melhor ao seu alcance. Se você está procurando a felicidade pela prática do bem, não perca o seu dia com dúvida e desalento, porque confiando em Deus e em você mesmo, basta seguir em frente com o seu trabalho e você a encontrará." (André Luiz)




Bordados da Vida
 
 

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.
Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?
" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo
você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho.
Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
"Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros.
Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim...
Eu farei o meu trabalho.
Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida.
Do outro lado, Deus está bordando...
Que Deus faça de suas vidas um "lindo bordado"!
 
 
(Autoria desconhecida)


 
Felicidades sempre!

"Onde estiveres, faze claridade em ti mesmo, para que a treva desça de nível. Só a luz desintegrará na Terra as cristalizações da sombra, em que a ignorância e a penúria tecem ninho à inquietação e ao sofrimento...A idéia esclarece. O sentimento cria. A palavra edifica. O exemplo arrasta. É por isso que Jesus, exalando a sabedoria, não olvidou a prática do amor. Aprendamos servindo. Essa é a única fórmula capaz de reunir-nos ao Mestre que procuramos. Muitos possuem ouro e prata... Muitos detêm a cultura... Muitos guardam a bondade... Muitos dispõem do poder... Mas se não sabem acender a luz em si próprios, riqueza e inteligência, afetividade e dominação, não lhes servem, por vezes, senão por vasto pedregulho no campo da experiência. Entesoura no cérebro a ciência que te ilumine, mas inflama de amor o coração que te pulsa no peito, porque somente assim farás da própria vida a estrela de serviço e de fé, guiando-te a alma em triunfo para além das sombras que enxameiam nos vales da provação e da morte." (Emmanuel)



Se...
 
 

Se alguém pretende magoá-lo, e você não aceita a ofensa, ele não o conseguirá, por mais o tente.
Se outrem enunciou cruel calúnia para desmoralizá-lo, e ele mente, como é óbvio, você prosseguirá como antes.
Se alguma pessoa de temperamento áspero não simpatiza com você, e a sua é uma atitude de compreensão, de forma alguma você será afetado pelas suas vibrações negativas.
Se um amigo de largo tempo desertou da sua companhia, acusando-o injustamente, e você se encontra com a consciência tranquila, não prosseguirá a sós.
Se você foi acusado por perversidade ou inveja de alguém, e se permanece consciente da sua honorabilidade, nada mudará em sua vida.
Se você se vê a braços com inimigos ferrenhos, mas não revida o mal que lhe desejam, conseguirá expressiva vitória na sua marcha ascensional.
Se apupado e desrespeitado, você percebe que o fazem por despeito e sentimentos inferiores, não se detendo na torpe situação, você é um vencedor.
Se algumas criaturas demonstram desagrado ante a sua presença, e você consegue desculpá-las, a sua é a postura adequada.

Nunca tome para você as agressões dos outros, mesmo quando citado nominalmente.
A grande maioria dos indivíduos vê o seu próximo mediante a projeção dos próprios conflitos, e nem sequer dão-se conta da insensatez que os domina.
É fácil identificar nos outros ou transferir as próprias torpezas e insânias, raramente os tesouros das virtudes que escasseiam.
Mantenha-se em paz, não se considerando tão importante, que seja sempre motivo da agressão e da maldade dos outros.
Sempre haverá opositores e vítimas na sociedade.
Que você seja a tranquilidade de consciência a serviço do Bem libertador.
Se você assim proceder, o mal dos outros nunca lhe fará mal, mas o seu bem a todos fará muito bem.
 
Médium: Divaldo FrancoAutor: Marco Prisco



Senhor! Em tudo quanto eu te peça, conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes. Não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite. E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar a tua concessão, não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a tua dádiva, sem prejudicar a ninguém." (André Luiz)




Aprendi com o Tempo
 
 
"Compreendi que para ser feliz basta querer...
Aprendi que o tempo cura,
Que a mágoa passa,
Que a decepção não mata,
Que o hoje é reflexo de ontem...
Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas,
Que os verdadeiros amigos permanecem,
Que a dor fortalece,
Que vencer engrandece...
Aprendi que sonhar não é fantasiar,
Que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos,
Que o valor está na conquista...
Compreendi que as palavras têm força,
Que fazer é melhor do que falar,
Que o olhar não mente,
Que viver é aprender com os erros...
Aprendi que tudo depende da vontade...
Que o melhor é ser nós mesmos..."
Que o segredo da vida é viver !!!
 

Autor desconhecido
Feliz começo de semana!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, entretanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor. Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo. Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos. Indiscutivelmente, nao podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranqüilidade que se deve manter em casa. Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta. O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória. Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita. Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós." (Emmanuel)



A lição da carpintaria
 
 

Conta-se que, certa vez, uma estranha assembleia teve lugar em uma carpintaria.
Foi uma reunião das ferramentas para tirar as suas diferenças. O martelo assumiu a presidência da reunião, com arrogância.
Entretanto, logo foi exigido que ele renunciasse. O motivo? É que ele fazia ruído demais. Passava o tempo todo golpeando, batendo. Não havia quem aguentasse.
O martelo aceitou a sua culpa, mas exigiu que também fosse retirado da assembleia o parafuso.
É que ele precisava dar muitas voltas para servir para alguma coisa. Com isso, se perdia tempo precioso.
O parafuso aceitou se retirar, desde que a lixa igualmente fosse expulsa.
Era muito áspera em seu tratamento. E, além do mais, vivia tendo atritos com os demais.
A lixa se levantou e apontou os defeitos do metro. Ele também deveria sair do local, porque sempre ficava medindo aos demais conforme a sua medida. Por acaso, ele estava achando que era o único perfeito?
Enquanto assim discutiam, entrou o carpinteiro. Colocou o avental e iniciou, feliz, o seu trabalho. Tomou da madeira e usou o martelo, o parafuso, a lixa e o metro.
Depois de algumas horas, a madeira grossa e rude do início tinha se transformado em um lindo móvel.
Ele contemplou a sua obra, elogiou e saiu da carpintaria.
Bastou fechar a porta para as ferramentas retomarem a discussão. Contudo, o serrote com calma falou:
Senhores, foi demonstrado que todos temos defeitos. Mas, também pudemos observar, nas últimas horas, que todos temos qualidades. Foi exatamente com as nossas qualidades que o carpinteiro trabalhou e conseguiu criar uma obra de arte, um móvel muito bem acabado.
Então, todos concordaram que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza. O metro era preciso, exato em suas medidas.
Sentiram-se como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos.
A mesma coisa acontece com os seres humanos. Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nos demais, a situação se mostra negativa e tensa.
Ao buscar perceber os pontos positivos dos outros é quando florescem os melhores lucros para as relações dos seres humanos.
Encontrar qualidades é, portanto, uma tarefa a que nos devemos dedicar, pois que ela é capaz de inspirar todos os êxitos humanos.
* * *
Se você está disposto a ser uma pessoa produtiva no bem, otimista, criadora, comece a cultivar a sua capacidade de descobrir as virtudes nas pessoas.
Comece dentro do seu lar. Observe quantas qualidades positivas tem seu irmão, seu marido, sua sogra.
Com certeza você se surpreenderá. Depois, alongue a sua pesquisa e olhe para o seu vizinho, o colega de trabalho, as pessoas que lhe servem todos os dias: o motorista de ônibus, o cobrador, a moça do caixa do supermercado, a atendente da farmácia.
Ao fim do dia, você terá descoberto que esse imenso mundo de Deus está repleto de pessoas boas, de qualidades preciosas, prestativas e amigas.
E você terá se enriquecido de paz.


 
Redação do Momento Espírita, a partir do texto A carpintaria, de autoria desconhecida
Em 05.04.2010.

 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Em todos os lances da evolução, seremos defrontados pelo egoísmo a entravar-nos o passo. É sombra em nosso sentimento em forma de vaidade e tóxico em nosso raciocínio na feição de orgulho. É veneno em nosso coração sob a máscara do crime e fogo em nossa alma, sob a capa agressiva da revolta. É incêndio em nosso peito, sob a tempestade da cólera e gelo em nossas mãos, sob a inércia da preguiça. Aparece em todas as fases do dia, ora sob a faixa do desculpismo de variados matizes, ora sob os mil modos com que apresentamos a nossa deserção da luta santificante. Desvairado apego ao nosso "eu", o egoísmo, sem dúvida, é treva da ignorância ocultando-nos o caminho real de nossos deveres à frente da imortalidade sublime. Se desejamos efetivamente alcançar a bendita claridade da ascensão, abandonemo-lo aos resíduos da estrada e, fugindo ao circulo estreito de nossa personalidade, através da ação constante no bem, consagremo-nos à Vontade do Senhor - única fórmula de libertação que nos conduzirá à felicidade verdadeira. Cultivemos a boa vontade, a compreensão e a simpatia. E, aprendendo a servir sem descansar, seguiremos do vale escuro da ignorância para os cimos da vida, onde nos esperam as alegrias eternas da sabedoria e do amor." (André Luiz)



Egoísmo


 
O egoísmo é a fonte da maioria absoluta dos males que assolam a Humanidade.
A exagerada preocupação com os próprios interesses faz com que qualquer coisa que os contrarie tome desmedida importância.
Essa forma equivocada e rasteira de perceber a vida a todos prejudica.
Primeiro, tira a paz do próprio egoísta, que se angustia em suas tentativas de submeter o mundo aos seus interesses.
Segundo, causa danos à sociedade, que não pode ser harmônica enquanto seus integrantes se digladiam.
Já a solidariedade e a preocupação com o bem-estar coletivo disseminam a felicidade.
Tome-se como exemplo a questão da segurança.
Os habitantes das grandes cidades vivem em estado de alerta, com medo de serem molestados.
Quem pode contrata serviço de vigilância para sua residência.
Há preocupação constante com os filhos e os parentes em geral.
Teme-se um assalto, um seqüestro relâmpago, um golpe de qualquer ordem.
Tal situação é típica de uma sociedade egoísta.
Se a preocupação com os próprios interesses fosse menor, poderiam ser encontradas formas de resolver o problema.
Mas, para isso, o objetivo das criaturas não poderia ser fazer crescer a qualquer custo o próprio patrimônio.
É bom e natural que os homens se preocupem em conquistar bens que lhes garantam uma vida digna, e fomentem o progresso.
Mas quando a busca das coisas materiais é exacerbada, ela causa grandes problemas.
Numa sociedade em que a grande maioria está despreocupada com o bem-estar coletivo, as disparidades crescem.
É impossível que todos conquistem exatamente o mesmo nível de conforto.
Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Mas é necessário assegurar condições para que todos conquistem o mínimo indispensável a um viver digno.
Quando o homem consegue ver o próximo como um semelhante, torna-se solidário.
A dor do outro dói tanto quanto a sua.
A miséria e o desemprego na casa do vizinho são tão trágicos como se fossem na sua residência.
Imagine como seria bom viver em uma sociedade segura.
Sair tranqüilo na rua, mesmo à noite.
Mandar seus filhos para a escola, certo de que ninguém os molestaria.
Está nas mãos de todos adotar as providências iniciais para uma reforma social.
Essa reforma principia pela modificação do próprio comportamento.
A reforma íntima é uma dura batalha.
É mais fácil vencer os outros do que a si mesmo.
Mas não há equívocos no Universo, que é regido pela Sabedoria Divina.
Cada qual vive no meio que lhe é mais adequado.
Se você deseja viver em paz, comece a burilar o seu interior.
Preste atenção em todas as suas atitudes que revelam egoísmo.
Esse egoísmo pode ser pessoal, familiar ou de classe.
Analise o que você deseja para você, para sua família ou para sua classe profissional.
Há como estender tais vantagens para os outros?
O custo de suas regalias não é excessivamente alto para os semelhantes?
Certamente vale a pena moderar um pouco os próprios anseios, em prol de uma vida harmoniosa.
De nada adianta enriquecer causando o empobrecimento alheio.
Não é possível viver em paz em meio à miséria e a dor dos semelhantes.
A genuína felicidade surge quando se aprende a compartilhar.
Quem experimenta a ventura da solidariedade jamais volta atrás.


 
Redação do Momento Espírita.
Em 21.11.2008.




Gif de sol
Bom dia!!!