domingo, 30 de setembro de 2012

"Trabalha, criando o bem que puderes. Serve a quantos encontres. Sê bondade e socorro, apoio e eficiência. Mas sempre que te sintas indispensável, lembra o coto de vela, guardado em alguma parte, que se te faz instrumento da luz, quando a lâmpada, à noite, estiver apagada." (Emmanuel)



bom-dia
Valores éticos


 
 
Hoje em dia pode-se perceber a luta inglória travada pelos valores éticos contra os interesses egoístas dos cidadãos.
Infelizmente esse problema só se resolverá quando a educação tomar para si essa responsabilidade.
Talvez sem refletir muito a esse respeito, os pais são os primeiros a dar exemplos de violação dos princípios éticos que deveriam nortear as ações do homem de bem.
Um ponto bastante crítico é a questão dos direitos autorais.
A pirataria de CDs, vídeos, ideias e outros produtos é assustadora.
A aquisição de peças em oficinas de desmanche de automóveis roubados, mesmo sabendo disso, por custar mais barato, ou de outra mercadoria produzida por meios ilícitos, também são formas de alimentar essa agressão aos princípios da ética.
Geralmente o indivíduo que comete essa falta alega que não poderá ser responsabilizado por isso, pois não foi ele quem roubou o carro, nem fez as cópias ilegais.
A esse propósito, Allan Kardec propôs aos Espíritos Superiores a seguinte questão:
Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?
Os Benfeitores responderam:
É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara.
Hoje em dia é muito comum se jogar a culpa na Internet, pois alega-se que a falta de leis próprias para esse fim e o anonimato favorecem esse tipo de crime.
No entanto, o bom senso diz que a Internet apenas mostra o problema ético existente, porém, não o cria.
Se o internauta desonesto gosta de uma mensagem que encontra divulgada em algum site, ele a copia e passa a divulgar como se fosse sua ou como sendo de autoria desconhecida.
Mas se o internauta é honesto ele repassará a mensagem preservando os créditos a quem de direito.
Como se pode perceber, o problema não é do meio de comunicação, mas do indivíduo.
Ambos os indivíduos são filhos de alguém, foram alunos de alguém, conviveram com alguém que foi responsável pela sua educação.
Quando a criança respira os valores éticos em seu lar, dificilmente os desprezará quando jovem ou adulta.
Mas se não recebe essas noções de honradez na infância, raramente as respeitará mais tarde.
Assim, vale a pena pensar um pouco sobre essas questões tão importantes e tão graves.
E, se houver dúvidas quanto a uma ação estar certa ou errada, quanto a se é um bem ou mal, basta seguir a orientação do maior Mestre que a Terra conheceu e fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.
Ou seja, colocar-se no lugar daquele a quem se dirige a ação e se perguntar se gostaria de estar no seu lugar.
Se a resposta for positiva, pode-se agir sem a menor preocupação, mas se for negativa, certamente trará dissabores, mesmo que a ação escape às leis dos homens.
Todos nós, sem nenhuma exceção, responderemos por nossos atos perante o tribunal da própria consciência e receberemos de acordo com as nossas obras. E isso nós já sabemos há mais de dois milênios.
Portanto, se você deseja ter uma consciência limpa, não acumule detritos morais, pois eles o perturbam e infelicitam, neste mundo ou no além-túmulo.
* * *
Se você quer ter seus direitos respeitados, respeite os direitos alheios.
Faça ao outros somente o que gostaria que os outros lhe fizessem.
E para garantir a felicidade dos seus filhos, passe a eles a herança moral da honestidade e da honradez, considerando sempre que a vida não acaba no túmulo, e que as nossas ações seguirão conosco como testemunhas silenciosas, aplaudindo-nos ou reprovando-nos.
Pense nisso, mas pense agora!


 
 
Redação do Momento Espírita, com base no item 640 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 19.04.2011.
 
 
 
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, entrentanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor. Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo. Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos. Indiscutivelmente, nao podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranqüilidade que se deve manter em casa. Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta. O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória. Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita. Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós." (Emmanuel)



O hospital do Senhor


 
Uma pessoa que não estava se sentindo bem, há algum tempo, fez a seguinte declaração:
Todo ano faço um check-up para avaliação de minhas condições de saúde. Um dia desses, resolvi fazer um exame diferente e fui a um hospital muito especial. O hospital do Senhor.
Queixei-me de cansaço da vida, de dores nas juntas envelhecidas. Falei do coração descompassado pelas muitas preocupações e da carga de obrigações que me competem.
Logo que cheguei minha pressão foi medida e foi verificado que estava baixa de ternura.
Recordei que há muito tempo não estou fazendo exercícios nessa área. Havia esquecido da necessidade de expressar carinho com gestos pequenos, mas muito importantes.
Quando foi tomada minha temperatura, o registro foi de 40 graus de egoísmo. Então me lembrei de como estou guardando coisas e mais coisas, sem dar nada a ninguém, mesmo quando campanhas fazem apelos pela televisão, rádio, jornais.
Sempre achei que alguém daria o suficiente e que eu não precisava fazer nada.
Fiz um eletrocardiograma e o diagnóstico registrou que estou precisando de uma ponte de amor. As veias estão bloqueadas por não ter sido abastecido o coração vazio.
Ortopedicamente foi constatado que estou com dificuldade de andar ao lado de alguém. É que tenho preferido andar a sós. Caminho mais rápido, sem que ninguém me atrase.
Também foi observado que não consigo abraçar os irmãos por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha vaidade.
Nos olhos foi registrada miopia. Isto porque não consigo enxergar além das aparências.
Examinada a audição, reclamei que não estava ouvindo a voz do Senhor e o diagnóstico foi de bloqueio em decorrência de uma enxurrada de palavras ocas do dia-a-dia.
A consulta não custou nada. Fui medicado e recebi alta. A receita que recebi foi para usar somente remédios naturais que se encontram no receituário do Evangelho de Jesus Cristo.
Ao levantar, deverei tomar um chá de Obrigado, Senhor para melhorar as questões referentes à gratidão. Ao entrar no trabalho, uma colher de Bom dia, amigo.
De hora em hora, não posso me esquecer de tomar um comprimido de paciência, com meio copo de humildade.
Ao chegar em casa, será preciso tomar uma injeção de amor para melhorar a dificuldade de relacionamento familiar. Toda noite, antes de deitar, duas cápsulas de consciência tranquila para que eu tenha um sono reparador.
Foi-me dada a certeza de que se seguir à risca toda a prescrição médica, não ficarei doente e todos os meus dias serão de felicidade.
O tratamento tem também um caráter preventivo. Assim, somente deverei morrer, por morte natural e não antes do tempo determinado.
* * *
O Evangelho pode ser considerado como a própria voz do Cristo a falar aos corações, chamando, chamando e conduzindo.
O Evangelho corporifica na Terra a palavra de Jesus. É Ele mesmo que Se apresenta de retorno, tomando os filhos e filhas da dor em Seus amorosos braços a fim de os conduzir para a luz gloriosa da verdade.
Como há mais de dois mil anos, Jesus prossegue, através do Evangelho, a estender a esperança e o amor sobre toda a Terra, para todos os corações.


 
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada, que circula pela Internet.
Em 29.12.2010.
 
 
 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para faze-lo com segurança. Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados a evolução da Terra, reclamamos recurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos. Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber. O irmão da luta de ontem mostra-se hoje em plena abastança material, delirando na ambição desenfreada. O irmão da luta de ontem mostra-se hoje em plena abastança material, delirando na ambição desenfreada. Certo, aspiras a vê-lo recambiado ao próprio equilíbrio, a fim de que o dinheiro lhe sirva de instrumento a felicidade, no entanto, para isso, não comeces por censurar-lhe o procedimento Usa a indulgência e renova-lhe o modo de pensar e de ser. O amigo escalou a evidência pública, fazendo-se verdugo em nome da autoridade. Queres garantir-lhe o reajuste para que o poder se lhe erija, em caminho de paz, entretanto, não te dês a isso, exibindo atitude condenatória. Usa a indugência clareando-lhe o raciocínio. A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade. Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades situando-a no rumo das experiências de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhe reproves os sonhos. Usa a indulgência e ampara-lhe a meninice. O companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero. Claro que anelas para ele o retorno A tranqüilidade, no entanto, não te entregues às criticas que lhe agravariam a irritação. Usa a indulgência e oferece-lhe apoio. O Próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo tolerando-lhes as faltas, e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras, Indiscutivelmente ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio a fim de aperfeiçoar-se. Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior." (Emmanuel)



Recados para Orkut

A mesma medida




Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma que cada um será medido com a medida que aplicar aos outros.
Tem-se aí um princípio de justiça, já revelado no comando de amar ao próximo como a si mesmo.
Pelo mandamento do amor, surge o dever de tratar o semelhante como se gostaria de ser tratado, se estivesse em seu lugar.
A idéia básica é uma igualdade essencial entre todos os homens.
Embora diferentes pelas posições que ocupam na vida em sociedade, ninguém possui essência apartada da dos demais.
Evidentemente, há criaturas mais adiantadas, cuja bondade e sabedoria causam admiração.
Entretanto, na origem e no fim todos se aproximam.
Saídos da mais absoluta simplicidade chegarão à plenitude das virtudes angélicas.
Enquanto percorrem a longa jornada, devem se auxiliar mutuamente.
A lição cristã cinge-se basicamente à fraternidade.
É possível sofisticar o pensamento e encontrar nuanças preciosas nos ensinamentos do Cristo.
Mas é preciso cuidado para não esquecer o básico, nessa busca de detalhes, por valiosos que sejam.
O essencial reside em aprender a olhar o próximo como um semelhante, um irmão de caminhada.
Se ele se apresenta vicioso e de convívio pouco atrativo, nem por isso deixa de ser uma preciosa criatura de Deus.
Justamente perante os equivocados do mundo, convém refletir sobre a igualdade da medida.
À parte os Espíritos puros, que já percorreram todos os degraus da escala da evolução, os demais cometem erros.
Mesmo homens bem intencionados por vezes erram.
Não se trata de uma tragédia, na medida em que a vida propicia meios de reparar os estragos e seguir em frente.
Uma visão estreita da Divindade pode levar à concepção de que Ela sempre está a postos para punir Suas criaturas.
Entretanto, não é assim.
As Leis Divinas encontram-se escritas na consciência de cada Espírito.
Elas visam à educação e à evolução dos seres, não a sua punição.
O rebote do desconforto que a violação da lei provoca destina-se a incentivar a retomada do caminho correto.
É possível ignorar os protestos da própria consciência um tempo, mas não indefinidamente.
Sempre surge o momento em que ela fala alto e atrai as experiências retificadoras do mal cometido.
Ocorre que o mesmo homem que encontra desculpas para seus equívocos, por vezes, é severo crítico do semelhante.
Ao assim agir, molda em seu íntimo um juiz implacável.
Quando chegar a sua hora de prestar contas dos próprios atos à eterna justiça, as medidas desse juiz severo é que lhe serão aplicadas.
Ciente disso, convém treinar um olhar indulgente para as falhas alheias.
Não se trata de tentar burlar a incidência da Justiça Divina, sempre perfeita.
Mas de não valorizar em excesso a sombra e a dor e de compreender a falibilidade natural do ser humano.
Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
Em 28.12.2009.




Recados para Orkut

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Recados para Orkut

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

" De quando a quando, aqui e além, por vezes, aparece determinado obreiro do bem que se acredita capaz de agir sozinho, no entanto, a breve tempo, reconhece a própria ilusão. O Criador articulou a vida de tal modo, que ninguém algo constrói sem a cooperação de alguém... Na condição de espíritos ainda imperfeitos, é certo que, em muitas ocasiões, não nos achamos afinados uns com os outros, especialmente, no Plano Físico, nos momentos em que as nossas queixas recíprocas revelam-nos os pontos deficientes. E se soubermos reconhecer que todos temos provas a superar e imperfeições a extinguir, não experimentaremos dificuldades maiores para exercer a solidariedade e praticar a tolerância, melhorando o nosso padrão de serviço e comportamento. Se instalados na compreensão mais ampla, observamos que a amizade apenas sobrevive no clima da caridade que se define por prática do amor, de uns para com os outros. Na posição de amigos, entendemos espontaneamente os nossos companheiros, oferecendo-lhes o apoio fraterno que se nos faça possível, mesmo quando estejamos separados, porquanto estaremos convencidos de que possivelmente, surgirá o dia em que necessitaremos que eles nos amparem com o mesmo auxílio. Aprendamos a valorizar os nossos colaboradores para que não nos falte o concurso deles no momento certo. Amigos são alavancas de sustentação..." (Emmanuel)




Pessoas especiais


 
Vez ou outra, com certeza, você assiste a algum programa televisivo de perguntas e respostas. Desses, em que as pessoas concorrem a prêmios se acertarem uma série de questões.
E é quase certo que você, sentado em sua poltrona, em sua casa, igualmente tente responder.
É provável que você acerte várias questões e até fique a cogitar que, se fosse você, no palco, naquele momento, ganharia com facilidade os valores ofertados.
É possível também que algumas das perguntas você não tenha ideia alguma do que se trata.
Por isso mesmo, é que neste dia desejamos reflexionar juntos, propondo-lhe tentar responder algumas questões.
Primeira: Você saberia dizer o nome das cinco pessoas mais ricas do mundo?
Segunda: E o nome dos cinco últimos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz?
Terceira: Quem sabe poderia lembrar do nome das cinco últimas Miss Universo?
Quarta: Talvez poderia lembrar o nome de dez ganhadores de Medalha de Ouro nas Olimpíadas?
Quinta: Seria possível, então, recordar quem foram os últimos doze atores ganhadores do ambicionado prêmio da Academia de Cinema, o Oscar?
Das cinco questões, você conseguiu responder alguma no todo ou em parte?
Difícil, não? E são pessoas famosas, que aparecem nos jornais, nas revistas, na televisão.
Não são pessoas anônimas, desconhecidas.
Contudo, é assim: o aplauso morre, os prêmios envelhecem, grandes acontecimentos são esquecidos.
Mas, não desanime. Vamos tentar um outro teste.
Primeira pergunta: Você lembra o nome dos professores que você mais gostava?
Segunda: É capaz de dizer o nome de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis?
Terceira: E seria possível você relacionar o nome de cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa, em sua vida?
Quarta: E quantas pessoas fizeram você se sentir amado e especial?
E, por último, relacione cinco pessoas com quem você gosta de estar.
Você achou este teste mais fácil, não é mesmo? Sabe por quê?
Porque as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas não são as que têm mais credenciais, ganham muito dinheiro ou prêmios.
São aquelas que se importam conosco. Com nosso progresso, com nosso bem-estar, com nossa qualidade de vida.
São as pessoas que nos têm afeto, que nos amam. Pessoas que amam a sua profissão e não somente realizam um dever, exercendo-a.
Assim foram muitos dos nossos professores.
Pessoas que sabem que é bom partilhar, dividir experiências, ensinar a outros.
Como nossos avós, pais, tios, vizinhos, pessoas que sabiam alguma coisa boa, importante e se preocuparam em nos ensinar.
Ensinar a cuidar de uma casa, a plantar uma rosa, regar um jardim.
Talvez lavar um carro, empinar um papagaio, preparar uma deliciosa sopa, bordar, escrever, escrever um poema ou redigir uma carta.
Criaturas que nos ensinaram dedilhar o piano, tocar o violão, cantar uma canção. Mesmo que seja uma canção de ninar para adormecer um bebê.
Pessoas que sabem conversar, edificando; descontrair sem exageros; manter amizades através dos anos.
Pessoas, enfim, que fazem a diferença na sua vida. Na vida de cada um de nós.
Pessoas especiais.
* * *
Registrando pessoas especiais em sua vida, recorde-se de se tornar, igualmente, para muitas outras vidas, alguém muito especial.
Especial na manifestação da amizade, do estímulo, da alegria de viver.
Alguém que mesmo depois de partir, permaneça como suave presença, um delicado perfume de saudade.


 
Redação do Momento Espírita com base
em texto de autoria desconhecida.
Em 21.08.2009.
 
 
 
 
 
Boa tarde!!!

" Somos tentados pelas forças exteriores da vida, segundo as nossas necessidades de purificação interna. Isso eqüivale a dizer que cada criatura sofre a tentação, conforme a natureza que lhe é própria. Qual acontece nos domínios da natureza em que o fogo não se alimenta de água, mas sim de combustível que se lhe afina ao modo de ser, no reino do espírito, cada um de nós entra em combinação apenas com as energias que se assemelhem às nossas. Assim é que renascemos, habitualmente, no plano físico, transportando conosco as deficiências individuais e os problemas domésticos que nos reclamam extinção ou ajustamento. Espíritos entregues à usura e à crueldade, em muitas circunstâncias, ressurgem no berço de ouro, experimentando, de novo, a tentação da sovinice e do orgulho de modo a superá-los e almas cristalizadas na revolta e na indisciplina quase sempre reaparecem nos lares empobrecidos, atravessando novamente a tentação do desespero e da delinqüência para vencê-los suficientemente. Reunimo-nos através da família consangüínea, muitas vezes, com as nossas aversões mais profundas, para transformá-las em amor puro, ao preço de perdão e serviço, devotamento e renúncia, e, em todos os quadros da luta humana, somos defrontados por rudes provas que nos falam de perto às próprias necessidades, a fim de que, na sublime vitória sobre nós mesmos, saibamos buscar os cimos da vida. Não te creias simplesmente tentado pelos outros à descida ao despenhadeiro das trevas. Somos nós mesmos que, estendendo o fio do desejo, atraímos em nosso prejuízo ou em nosso favor as companhias que nos acrescentarão as forças para a queda nas sombras ou para a ascensão à Divina Luz." (Emmanuel)


 
 
 
Pés molhados


 
É comum ouvir-se alguém falar que não resistiu a uma tentação.
Como a Terra não é habitada por anjos, a fragilidade humana não deve causar espanto.
Ela se revela de modo diverso em cada um e depende essencialmente da sua história espiritual.
Conforme se comportou ao longo de suas existências, o homem tem seus pontos fortes e fracos.
Quem se permitiu leviandades na área sexual, é frágil em relação a ela.
Já o que viveu de forma desonesta tem dificuldades quanto ao dinheiro.
Isso se repete nos mais variados setores.
À medida que vence suas imperfeições, o homem se liberta.
Já não precisa lutar contra si mesmo.
Ele vive com dignidade de forma natural.
Contudo, enquanto está em processo de libertação, necessita orar e vigiar.
Orar implica conectar-se com as forças superiores que regem a vida, a fim de receber orientação e apoio.
Trata-se de um gesto de humildade e que viabiliza o autoconhecimento.
Humildade, pois a oração não é um ato entre iguais.
Justamente por isso não pressupõe trocas infantis.
Deus não necessita de nada, em Sua perfeição.
Já os homens muito ganham em buscá-lO e em seguir os caminhos que Ele sinaliza.
Ao relatar ao Pai Celestial suas dificuldades, suas dores e anseios, o homem atento passa a se conhecer melhor.
Consegue identificar o que lhe causa dor, o que o tenta a agir de modo indigno.
Com base nesse conhecimento de si mesmo, pode vigiar melhor.
Quanto à vigilância, constitui uma atenção toda especial para se manter longe de encrencas.
Cada um sabe em quê residem suas tentações.
Se está realmente decidido a viver com retidão, deve manter-se longe delas.
Constitui tolice achar que pode testar seus limites, de modo indefinido, sem consequências nefastas.
Ainda que atos negativos não sejam efetivados, sempre se perde um pouco de paz ao se manter próximo do que deve ser evitado.
Basicamente, aquele que não deseja molhar os pés faz bem em se manter longe da torrente de água.
A tentação de se aproximar cada vez mais pode ser perigosa.
De repente, em um falso movimento, eis que os pés jazem molhados.
Assim, quem tem dificuldade para ser fiel no matrimônio, não deve lançar olhares e sorrisos à sua volta.
Um flerte que se imagina inocente pode se transformar numa tragédia.
Também o apaixonado por dinheiro e bens materiais não deve nem refletir sobre vantagens indevidas.
Após dar o primeiro passo em direção ao objeto proibido, pode ser difícil retroceder.
Ao longo do tempo, a resistência disciplinada converte-se em espontaneidade.
É quando as tentações perdem a força e os desejos doentios desaparecem.
Pense nisso.


 
Redação do Momento Espírita.
Em 04.08.2011.


 
Bom dia!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes com os obstáculos que afligem o espírito, na caminhada terrestre. Aprendamos sinonímia de ordem moral, no dicionário da Natureza: Crítica destrutiva – labareda sonora; Azedume – estrada barrenta; Irritação – atoleiro comprido; Indiferença – garoa gelada; Cólera – desastre à vista; Calúnia- estocada mortal; Sarcasmo – pedrada a esmo; Injúria – espinho infecto; Queixa repetida – tiririca renitente; Conversa desnecessária – vento inútil; Preconceito – fruto bichado; Gabolice – poeira grossa; Lisonja – veneno doce; Engrossamento – armadilha pronta; Aspereza – casca espinhosa; Pornografia – pântano aberto; Despeito – serpente oculta; Melindre – verme dourado; Inveja – larva em pencas; Pessimismo- chuva de fel; Espiritualmente, somos filtros do que somos. Cada pessoa recebe aquilo que distribui. Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que a benevolência se nos faça auxílio incessante, através dos outros." (Emmanuel)



AFABILIDADE


 
Auxilia o pântano e receberás a terra fecunda.


Purifica a fonte poluída e recolherás a água potável.

Seleciona o barro escuro e encontrarás a argila preciosa ao teu vaso.

Ajuda a sementeira frágil e terás a colheita feliz de amanhã.

Lavra a pedra e terás valiosas utilidades.

Aperfeiçoa a madeira bruta e exibirás preciosas peças de beleza e enriquecimento.

Não desprezes o cascalho contundente e nele identificarás a existência do ouro.

Assim também não fujas à dor, porque a dor bem aproveitada é instrumento divino, através do qual verte para nós outros a corrente dos recursos celestiais.

Se desejas realização e vitória, dons e talentos no campo da própria vida, não te esqueças da necessidade de simpatia.

Ajuda a todos, busca entender tudo e tudo respeitar, e com o tempo, perceberás que todos virão ao teu encontro, estendendo-te amparo e compreensão para que subas livremente à grandeza da Vida Maior.



 

(Francisco Cândido Xavier, por Emmanuel. Do livro Escrínio de Luz)
 
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Amigo... A pretexto de subir ao Céu, não abandone a Terra. Por desejar você o melhor, não negue socorro ao companheiro que ainda se encontra em pior posição. Buscando a luz, não amaldiçoe a sombra. Consolidando o progresso do espírito, não desampare o seu corpo. A estrada que Jesus trilhou para a glória da ressurreição, começava na poeira de Jerusalém. E o lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que, brilhando no charco, jamais se contamina... (André Luiz)



A visão de cada um
 
 
 

Dois homens, muito enfermos, ocupavam uma mesma enfermaria em um grande hospital.
Sua única comunicação com o mundo de fora era uma janela. Um deles tinha a sua cama perto da janela e, todos os dias, tinha permissão para se sentar em sua cama, por algumas horas. Tudo como parte do tratamento dos pulmões.
O outro, cuja cama ficava no lado oposto do pequeno cômodo ficava o dia todo deitado de barriga para cima.
Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado sentado, ele passava a descrever para o companheiro de quarto o que havia lá fora.
Falava do grande parque, cheio de grama verde, de árvores frondosas e flores mais além, em canteiros bem cuidados. Descrevia o lago, onde havia patos e cisnes. Falava das crianças que jogavam migalhas de pão para as aves, e dos barcos de brinquedo que coloriam as tardes de verão.
Falava dos casais de namorados que passeavam de mãos dadas entre as árvores, dos jogos de bola muito disputados entre a criançada.
Dizia que bem além da linha das árvores, ele podia ver um pouco da cidade, o contorno dos altos prédios contra o azul do céu.
O homem deitado somente escutava e escutava. Houve um dia em que ouviu, preocupado, o caso de uma criança que quase caiu no lago, sendo salva a tempo por sua mãe.
Num outro dia, a descrição minuciosa foi a respeito dos lindos vestidos das moças que saudavam a primavera em flor.
O homem deitado quase podia ver o que o outro descrevia, tantos eram os detalhes e a emoção do companheiro sentado. E, aos poucos, foi se tomando de inveja.
Por que somente o outro, que ficava perto da janela, podia ter aquele prazer? Por que ele também não podia ter aquela mesma oportunidade?
Enquanto assim pensava, mais se envergonhava e, no entanto, não conseguia evitar que tais pensamentos o atormentassem.
Certa noite, enquanto estava ali olhando para o teto, como sempre, percebeu que o outro começou a passar mal. Acordou tossindo, parecendo sufocar.
Com desespero, o botão de emergência foi acionado. As enfermeiras correram. O médico veio. Nova aparelhagem respiratória foi providenciada, mas tudo em vão. O homem morreu.
Pela manhã, seu corpo sem vida foi retirado dali. Então, o homem que permanecia sempre deitado, pediu para que o colocassem na cama do outro, próximo da janela.
Logo que assim foi feito e a enfermeira saiu do quarto, ele fez um grande esforço, apoiou-se sobre o cotovelo, na tentativa de se erguer no leito.
A dor era intensa mas ele insistiu. Com muita dificuldade, ele olhou pela janela e viu... apenas um enorme, alto e feio muro de pedras nuas.

* * *
A vida tem o colorido que a pessoa lhe dá. A paisagem se torna cinzenta ou plena de luz de acordo com as lentes de que se serve a pessoa para olhá-la.
Sofrer a enfermidade e se fechar na dor ou enfeitar de vivas cores o quadro que vive, é opção individual.
Há os que sofrem pouco e se desesperam, aumentando sua carga de dissabores, com as lentes escuras e sombrias de que se servem para contemplar tudo e todos.

Há os que sofrem muito e se dizem tranqüilos, padecendo serenos.




Autor: Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida. Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Não é pela desconfiança que atingiremos a certeza. Aprenda a entesourar a fé, amealhando os grãos da esperança. Não é pela violência que alcançaremos a realização. Habitue-se a usar a serenidade, considerando que um edifício se constitui de insignificâncias mil. Não é pela maldade que chegaremos à bondade. Acostume-se a tolerar e a desculpar, corrigindo em você mesmo aquilo que lhe desagrada nos outros. Não é pela desaprovação que improvisaremos o estímulo. Procure as particularidades elogiáveis e os ângulos nobres das situações e das pessoas, para que o bem seja cultivado e reine soberano. Não é exaltando a sombra que acenderemos a luz. Evite os comentários obscuros, onde o mal encontra brechas para dominar os atos, as palavras e os pensamentos. Não é semeando moléstias que sustentaremos a saúde. Alije a carga mental das idéias enfermiças e plante o bom ânimo, o otimismo e a alegria, em cada minuto. Não é contemplando feridas que ajudaremos a Humanidade. Lembre-se do “lado melhor” do irmão de jornada e ajude-lhe o coração a esquecer todo mal. Não é destruindo que construiremos o Reino Divino nos circulos da Terra. Restaure o que puder onde o desastre passou proclamando perturbação e falência. Não e descendo às furnas sombrias do desânimo e da tristeza que escalaremos a montanha da luz. Use os seus patrimônios e as suas experiências no Evangelho e na Revelação dos Espíritos Benevolentes e Sábios, tanto quanto mobiliza a água e o sabão nas lutas de cada dia e verá a colheita sublime de sua nova sementeira. O ministério de Jesus não é serviço de crítica, de desengano, de negação. É trabalho incessante e renovador para a vida mais alta em todos os setores do mundo. Ninguém precisa ferir, humilhar ou desesperar. Reajuste e simplifique. O Senhor fará o resto." (André Luiz)



A opção da simplicidade



 
Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.
Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.

Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.
Viver com simplicidade é uma opção que se faz.

Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.
A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.

Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.
Olvidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.

De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?
Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.

Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.
É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.

O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.

A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções.
Ela experiencia a alegria de ser, apenas.

Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.
Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida.

Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.
A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.

Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete...
Tudo isso compõe a simplicidade do existir.

Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.
Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.

Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.
É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.

Progredir sempre é uma necessidade humana.
Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.

Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.
As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.

Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.
As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.

Preste atenção em como você gasta seu tempo.
Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.

Experimente desapegar-se dos excessos.
Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.

Pense nisso.

 

 
Autor: Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
 
 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma. Os bens que espalhes são os materiais para semelhante construção. Sabes que o tempo é comparável ao rio que não se interrompe, seguindo sempre. Muito estranho que a criatura se decida a levantar a sua própria moradia por cima de uma ponte." (Emmanuel)



O segredo da felicidade

 
 
Há muito tempo, em uma terra muito distante, havia um jovem rapaz, filho de um rico mercador, que buscava obstinadamente o segredo da felicidade.
Já havia viajado por muitos reinos, falado com muitos sábios, sem, no entanto, desvendar tal questão.
Um dia, após longa viagem pelo deserto, chegou a um belo castelo no alto de uma montanha.
Lá vivia um sábio, que o rapaz ansiava conhecer.
Ao entrar em uma sala, viu uma atividade intensa. Mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves.
De longe ele avistou o sábio, que conversava calmamente com todos os que o buscavam.
O jovem precisou esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.
O sábio ouviu-o com atenção, mas lhe disse com serenidade que naquele momento não poderia explicar-lhe qual era o segredo da felicidade.
Sugeriu que o rapaz desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas.
"Entretanto, quero pedir-lhe um favor." - completou o sábio, entregando-lhe uma colher de chá, na qual pingou duas gotas de óleo.
"Enquanto estiver caminhando, carregue essa colher sem deixar o óleo derramar."
O rapaz pôs-se a subir e a descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher.
Ao fim de duas horas, retornou à presença do sábio.
"E então?" - perguntou o sábio - "você viu as tapeçarias da pérsia que estão na sala de jantar?
Viu o jardim que levou dez anos para ser cultivado?
Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?"
O rapaz, envergonhado, confessou não ter visto nada.
Sua única preocupação havia sido não derramar as gotas de óleo que o sábio lhe havia confiado.
"Pois então volte e tente perceber as belezas que adornam minha casa." - disse-lhe o sábio.
Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher com as duas gotas de óleo e voltou a percorrer o palácio, dessa vez reparando em todas as obras de arte.
Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, atentando a todos os detalhes possíveis.
De volta à presença do sábio, relatou pormenorizadamente tudo o que vira.
"E onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei?" - perguntou o sábio.
Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado.
"Pois este, meu rapaz, é o único conselho que tenho para lhe dar: - disse o sábio - o segredo da felicidade está em saber admirar as maravilhas do mundo, sem nunca esquecer das duas gotas de óleo na colher."
Pense nisso!
Vivemos em um mundo repleto de atrativos e de propostas sedutoras.
Há milhares de maneiras de gastarmos nosso tempo, nossa saúde, nossa vida, enfim, com coisas belas e agradáveis, mas que, na verdade, podem nos afastar de nossos reais objetivos.
Cada um de nós carrega na consciência as missões que nos foram confiadas por Deus e as diretrizes para que as cumpramos satisfatoriamente.
É imprescindível alcançarmos o equilíbrio para que possamos viver no mundo, sem nos deixarmos seduzir por ele.
É urgente que tenhamos discernimento para que possamos admirar e aprender através das coisas do mundo, sem que negligenciemos, ou até mesmo abandonemos, nossos verdadeiros e inadiáveis deveres.


 

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro como Atirar vacas no precipício, de Alzira Castilho, pp. 58/60.
 
 
 

"Não percas o otimismo. O trabalho é uma benção. Age construindo. Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo. Se erraste, recomeça a empreitada da ação na qual te comprometeste. Não creias em vitórias do Bem, sem árduos problemas a resolver. Convence-te de que a dor é sempre renovação para o bem. Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranqüilidade e da elevação. Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis. Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de supera-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará. Em nossa condição evolutiva, ainda não sabemos medir a resistência, uns dos outros. Em razão disso, guardemos a nossa dor ou a emenda que é positivamente nossa e exportemos alegria e esperança onde estivermos." (Emmanuel)






Bom dia !



Ao iniciar-se um novo período de tempo, em que o Criador lhe permite despertar para agir no bem, é importante meditar sobre a bênção deste dia, na construção da alegria e da paz tão almejadas.
Não se importe se o dia amanheceu nublado ou chuvoso, ensolarado ou borrascoso; não se preocupe se o clima está frio ou se o calor promete castigar.
Erga-se e ore, agradecendo a Deus o fato de ter você aberto os olhos no corpo físico, para um novo dia... Ele é ensejo de realizações positivas, de progresso para você.
Não se impaciente por se dar conta de que, no dia de hoje, você guarda bem pouco ou nenhum dinheiro para suas necessidades comuns.
Pense que está com saúde, e que o trabalho, por mais simples, é a feliz oportunidade que a pessoa recebe de Deus para modificar a vida.
Seja carpindo o solo ou recolhendo o lixo, preservando a higiene; seja lavando uma roupa ou conduzindo fardos, qualquer que seja o serviço, agradeça ao Senhor, seguindo adiante.
Procure não se infelicitar se acordou febril, debilitado, doente. Você mantém a lucidez, pode pensar, pode agir. Busque o socorro de alguém, se não puder cuidar-se só.
Não despreze a prece com que você pedirá o auxílio divino diante do seu desequilíbrio orgânico. O auxílio virá. Espere, agindo.
Seja como for, você tem hoje nas mãos os mais valiosos recursos para ser feliz, dentro do quadro das suas provações e merecimentos.
Não se entregue à revolta, ao rancor, à mágoa, ao desalento. Seu dia deve ser um dia lindo; seu tempo deve ser abençoado.
Enquanto é hoje, seja amigo de alguém, leal e prestativo.
Enquanto é hoje, liberte-se dos vícios que o aprisionam, fiel ao bem, decidido.
Enquanto é hoje, cresça um pouco mais, vinculado a Jesus Cristo, a fim de que consiga viver um bom dia, em cada dia que passe por você.
Vivendo bem o seu dia, você se estará preparando para o formoso dia sem nuvem, sem tormenta, sem noite, que o Criador a todos nos oferece, após superados os tempos terrestres, educando-nos e valorizando as horas, com disposição e coragem, com grandeza d'alma.
* * *
Enquanto puder escutar ou perceber a palavra hoje, com a audição ou com a reflexão, no campo fisiológico, valha-se do tempo para registrar as sugestões divinas e concretizá-las em sua marcha.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 31 do livro Nossas riquezas maiores,por Espíritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 13.04.2009.
 
 
Um dia abençoado e feliz!