sexta-feira, 31 de agosto de 2012

" Declara-se você de alma ferida e entrega-se ao desgosto, perdendo tempo. Entretanto, se você não sofre contrariedades e desapontamentos; se não encontra opositores; se não precisa lutar para vencer obstáculos; se não tem um parente difícil que lhe ajude o coração a curvar-se perante os outros; se não necessita servir por amor de alguém; se não carrega algum impedimento orgânico; se não suporta problemas em casa; se não conhece pessoas que lhe abrem caminho a provas e tentações... então, você estará correndo o risco de permanecer indefinidamente nas retaguardas da evolução. Lembre-se: a obra-prima de escultura é arrancada ao bloco de pedra pelo artista, a golpes de buril: igualmente, nós outros, sem o concurso da dificuldade e do sofrimento não seremos arrebatados ao mármore dos impulsos primitivistas. E se a obra-prima, antes de se corporificar, é sempre o ideal do artista dormindo na pedra, no mármore dos instintos, antes da necessária sublimação, cada um de nós é um sonho de Deus." (Emmanuel)






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Comece por você


 
Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.
No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte:
Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país.
Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar.
Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.
Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família.
Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.
* * *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.
Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir.
Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos.
Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente.
Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais.
Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos.
Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática.
São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também:
Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.
Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.
Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez.
Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração.
Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.
O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.
Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.
E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois.
Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.
Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso?
Pensemos nisso.
 
 
Autor: Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

" ...Todos nós, – os espíritos em evolução e resgate nas trilhas do Universo, – recapitulamos as experiências em que tenhamos falido. À vista disso, todas as provações na escola terrestre assumem a feição de ensinamentos e testes indispensáveis. Há quem renasça mostrando extrema beleza, física, a fim de superar inclinações ao desregramento; carregando um cérebro privilegiado para vencer a vaidade da inteligência; detendo valiosa titulação acadêmica de modo a subjugar a propensão para o abuso; ou exercendo encargos difíceis nas causas nobres, de maneira a extinguir os impulsos de deserção ou deslealdade. Cada qual de nós, no internato da reencarnação, é examinado nas tendências inferiores que trazemos das existências passadas, a fim de aprendermos que somente nos será possível conquistar o bem, vencendo o mal que nos procure, tantas vezes quantas necessárias, mesmo além do débito pago ou da sombra extinta. Fácil, pois, observar que sem a presença da tentação, a virtude não aparece e assim será sempre para que a inocência não seja uma flor estéril e para que as grandes teorias de elevação não se façam sementes frustradas no campo da Humanidade." (Emmanuel)



dia15.gif
Um Ângulo especial
 
 
Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol.
Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.
Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.
Ali se pôs a fazer a sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus. Ouviu, então, em meio ao silêncio, a voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: "escute, venha aqui. Venha ver a rosa."
Ele olhou para os lados, para frente, e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez: "Venha ver a rosa."
Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.
Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: "venha ver a rosa."
Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.
Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: "Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa."
Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado.
Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com ele com aquele convite? Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele?
Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.
"Veja agora a rosa", falou feliz o maltrapilho.
De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.
Dali podia-se perceber um raio de luz do sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.
E o trabalhador, extasiado, exclamou: é a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris.
Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.
***
É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.
O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocar de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver a pessoa do outro de modo diferente e novo.
Há uma rosa escondida em toda pessoa que não estamos sendo capazes de enxergar.
Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diferente.
Realizemos esta experiência, hoje, em nossas vidas.
Procuremos aceitar que podemos ver um colorido diferente onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.
 
 

Autor: Texto elaborado pela equipe de redação do momento espírita, a partir de texto recebido pela Internet, sem alusão a autor
 


 
Bom dia!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, porventura, te aflijam. E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem, criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilhem a vida. Reflitamos nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possamos afastar ou remediar. Antes de recolher-nos ao berço terrestre, na Vida Maior, escolhemos ou somos induzidos a escolher o tipo de experiência das quais temos necessidade para melhorar-nos ou promover-nos a planos mais elevados. Diante disso, busca os recursos precisos à harmonização de tudo o que te interessa à paz e ao bom-ânimo para o desempenho das tarefas que a vida te atribui, mas não te proponhas a destruir os meios de que careces para que te sintas mais eficiente na construção geral... Rebeldia complica os melhores planos da vida. Revolta é atraso lastimável em qualquer organização. Acolhe as tuas dificuldades quando não consigas extingui-las, sanando-as, pouco a pouco, sob o esforço de tua energia serena. Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de superá-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará." (Emmanuel)



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O melhor para cada um


 
Você costuma reclamar da vida que leva? Acredita que outros vivem melhor do que você? Gostaria de ter nascido em lugar diferente, em outro país, desfrutar de outras condições?
Quem sabe, ter outros pais? Melhor condição financeira? Pois assim também pensava Mogo, um jovem que vivia na china há muitos anos.
Ele ganhava seu sustento lascando pedras. Embora são e forte, não estava contente com sua vida. Queixava-se dia e noite.
Tanto reclamou, esbravejou que seu anjo de guarda lhe disse em sonhos, certa noite: "você tem saúde e uma vida pela frente. Deveria ser agradecido a Deus. Por que reclama tanto e é tão infeliz?"
"Deus foi injusto comigo", disse o rapaz. "não me deu oportunidade de crescer."
Com medo que o seu protegido acabasse perdendo a sua vida, o anjo rogou ajuda ao pai todo poderoso. Deus disse ao mensageiro que tudo o que Mogo pedisse lhe seria concedido.
No dia seguinte, Mogo quebrava pedras quando viu passar uma carruagem com um nobre coberto de jóias. Desejou ser nobre.
Ele se transformou então em dono de um palácio, com muitas terras, servidores e cavalos. Passeando em uma das tardes, feliz porque todos se curvavam a sua passagem, em sinal de respeito, começou a sentir um calor insuportável.
Mogo transpirava como no tempo em que lascava pedras. Deu-se conta de que o sol era maior do que ele, estava acima de príncipes, reis, imperadores e muito mais alto que todos.
"Por que não posso ser o Sol?"
Escondendo a sua tristeza, seu anjo de guarda atendeu seu desejo. Enquanto brilhava no céu, admirado com seu gigantesco poder de amadurecer as colheitas, um ponto negro avançou em sua direção.
A mancha escura ficou à sua frente e ele não podia mais ver a Terra.
"Anjo, quero ser nuvem."
Logo, poderoso, ele escurecia o sol. "Sou invencível", gritava.
Mas uma imensa rocha de granito se erguia em meio ao oceano. Mogo achou que a rocha o desafiava e se transformou em rocha.
Certa manhã, Mogo sentiu uma lança aguda em suas entranhas de pedra. Depois outra. E outra.
"Anjo, socorro! Alguém tem mais poder do que eu. Quero ser poderoso como este ser que está tentando me matar!" E foi assim que Mogo voltou a lascar pedras...
***
Estamos colocados no melhor lugar, na situação que necessitamos para progredir.
Ninguém se encontra em lugar errado, nem ao lado de pessoas que não mereça.
Tudo se encontra dentro da lei de progresso. Não existem problemas que não possamos vencer ou dificuldades que não consigamos transpor.
Cada um de nós recebe exatamente a carga que pode suportar. Nem mais, nem menos.
Saibamos ser reconhecidos a Deus pela vida, pela saúde, pelas dificuldades. Porque estrada que não tem pedras, não é segura.



 
Fonte: Revista Harmonia ano VIII número 59 set/99
 
 
 
 
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

" A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, responderemos afirmativamente. Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações... O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina. Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras. Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós. Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou claramente: 'Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.' " (Emmanuel)




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Apesar dos limites


 
No tempo em que ainda era um simples estudante de Medicina, numa Universidade do Meio Oeste dos Estados Unidos da América, Dr. Marlin nutria a estúpida preocupação com um mundo cheio de pessoas aleijadas e de doentes sem esperança de cura.
Por essa razão, era partidário da eutanásia e da eliminação dos portadores de deficiência física.
Moço e irreverente, costumava travar calorosas discussões com os colegas que pensavam de maneira diferente da sua.
Aos seus inflamados argumentos, os companheiros respondiam:
Mas, então, você não vê que nós estamos aqui, estudando Medicina, precisamente para cuidar dos aleijados, dos coxos e dos cegos?
Os médicos existem neste mundo para curar os doentes, era sempre a resposta que ele dava. E, se nada pudermos fazer em seu benefício, o melhor para eles é a morte.
No entanto, uma noite, quando prestava serviço como interno de Hospital, no último ano do curso, Marlin foi chamado para assistir a uma parturiente, imigrante alemã, que morava num bairro miserável da cidade.
Era o décimo filho que a pobre mulher dava à luz e o bebê entrou neste mundo com uma das perninhas bastante mais curta do que a outra.
Antes de fazer com que a criança pudesse respirar por si mesma, acudiu-lhe um pensamento:
Que despropósito! Este pequeno vai passar a vida inteira arrastando esta pobre perna.
Na escola será vítima de chacota dos outros meninos, que o chamarão "manco".
Para que hei de obrigá-lo a viver? O mundo nunca dará pela falta dele.
Mas, apesar dos pensamentos, o garoto levou a melhor. O jovem médico não conseguiu deixar de insuflar o ar da vida naqueles pequenos pulmões, pondo-os a funcionar.
Cumprido o dever, o interno agarrou a maleta do ofício e foi embora censurando o próprio procedimento: Não posso compreender por que fiz isto! Como se não houvesse filhos demais naquele antro de miséria. Não entendo porque deixei viver mais aquele e, ainda por cima, estropiado.
Os anos correram... O Dr. Marlin consagrou-se como médico e conquistou vasta clientela. As ideias que sustentava na juventude mudaram. Agora ele se dedicava a salvar e conservar vidas.
Um dia, seu filho único e a esposa morreram num acidente de automóvel e Marlin tomou a filha do casal para criar.
Amava com todas as forças a netinha Bárbara.
No verão em que completou dez anos, a menina acordou, certa manhã, queixando-se de torcicolo e de dores nas pernas e nos braços...
Pensou-se que fosse poliomielite, a temível paralisia infantil, mas depois verificou-se que era uma raríssima infecção causada por vírus pouco conhecido, que também causava paralisia.
O Dr. Marlin reuniu vários neurologistas e todos foram unânimes em afirmar que não se conhecia remédio nem tratamento algum para aquela enfermidade.
Em todo caso, existe um médico no Oeste, homem moço, que escreveu recentemente sobre o êxito que tem obtido em casos como este, observou um dos neurologistas.
O Dr. Marlin não teve dúvidas. Tomou a neta e se dirigiu para o hospital indicado.
Quando ficou frente a frente com o médico, único capaz de salvar a neta tão querida, o Dr. Marlin observou que o jovem colega coxeava acentuadamente...
Esta perna curta faz de mim um igual dos meus doentes, observou o Dr. T. J. Miller, ao notar o olhar do Dr. Marlin. Consinto que as crianças me chamem de "manco" e elas adoram isso.
De fato, prefiro esse nome ao meu nome real, que é Tadeu, e sempre me pareceu um tanto pomposo e ridículo! Como a tantos outros meninos, deram-me o nome do moço interno que uma noite me ajudou a vir ao mundo...
O Dr. Tadeu Marlin empalideceu e engoliu a seco. Por alguns minutos lembrou-se dos pensamentos que lhe acorreram naquela noite distante: O mundo nunca dará pela falta dele.
Estendeu comovidamente a mão ao jovem colega, o coxinho devotado, graças a quem a neta ia poder andar, outra vez, e pensou consigo mesmo: Em todo caso, sempre é melhor ser coxo do que cego, como eu fui, por muito tempo.
 
 
Redação do Momento Espírita adaptado de Seleções Reader’s Digest, de fev/1948.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed Fep.
Em 26.04.2010.
 
 
 
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"“Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem porque assim faziam seus pais aos falsos profetas” — Jesus (Lucas, 6:26). Indubitavelmente, muitas pessoas existem de parecer estimável as quais podemos recorrer nos momentos oportunos, mas que ninguém despreze a opinião da própria consciência, porquanto a voz de Deus, comumente, nos esclarecera nesse santuário íntimo. Rematada loucura é o propósito de contar com a aprovação geral ao nosso esforço. Quando Jesus pronunciou a sublime exortação desta passagem de Lucas, agiu com absoluto conhecimento das criaturas. Sabia o Mestre que, num plano de contrastes chocantes como a Terra não será possível agradar a todos simultaneamente. O homem da verdade será compreendido apenas, em tempo adequado, pelos espíritos que se fizerem verdadeiros. O prudente não receberá aplausos dos imprudentes. O Mestre em sua época não reuniu as simpatias comuns. Se foi amado por criaturas sinceras e simples, sofreu impiedoso ataque dos convencionalistas. Para Maria de Magdala era ele o salvador; para Caifás, todavia, era o revolucionário perigoso. O tempo foi a única força de esclarecimento geral. Se te encontras em serviço edificante, se tua consciência te aprova, que te importam as opiniões levianas ou insinceras? Cumpre o teu dever e caminha. Examina o material dos ignorantes e caluniadores como proveitosa advertência e lembra-te de que não é possível conciliar o dever com a leviandade, nem a verdade com a mentira." (Emmanuel)



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TUA MENSAGEM


 
Tua mensagem não se constitui apenas do discurso ou do título de cerimônia com que te apresentas no plano convencional; é a essência de tuas próprias ações, a exteriorizar-se de ti, alcançando os outros.
Sem que percebas, quando te diriges aos companheiros para simples opiniões, em torno de sucessos triviais do cotidiano, estás colocando o teu modo de ser no que dizes; ao traçares ligeira frase, num bilhete aparentemente sem importância, derramas o conteúdo moral de teu coração naquilo que escreves; articulando referência determinada, posto que breve, apontas o rumo de tuas inclinações; em adquirindo isso ou aquilo, entremostras o próprio senso de escolha; elegendo distrações, patenteias por elas os interesses que te regem a vida íntima...
Reflete na mensagem que expedes, diariamente, na direção da comunidade.
As tuas idéias e comentários, atos e diretrizes voam de ti, ao encontro do próximo, à feição das sementes que são transportadas para longe das árvores que as produzem.
Cultivemos amor e justiça, compreensão e bondade, no campo do espírito.
Guarda a certeza de que tudo quanto sintas e penses, fales e realizes é substância real de tua mensagem às criaturas e é claramente pelo que fazes às criaturas que a lei de causa e efeito, na Terra ou noutros mundos, te responde, em zelando por ti.


 
Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
(De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)
 


 

 
 
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domingo, 26 de agosto de 2012

"Muitos companheiros solicitam orientação do Céu para a vitória nas lutas da Terra, mas, em verdade, não necessitamos tanto de novos roteiros esclarecedores e sim de ação mais intensiva na construção do bem. O caminho é o mundo... Mundo-escola e mundo oficina, em que valiosas oportunidades felicitam a alma, interessada na própria sublimação. Não nos detenhamos na expectativa dos que adoram o Senhor, sem qualquer esforço para servi-lo. Ele próprio legou-nos com a Boa Nova, o mapa luminoso para a romagem da Terra. Libertemos a claridade que jaz enclausurada em nossos corações e avancemos. Há espinhos, reclamando o trabalho eficiente de extinção. Feridas que pedem bálsamo. Aflições que mendigam paz. Pedras à espera de braços amigos que as removam. Há mentes encarceradas na sombra, rogando o concurso iluminativo. Há crianças abandonadas, implorando socorro para consolidar as bases em que recomeçam a vida. Quem estiver procurando a inspiração dos Anjos, não se esqueça dos lugares de provação, onde os Anjos colaboram com o Céu, diminuindo o sofrimento e a ignorância na Terra. Agir no bem é buscar a simpatia dos Espíritos Sábios e Benevolentes, encontrando-a. Se Jesus não parou em contemplação inoperante, transitando no serviço ao próximo, da Mangedoura até a Cruz, ninguém aguarde a visitação dos Mensageiros Divinos, paralisando as mãos na esperança sem trabalho e na fé sem obras. A espiritualização é problema de boa vontade e concurso fraterno, porque somente buscando trazer o Céu ao mundo, pela nossa aplicação justa ao bem, é que descobriremos a estrada verdadeira que nos conduzirá efetivamente ao Céu. Em todos os episódios que te pareçam contrários, guarda serenidade e paciência, porquanto dia virá no qual reconhecerás que todos os obstáculos que te impediram o acesso ao que mais desejavas e não tiveste, foram bênçãos de Deus para que hoje usufruas as vantagens que tens." (Emmanuel)



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Razão ou coração?
 
 

 
O Espiritismo ensina que todos os Espíritos são criados por Deus em estado de ignorância e simplicidade.
Eles possuem o embrião de todas as virtudes. Mas necessitam das experiências da vida para desenvolver o seu infinito potencial.
No universo não há privilégios ou injustiças. Cada qual ocupa uma posição adequada ao seu estágio evolutivo e as suas necessidades de aprendizado.
Na jornada para a plenitude, as asas do conhecimento e da moralidade gradualmente despontam em toda criatura.
Mesmo quem hoje parece um pervertido adquirirá a máxima pureza. Tudo é uma questão de tempo e de esforço. A criatura que parece privilegiada pela vida, na verdade trabalhou mais o seu interior.
Talvez seja mais velha do que as demais, por ter sido criada antes. Mas certamente já trabalhou muito. Afinal, o mero passar do tempo pouco ensina. É o que ocorre em uma escola. De nada adianta o aluno ser mais velho do que os demais de sua classe. Se não aprende a lição, não é promovido para a etapa seguinte.
A angelitude é um estado de consciência de quem muito conhece e muito ama.
Freqüentemente se ouve falar de embates entre a razão e o sentimento
Em face de determinada situação, a criatura não sabe qual rumo tomar.
Seu coração anseia por determinada solução, mas a razão aponta para outra saída.
Esse gênero de dúvida revela a pouca compreensão que ainda temos da finalidade da vida.
Ninguém nasce a passeio ou apenas para realizar fantasias.
Todos trazemos uma programação a cumprir, que invariavelmente visa a nossa evolução, o nosso aperfeiçoamento.
O objetivo de nossa vida sempre será o desabrochar do anjo que em nós reside.
Esse objetivo identifica-se com a aquisição da sabedoria e do amor. Ocorre que amor não é sinônimo de desejo. Essa sublime energia rege o universo. Ela desperta em nós o ideal de auxiliar o próximo a ser feliz.
Mas a razão nos diz que a felicidade depende do dever bem cumprido. Ninguém pode ser genuinamente feliz com a consciência pesada. Assim, o coração e a razão nunca entram em contradição, para quem compreende o seu real papel em face da vida.
Nossos amores não nos pertencem. Eles são filhos do divino pai, que os criou para uma meta transcendente e maravilhosa. Nosso papel é o de ajudá-los a atingir essa meta tão sublime. Amar não implica ser conivente ou livrar o próximo do trabalho que lhe compete.
Amar não significa manter o ser amado ao nosso lado, quando ele deseja viver outras experiências. Amar é auxiliar a ser feliz, a ser melhor, a crescer para Deus.
A razão lúcida ilumina e dirige o coração. O coração que aprendeu a amar suaviza e dulcifica o raciocínio.
A sabedoria e o amor são duas energias que se complementam, na perfeita harmonia da vida.
Nem determinações duras e implacáveis, nem pieguice e conivência com equívocos.
Quem ama e sabe, educa e ampara.
Acalenta, mas liberta.
 
 
 
Autor: Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"...Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida. Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração... Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre. Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus." (Meimei)




Sexta-Feira - Recados e Imagens (6164)
 
De hoje em diante


Você já traçou, alguma vez, um plano de felicidade ainda que por apenas um dia?
Pois uma pessoa nos enviou um plano que trará dias muito felizes para quem o seguir.
Ela se propôs ao seguinte:
De hoje em diante, todos os dias, ao acordar, direi: eu hoje vou ser feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade.
Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza, gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de observar a beleza das árvores, das flores, da relva, da natureza em geral.
Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes e vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém só para dizer que estou com saudades.
Reservarei alguns minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças, mas vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que o tempo passado não volta mais e vou aproveitar bem todos os minutos.
Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não posso fazer nada.
Não vou sofrer pelo que não tenho e que gostaria de ter, e buscarei ser feliz com o que possuo. E o maior bem que tenho é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém.
Vou fazer algo por alguma pessoa sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de vê-la sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, e dedicar uns minutos para pensar em Deus, assim ele saberá que está sempre em meu coração.
Vou procurar transmitir um pouco de alegria aos outros, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E, quando a noite chegar, eu vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer aos anjos e a Deus, porque hoje eu fui feliz!
Sem dúvida esse é um roteiro traçado por alguém que deseja realmente conquistar a paz de consciência e, por conseqüência, a felicidade.
E nós podemos até dizer que tudo isso é muito difícil de alcançar, mas uma coisa é certa: é bem simples.
A única coisa que precisamos, é ter vontade. E para acionar a vontade, basta querer.
***
Existe uma pessoa, e somente uma, capaz de fazer você feliz.
Se você deseja conhecê-la, fique em frente ao espelho e diga: olá!
No espelho você verá a pessoa responsável pelo seu destino.
Você é herdeiro de si mesmo.
Seus atos lhe pertencem.
E a sua felicidade espera pela sua decisão.
Pense nisso!
 
 


Autor: (Redação da equipe do Momento Espírita, baseado em texto recebido pela internet, sem menção ao autor)





Fim de Semana - Recados e Imagens (12019)
 

 Fim de Semana - Recados e Imagens (12027)




 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

" Compreensível que não possas resolver os problemas que te cercam, mas podes sorrir, sustentando a esperança e a coragem dos outros." (Emmanuel)




A lição do jardineiro


 
 
Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."
"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."
O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."
"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."
Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."
"Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?
***
O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.
A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.
 
 

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.


 
Gif de Anjinhos
Bom dia!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

" O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão. Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém. A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim. Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade. Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios. A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos. Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são. Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos. Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas. Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá. Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração." (André Luiz)




O segredo da amizade



Eram dois amigos e pareciam ter a mesma alma. Tudo era comum a ambos: tristezas e alegrias. Eram inseparáveis.

Um dia começaram a observar, com olhos críticos, um ao outro. Nessa mútua observação, perceberam quantos defeitos havia no outro e resolveram, intimamente, sem nada externar, moldar o caráter do outro pela forma do seu próprio.

Passado algum tempo, um certo resfriamento começou naquela amizade. De início, eles nem perceberam. Entretanto, quando um deles perdeu um ente querido, o outro não se fez presente, em solidariedade. E o outro, no seu aniversário, não recebeu o abraço do amigo.

Certo dia, se encontraram em uma praça e confessaram mutuamente como estranhavam o que lhes estava acontecendo. Com certeza, disseram, era a inveja alheia que havia destruído o sentimento que nutriam.

O Pastor Espiritual da cidade foi consultado a respeito e convidou-os a um passeio. Era um dia quente e o sol queimava.
Depois de andarem muito, sedentos e exaustos, encontraram uma limeira. Seus frutos saborosos dessedentaram os amigos e a sombra os reconfortou.
O Pastor olhou para a árvore e disse: Esta árvore tem bons frutos, mas se a podássemos poderia produzir muito mais. Os galhos poderiam ser redirecionados, poderíamos libertá-la dos parasitas.

Com esse intuito, os dois amigos compareceram no dia seguinte e realizaram a poda, de tal forma que ela ficou quase desnuda.

Passados uns dias, o Pastor tornou a convidar ambos para o mesmo passeio. Chegados ao pé da limeira, novamente sedentos e exaustos, observaram que nela não havia nenhum fruto e bem rala era a sombra que podia oferecer, pois possuía somente diminutas folhas.

Descontentes, falaram os amigos: Como fomos tolos podando esta árvore. Destruímos os seus frutos e a sombra amena, que nos reconfortou no outro dia.

Foi então que o Pastor os olhou e disse: O que fizeram com esta árvore é o que fizeram com a sua amizade. Cada um quis modificar o outro e então perderam todo o encanto do afeto que os ligava. Mataram, com podas improdutivas, a árvore da amizade que tinham plantado no coração.

E finalmente completou:
Todo sentimento necessita, para que não pereça, ter como base a tolerância e o respeito.

Não queiramos modificar a outrem. Aceitemos as criaturas como são. Assim procedendo, haveremos de encontrar sempre em seus corações, apesar dos defeitos, frutos saborosos e doces e sombra amiga.

* * *
A amizade é árvore que, para produzir, necessita ser plantada e cuidada com esmero.

Se colocarmos em nossas ligações afetivas o sal do amor, teremos sempre presente no prato da fraternidade o verdadeiro paladar cristão.


 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O segredo de uma sólida amizade, do livro A canção do destino, por Espíritos diversos, psicografia de Dolores Bacelar, ed. Correio Fraterno do ABC e no verbete Amor do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 17.04.2009.


 
Gif da Minnie
Bom dia!!!








terça-feira, 21 de agosto de 2012

" Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual. Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos. Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição. Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo. Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera. Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias. Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam. Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes. Os cristãos, todavia, são filhos da luz. E a missão da luz é uniforme e insofismável. Beneficia a todos sem distinção. Não formula exigências para dar. Afasta as sombras sem alarde. Espalha alegria e revelação crescentes. Semeia renovadas esperanças. Esclarece, ensina, ampara e irradia-se." (Emmanuel)




RESPEITO MÚTUO



Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encareces a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.

Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.

Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.

Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.

Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de levarem adiante a própria elevação ao progresso.

Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.

Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.

Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.

Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.

Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar.
Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.

Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações.
Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.

E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.
Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.
Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.

Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar-te a tranqüilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.

E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.

Emmanuel
Livro: Irmão - Psicografia de Francisco Cândido Xavier